O grupo parlamentar do Chega entregou nesta quarta-feira, 29 de julho, um requerimento para a constituição potestativa de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) aos mandatos do atual ministro da Administração Interna, Luís Neves, enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), considerando que o governante "está no centro de um conjunto de casos de contornos muito duvidosos, que teima em não explicar, e que se parecem revestir de gravidade acentuada". Mas o partido liderado por André Ventura também pretende apurar a "eventual responsabilidade de membros do Governo que o nomearam e tutelaram".Luís Neves foi nomeado diretor nacional da PJ pela primeira vez em 2018, quando a ministra da Justiça era Francisca Van Dunem e o primeiro-ministro António Costa, tendo os mesmos reconduzido o agora ministro para um segundo mandato em 2021, com a tutela direta a passar para Catarina Sarmento e Castro no ano seguinte. Em 2024, depois da vitória eleitoral da AD, Neves acabaria por ser confirmado para um terceiro mandato, com Rita Júdice no Ministério da Justiça e Luís Montenegro à frente do Governo.Dois dos objetivos do requerimento do grupo parlamentar do Chega, que foi entregue ao presidente da Assembleia da República no final de uma terça-feira que começou com André Ventura a denunciar que tinham desaparecido do seu gabinete uma pen drive e uma pasta com documentos relativos à CPI aos mandatos do atual ministro enquanto diretor nacional da PJ, são precisamente aferir da responsabilidade dos membros do Governo responsáveis pelas suas nomeações - e que tutelaram essa polícia de investigação - e "verificar as razões que levaram Luís Neves e a PJ a serem afastados da investigação da Operação Influencer, que envolvia o, na altura, primeiro-ministro António Costa".(em atualização).Ventura faz ligação direta entre furto no seu gabinete e CPI a Luís Neves.Chega vai avançar com Comissão de Inquérito a Luís Neves. PS acusa partido de querer fragilizar a PJ .Ventura escreve a Montenegro a dizer que "tem de agir" no caso Luís Neves para manter "autoridade no Governo"