O recandidato à liderança socialista, José Luís Carneiro, assegurou esta quinta-feira, 26 de fevereiro, que o PS não procura eleições antecipadas nem crises, mas estará “preparado para todas as responsabilidades”, secundando críticas de Passos Coelho à AD que acusa de “fator de instabilidade”.José Luís Carneiro entregou ao presidente do PS, Carlos César, a sua moção global de estratégia com a qual se apresenta às diretas e ao XXV Congresso Nacional, uma recandidatura na qual não terá opositor já que o prazo termina esta quinta-feira e até agora não apareceu nenhum nome..Liderança “sensata” de Carneiro permite trégua ao cargo de secretário-geral. “O PS não criará crises políticas, mas estará preparado para todas as responsabilidades”, respondeu aos jornalistas depois do ato formal da entrega.O líder do PS disse ainda que vê na AD “o principal fator de instabilidade”.“Olhando para as declarações do doutor Passos Coelho em relação ao Governo, elas de facto suscitam a maior preocupação sobre a capacidade da própria AD manter a estabilidade política no país”, referiu. Para Carneiro, o antigo primeiro-ministro “tem razão quando diz que não há qualquer reforma do Estado, contrariamente àquilo que o Governo apresenta”, concordando também quando o social-democrata “diz que o Governo está a enxamear toda a Administração Pública com cargos de cariz partidário, fragilizando as funções essenciais do Estado”.No texto da moção pode ler-se que os socialistas não procuram “eleições legislativas antecipadas”, mas têm “que estar preparados para estar à altura de todas as responsabilidades”.“Esta Moção de Política Global que proponho ao Congresso Nacional é isso mesmo, o continuar de um amplo movimento participativo de preparação das políticas da futura governação do PS”, refere..Carneiro propõe criar Código de Ética e canal de denúncias interno