Campanha de Seguro em Lisboa não teve as principais figuras do Partido Socialista
JOSÉ COELHO/LUSA

Campanha de Seguro em Lisboa não teve as principais figuras do Partido Socialista

No último dia pela capital, o socialista manteve apoios que estão desde o início consigo, mas José Luís Carneiro e outras figuras apontadas a cargos de liderança no passado não se fizeram representar.
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António José Seguro tem o largo apoio do Partido Socialista, tem os militantes de base, as distritais do partido, mas não uma campanha presidencial cheia de figuras ilustres a compasso. Foi assim desde o início, tem sido assim até final. Durante o dia, na Lusófona e no DNA Cascais viu alguns deputados como André Rijo, Miguel Costa Matos e Davide Amado ladearem-no e a representação parlamentar cresceu no comício noturno.

Porém, a posição de equidistância que diz ter e querer manter em Belém é nota dominante. E isso leva a que seja mais natural o afastamento de muitas das figuras principais do partido. Até porque os resultados eleitorais das Legislativas de 2025 ainda estão presentes e poderiam limitar um resultado do próprio candidato presidencial. Assim se justifica que também não marcassem presença no último evento em Lisboa, nesta quinta-feira, líderes partidários de PAN, Livre, Bloco de Esquerda e PCP, que lhe haviam, todos, expressado apoio público.

Mas não estão efetivamente as figuras habituais e proeminentes do PS. A começar pelo secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que pode comparecer na sexta-feira numa iniciativa no Porto, ou pelo presidente Carlos César. A mobilização da primeira volta ainda ocorreu numa arruada onde tivera Prata Roque, Duarte Cordeiro ou Alexandra Leitão consigo. Nomes como Mariana Vieira da Silva, Ana Catarina Mendes, Marta Temido, que chegaram a ser apontadas como futuras candidatas ao cargo de líder do partido, ou o ex-líder António Costa ou Pedro Nuno Santos não compareceram na campanha.

No comício no Fórum Lisboa, Duarte Cordeiro e Alexandra Leitão, ministros de António Costa, foram os nomes maiores a marcar presença. Guilherme de Oliveira Martins, ex-ministro da Educação e Finanças, falou, defendendo o papel de Seguro "na defesa da Constituição", apontando que Ventura coloca em causa "uma futura eleição direta do Presidente da República."

João Soares esteve com Seguro desde o início, os antigos ministros da Saúde Adalberto Campos Fernandes e Ana Jorge, Severiano Teixeira, antigo líder da Administração Interna, sendo ainda visíveis vários atuais e antigos presidentes de juntas de freguesia lisboetas, uma dezena de deputados do atual Parlamento e ainda Carla Tavares, deputada europeia, Ana Mendes Godinho, ex-ministra do Trabalho, e Maria de Belém, ex-ministra e antiga presidente do partido tendo apoiado Seguro nas diretas contra Costa.

Seguro movimenta-se para a sociedade civil, teve esta quinta-feira o vereador independente de Cascais João Maria Jonet a acompanhá-lo, recebeu cumprimentos de Diogo Feio, ex-deputado do CDS-PP. Largos sociais-democratas e muitos dos apoiantes que estavam com Gouveia e Melo posicionam-se a favor de Seguro, mas não entraram na campanha.

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