O secretário-geral do PS defendeu este sábado, 24 de janeiro, que as eleições diretas devem ser um “momento de relançamento da iniciativa política” dos socialistas, argumentando que o partido "tem de voltar a afirmar-se como a grande e a única alternativa política de Governo”.Na intervenção de abertura da reunião da Comissão Política Nacional do PS, que foi aberta à comunicação social, José Luís Carneiro referiu que os socialistas “devem saber fazer das eleições internas”, que, foi aprovado, serão realizadas a 13 e 14 de março, já depois de escolhido o novo Presidente da República, “um momento de relançamento da iniciativa política do PS”.“O PS tem de voltar a afirmar-se como a grande e a única alternativa política credível e de confiança para todas e para todos os portugueses. Esse é o espírito com que partiremos para essa eleição”, frisou o secretário-geral do PS, que se recandidata à liderança do partido.O líder do PS manifestou a sua intenção de ver concluído todo o processo eleitoral interno “antes do verão, com eleições para os órgãos nacionais em março e para as concelhias e federações entre maio e junho".José Luís Carneiro enfatizou a importância de o PS estar “organizado, preparado para o diálogo e para a construção de uma alternativa sólida e credível ao Governo”.“Para sermos aquilo, afinal, que sempre fomos, a grande força motriz das grandes transformações sociais, culturais, económicas e políticas em Portugal. Sim, com orgulho das conquistas dos últimos 50 anos, mas esse legado tem de ser a base para construirmos o nosso futuro coletivo. Sem esquecer a dignidade de cada pessoa”, pediu.Carneiro apelou a todos os democratas e aos que “aspiram a um país mais decente” que “confiem nos valores, nos ideais e na capacidade do PS para os aplicar na vida concretas das pessoas”.“Teremos a humildade democrática para ir ao seu encontro, para a saber ouvir e para fazer o melhor pelo nosso país. O PS quer afirmar-se como um partido progressista, humanista e moderado, um partido de valores, mas também de ação, um partido de soluções para o país e para todos, mesmo para todos os portugueses”, declarou..Resultado de Seguro é a “vitória de uma forma de estar na política que privilegia o diálogo”. Nesta intervenção, o secretário-geral do PS afirmou ainda que o resultado de António José Seguro na primeira volta das presidenciais mostrou como combater movimentos radicais e que os eleitores “confiam em quem quer construir” e “rejeitam que só quer destruir”.José Luís Carneiro centrou-se no primeiro lugar conseguido pelo candidato apoiado pelos socialistas na primeira volta das eleições presidenciais para enfatizar que o resultado de Seguro é uma “vitória de uma forma de estar na política que privilegia o diálogo e os consensos”.“Uma forma de fazer política a partir das causas, defendendo as causas e não a partir dos casos que procuram minar a credibilidade das instituições. É uma forma de fazer política que é capaz de estar muito além da representação partidária”, frisou, acrescentando que Seguro mostrou também como se “combate e ganha aos movimentos mais radicais e antidemocráticos”.O líder do PS sublinhou que o PS “estará disponível para o diálogo interinstitucional e para construir soluções de política duradoura e consensualizadas no campo democrático” em áreas como a política externa, defesa, justiça e segurança interna, para enfatizar de seguida que os “atuais resultados” mostram que os eleitores “preferem um perfil de quem sabe critica o que está mal, mas também sabe apresentar propostas para responder às necessidades das pessoas”.“As pessoas confiam em quem quer construir. As pessoas rejeitam quem só quer destruir. É o que temos vindo a fazer, todos em conjunto”, salientou.Carneiro apelou a todos os militantes, simpatizantes, deputados e dirigentes do PS a “entregarem-se à segunda volta com todo o empenhamento e sentido de compromisso Portugal” , argumentando que “devem fazê-lo não apenas pelo PS”, mas “sobretudo por Portugal e pela democracia”.."Isto não está a ganho”. Seguro diz que “sondagens não elegem presidentes” e apela ao voto. A Comissão Nacional do PS reúne-se para aprovar a calendarização do XXV Congresso e das eleições diretas para a liderança do partido, estando também prevista uma análise da situação política e uma intervenção aberta do secretário-geral.A reunião tem na ordem de trabalhos a análise da situação política, a aprovação de vários aspetos do XXV Congresso Nacional do PS, incluindo a eleição da comissão organizadora, por via eletrónica, a definição da data e local - que deverá ser Viseu - e os regulamento das eleições do secretário-geral, dos delegados ao congresso e da quotização. .Carneiro recandidata-se no Congresso do PS de final de março