A Comissão Executiva do CDS vai reunir-se na noite de quarta-feira, 21 de janeiro, para decidir qual será o posicionamento do partido quanto à segunda volta das eleições presidenciais, marcada para 8 de fevereiro, dia em que os portugueses decidirão se será António José Seguro ou André Ventura a suceder a Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República.Na noite deste domingo, 18, após o primeiro-ministro Luís Montenegro ter anunciado, na qualidade de líder do PSD, que o seu partido não se irá envolver na disputa eleitoral, por considerar que os dois candidatos presidenciais mais votados não representam o seu espaço político, o CDS adiou a sua decisão quanto à segunda volta, numa declaração do secretário-geral centrista, Pedro Morais Soares.Realçando a "campanha muito digna, com civismo e discutindo temas que interessam ao país e aos portugueses", conduzida por Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD e CDS, que foi o quinto mais votado - com 637.394 votos (11,30%) ficou também atrás de Cotrim de Figueiredo e de Gouveia e Melo -, Morais Soares destacou que o CDS é "um partido leal junto dos nossos aliados nos momentos fáceis e difíceis".Pedro Morais Soares também sublinhou o "sinal importante para a democracia" que consistiu no aumento da participação eleitoral nas presidenciais, com a abstenção a cifrar-se em apenas 38,5% no território nacional. E deixou um agradecimento aos militantes e dirigentes centristas que se empenharam na campanha presidencial do antigo líder social-democrata.Apesar de a Comissão Executiva do CDS reservar a posição oficial do partido para a noite de quarta-feira, a Juventude Popular antecipou-se, declarando que não irá apoiar qualquer um dos candidatos que passaram à segunda volta, mantendo inalterada a posição que tomou antes da primeira. Nessa altura, apesar do apoio a Marques Mendes que o partido veio a confirmar, a organização juvenil considerou que nenhuma das candidaturas a Belém correspondia aos valores e à visão institucional pretendida para a Presidência da República.Quem já tomou posição foi o anterior líder centrista, Francisco Rodrigues dos Santos, apoiante de Gouveia e Melo na primeira volta, que declarou o seu voto em António José Seguro durante a noite eleitoral da CNN Portugal. O sucessor de Assunção Cristas, que ficou ligado à perda de representação parlamentar do CDS, nas legislativas de 2022, defendeu que "não pode haver contemplações quando está em causa um consenso matricial de valores fundacionais e civilizacionais do nosso continente"..Mesmo sem apoio de Montenegro, Seguro promete relação institucional intacta em caso de eleição