PS de Carneiro continua sem contactos por parte de Luís Montenegro.
PS de Carneiro continua sem contactos por parte de Luís Montenegro. Reinaldo Rodrigues

Carneiro evita pedir "responsabilidades" a Montenegro e pede ativação de mecanismo europeu de proteção civil

Secretário-geral do PS aponta falta de diálogo ao primeiro-ministro, mas descarta solicitar demissão da ministra Maria Lúcia Amaral.
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José Luís Carneiro disse não querer "exigir agora responsabilidades políticas", recusando pedir a demissão da ministra da Administração Interna. O secretário-geral do PS, ainda assim, instou o Governo a ativar o mecanismo europeu de proteção civil para responder às consequências da depressão Kristin.

"Insistimos na imediata ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil porque permite meios e recursos que são importantes para responder a esta crise", pediu José Luís Carneiro numa conferência de imprensa após uma reunião do Secretariado Nacional do PS, na sede do partido, em Lisboa, sobre os impactos da passagem da depressão Kristin por Portugal continental. O líder do PS pede para se colocarem em prática "as medidas previstas na Estratégia Nacional de Proteção Civil preventiva" e que se garanta "o cumprimento das medidas previstas no Planeamento Civil de Emergência".

Ex-ministro da Administração Interna, no governo PS, José Luís Carneiro diz-se disponível para "colaborar e cooperar com o Governo e com as instituições do país para servir as pessoas." Porém, tal como na Habitação, Saúde ou Justiça, o secretário-geral do PS continua a lamentar falta de diálogo com Luís Montenegro. "Não fui contactado pelo Governo, nem pelo primeiro-ministro, nem pela ministra da Administração Interna, contudo continuamos com a mesma disponibilidade que tinha na primeira hora em que me pronunciei aqui na sede do Partido Socialista", disse.

Inquirido sobre a sugestão do candidato presidencial apoiado pelo PS, António José Seguro, de prolongar os prazos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para ajudar à reconstrução das regiões afetadas pela tempestade, o líder socialista disse concordar, acrescentando que pode estar em causa o cumprimento dos prazos de execução nas regiões afetadas.

Em relação às palavras da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, que falou de trabalho em "contexto de invisiblidade" e de um proceso de "aprendizagem coletiva", José Luís Carneiro fez apenas uma breve nota e não quis relembrar os seus tempos como titular da pasta. "Ouvi nos mesmos termos em que ouviu a senhora jornalista, com os meus dois ouvidos", limitou-se a comentar.

O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros.

Esta segunda-feira, o PS propôs avançar com um Programa Nacional de Recuperação, Estabilização e Resiliência Climática (pode ler mais aqui). Os socialistas reuniram vários contributos de especialistas e, depois da reunião do Secretariado Nacional, acordaram um conjunto de medidas que vão propor ao Governo.

O PS entende que a Situação de Calamidade não deveria ser julgada semana a semana e pede a "reavaliação da necessidade de integração de outros concelhos no respetivo âmbito, nomeadamente nos distritos de Aveiro e de Coimbra e na Lezíria do Tejo."

Fonte socialista avançou o DN que o PS considera que para uma melhor resposta às situações de emergência, a Situação de Calamidade deveria ficar estabelecida durante um período mais amplo de tempo. No caso, Carneiro situou a possibilidade de estabelecer um prazo "entre três e seis meses".

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