Ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho.
Ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho.FOTO: MIGUEL A. LOPES/LUSA

Governo diz que "UGT tem de mostrar que quer aproximação" e marca reunião da Concertação Social para 7 de maio

A ministra do Trabalho diz que a UGT "não pode continuar a ter pretextos para fazer uma fuga para a frente". Se não houver uma "aproximação" com os sindicatos, o Governo avança para o Parlamento.
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"Temos uma versão do acordo que é consolidado com contributos de todas as partes", lembrou a ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, sublinhando que "que consideraram que era esta a versão final", que foi esta quinta-feira, 23 de abril, rejeitada pela UGT.

"A UGT terá de mostrar que quer uma aproximação e não continuar a ter pretextos para fazer fugas para a frente", exigiu a ministra, afirmando que "o Governo esperará uma posição construtiva e clara da UGT".

Por isto, vincou a ministra, a UGT terá de "fazer um último esforço". Caso contrário, prometeu, "avançaremos com o documento para o Parlamento".

Rosário Palma Ramalho adiantou ainda que haverá uma reunião da Concertação Social daqui a 15 dias, a 7 de maio, já depois da celebração do Dia do Trabalhador, no 1.º de Maio, que foi apresentada tanto pela UGT como pela CGTP como uma jornada de luta. Deste modo, a UGT terá duas semanas para refletir sobre a proposta do Governo.

"A UGT espera que o Governo diga se quer continuar a fazer um esforço para que possa haver um acordo, ou não. Ou considerar que encerra aqui a discussão. Isso agora é a senhora ministra [do Trabalho] que tem que decidir", lançou o líder da UGT, acrescentando que "se houver alguma proposta por parte do Governo que ainda seja possível aproximar as posições, a UGT está sempre disponível e aberta".

Sobre as linhas vermelhas da central sindical que levou à rejeição desta proposta, Mário Mourão referiu "a questão do outsourcing", sublinhando que "há a questão do banco de horas, há a questão da jornada contínua, há a questão da remissão abdicativa, há a não reintegração do trabalhador tendo sido despedido ilicitamente", acabando esclarecer que não vai clarificar a posição da UGT sobre estas matérias, porque, vincou, "toda a gente tem conhecimento do que é a posição da UGT".

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