A avaliação do desempenho político mostra sinais de ligeira melhoria para o Governo e uma oposição com resultados heterogéneos. Segundo o barómetro DN/Aximage de junho, realizado nos dias 24 e 25, 39% dos inquiridos consideram que o Executivo atuou “bem” ou “muito bem”, uma subida face aos 33% de maio. As avaliações negativas descem de 58% para 56%, com 37% a classificarem a atuação como “mal” e 19% como “muito mal”. A oposição mantém um saldo praticamente idêntico ao do mês anterior, com 44% de avaliações positivas e 45% negativas, valores muito próximos dos 43% e 46% registados em maio.Na avaliação individual dos líderes partidários, Luís Montenegro regista 41% de opiniões positivas e 49% negativas, praticamente igual aos 40% e 50% de maio. José Luís Carneiro apresenta 39% de avaliações positivas e 43% negativas, também muito próximo dos 38% e 44% do mês anterior. André Ventura obtém 36% de avaliações positivas e 56% negativas, mantendo um saldo semelhante ao de maio (35% positivas e 57% negativas).O líder do Chega é, mais uma vez, considerado a principal figura da oposição, por 55% dos inquiridos. Este número compara com 52% no barómetro DN/Aximage de maio. José Luís Carneiro, líder do PS, surge com 22%, face a 24% em maio.Entre os partidos médios, Mariana Leitão (IL) regista 29% de avaliação positiva, Rui Tavares (Livre) 35%, Inês Sousa Real (PAN) 28%, Paulo Raimundo (CDU) 25% e José Manuel Pureza (BE) 25%, sem alterações relevantes face ao barómetro anterior.Na pergunta sobre quem inspira mais confiança para o cargo de primeiro-ministro, Luís Montenegro sobe para 28%, ultrapassando José Luís Carneiro, que fica nos 27%. Em maio, Montenegro tinha 27% e Carneiro 28%, invertendo-se agora a ordem. André Ventura desce de 25% para 22%. A percentagem de inquiridos que não confia em nenhum dos três aumenta de 15% para 16%, e os que não têm opinião sobem de 4% para 5%.Por regiões, Montenegro lidera na Área Metropolitana do Porto (AMP, com 36%, contra 34% em maio) e no Norte (31%, igual ao mês anterior). Carneiro vence no Sul e Ilhas (33%, face aos 32% de maio) e mantém vantagem ligeira no Centro (25%, contra 26%). Ventura destaca-se no Norte (28%, igual a maio) e no Centro (27%, face aos 26% do mês anterior), mas cai na AMP (14%, contra 16% em maio).Impacto da lei laboral na avaliação políticaA rejeição do pacote laboral marcou o mês político, com 61% dos inquiridos a considerarem o chumbo “positivo” (30%) ou “muito positivo” (31%). Apesar disso, o tema tem impacto limitado na avaliação do Governo e da oposição. O Chega, identificado como o principal responsável pela rejeição, não transforma essa visibilidade em ganhos políticos: a intenção de voto mantém-se praticamente inalterada, de 23,5% em maio para 23,6% em junho, e a avaliação da oposição permanece estável. A associação ao chumbo reforça a presença do partido no debate, mas não altera o seu posicionamento nos indicadores de desempenho.Governo melhora ligeiramente, mas mantém saldo negativoA avaliação do Governo regista uma melhoria moderada. 5% dos inquiridos consideram que o Executivo atuou “muito bem” e 34% “bem”, contra 4% e 29% em maio. As avaliações negativas descem de 58% para 56%. A percentagem de inquiridos sem opinião mantém-se nos 6%.Por regiões, o Governo obtém melhores resultados na AMP (37%, contra 35% em maio) e no Sul e Ilhas (37%, face aos 36% do mês anterior), enquanto regista valores mais baixos na Área Metropolitana de Lisboa (AML, com 29%, contra 30%) e no Centro (34%, igual a maio). Por grupos etários, a avaliação positiva é mais elevada entre os eleitores com mais de 65 anos (38%, contra 36% em maio) e mais baixa entre os 18-34 anos (31%, face aos 30% do mês anterior).A rejeição da lei laboral não altera substancialmente a avaliação do Governo. Apesar da centralidade do tema no debate político, a perceção sobre o desempenho governativo permanece estável, com ligeira melhoria, mas ainda com saldo negativo.Oposição mantém saldo estável e sem ganhos associados ao debate laboralA oposição apresenta um saldo semelhante ao do mês anterior. 8% dos inquiridos consideram que atuou “muito bem” e 36% “bem”, enquanto 35% classificam a atuação como “mal” e 10% como “muito mal”. Em maio, os valores eram 7%, 35%, 36% e 11%, respetivamente. A percentagem de inquiridos sem opinião mantém-se nos 11%.Por regiões, a oposição obtém melhores resultados no Centro (42%, contra 41% em maio) e no Norte (41%, igual ao mês anterior), enquanto regista valores mais baixos na AML (33%, face aos 34% de maio). Por grupos etários, a avaliação positiva é mais elevada entre os 35-49 anos (41%, contra 40%) e mais baixa entre os 18-34 anos (36%, igual ao mês anterior).Apesar de o chumbo da lei laboral ser maioritariamente visto como positivo, o tema não altera a avaliação global da oposição. O Chega é identificado como o principal responsável pela rejeição, mas isso não se traduz em melhoria da perceção sobre a atuação da oposição nem em ganhos na intenção de voto. .Barómetro DN/Aximage: PS mantém liderança com 29,3%, mas perde parte da vantagem. AD e Chega sobem. FICHA TÉCNICAObjetivo do Estudo: Sondagem de opinião realizada pela Aximage, Lda., para o DN relativa a barómetro político e temas da atualidade.Universo: Indivíduos maiores de 18 anos eleitores e residentes em Portugal.Amostra: Amostragem por quotas, obtida a partir de uma matriz cruzando sexo, idade e região (NUTSII),a partir do universoconhecido, reequilibrada por género (2), grupo etário (4) e região (4). A amostra consiste em entrevistas efetivas: 500 entrevistas CAWI; 236 homens e 264 mulheres; 108 entre os 18 e os 34 anos,122 entre os 35 e os 49 anos, 132 entre os 50 e os 64 anos e 138 para os 65 e mais anos; Norte 175, Centro 116, Sul e Ilhas 70, Área Metropolitana de Lisboa 139.Técnica: Aplicação online – CAWI (Computer Assisted Web Interviewing) – de um questionário estruturado, devidamente adaptado ao suporte utilizado, a um painel de indivíduos que preenchem as quotas pré-determinadas. O trabalho de campo decorreu entre 24 e 25 de junho de 2026. Taxa de resposta: 91,74%.Margem de erro: O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de + ou - 4,4%.Responsabilidade do estudo: Aximage, Lda., sob a direção técnica de Ana Carla Basílio.Barómetro DN/Aximage: Carneiro é o mais confiável para chefiar Governo, mas Ventura reina na oposição.Barómetro DN/Aximage: PS abre margem sobre PSD e Chega nas intenções de voto