O grupo parlamentar do Chega anunciou nesta segunda-feira que irá apresentar um projeto de lei, até ao final desta legislatura, para a introdução da prisão perpétua em Portugal, apresentando o recente caso da morte de uma menina de oito anos, asfixiada pela madrasta, como argumento a favor de uma moldura penal que o partido liderado por André Ventura afirma estar em vigor “na grande maioria dos países europeus”.Segundo um comunicado do grupo parlamentar do Chega, o homicidio confesso de Lara deve “colocar o país e os seus responsáveis políticos perante a necessidade de garantir uma Justiça justa, mas também dissuasora e preventiva”. E deverá ser englobado no processo de revisão constitucional, retirando barreiras para que o máximo de tempo de encarceramento sejam os 25 anos atualmente inscritos no Código Penal.”É intolerável que um crime desta magnitude, que tirou a vida a uma criança inocente, possa deixar de gerar uma reação punitiva fortíssima por parte da sociedade, defende o Chega, enumerando outros casos de criancas assassinadas em contexto de brutalidade e proximidade”.Para o Chega, a prisão perpétua “é a única forma de fazer justiça perante o comportamento de seres humanos que demonstraram, pelas suas ações, não ter o mínimo de respeito pela vida e pela integridade de outros seres humanos”. Nesse sentido, o partido defende que Portugal siga o exemplo de outros países europeus perante ”crimes desta gravidade e horror”. .Prisão preventiva para madrasta suspeita de matar enteada de oito anos em Valpaços.Portugal não segue tendência da Europa e recusa crime de femicídio