António José Seguro em Mourísia, Arganil, no dia 10 de março de 2026.
António José Seguro em Mourísia, Arganil, no dia 10 de março de 2026.Foto: Paulo Novais/Lusa

António José Seguro: "Serei um presidente exigente. Menos palavras, mais atos"

Presidente da República prossegue programa da tomada de posse. Esta manhã, em Mourísia, no concelho de Arganil, disse que ainda há apoios dos incêndios do verão passado por pagar.
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António José Seguro prometeu e cumpriu. Esta manhã regressou, já na qualidade de Presidente da República, a Mourísia, no concelho de Arganil, que sofreu fortemente com os incêndios no verão passado, para mostrar que não esquecerá o interior do país e os seus problemas.

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"A atenção que Mourísia precisa, e o interior do nosso país, exige respostas da política e, sobretudo, quando se fazem promessas de apoio, é importante que essas promessas sejam concretizadas", afirmou, sublinhando que, segundo o presidente da câmara de Arganil, ainda há apoios por pagar no âmbito dos incêndios do verão passado, na ordem dos quatro milhões de euros.

"E, portanto, o meu apelo é para menos expectativas, mais apoios. Menos palavras, mais atos. E, sobretudo, que as pessoas possam ter a certeza que quando o poder político fala, é para valer. Eu serei um Presidente exigente", disse Seguro, depois de contactar com a população.

O Presidente da República também se mostrou disponível para responder a perguntas dos jornalistas.

"Não tenho o poder executivo no nosso país, mas tenho o poder da palavra. E esta minha presença aqui, o meu primeiro ato fora de Lisboa, expressa também isso, a necessidade de se olhar para todos os portugueses, independentemente do local onde residam" sublinhou.

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Seguro diz que vai exigente "quanto aos resultados, mas também quanto à maneira como se tomam decisões". E deu um exemplo: "Em agosto houve incêndios, o Parlamento aprovou uma lei para criar uma Comissão Técnica Independente, essa lei entrou em vigor em janeiro. Estamos em março e essa Comissão ainda não tem todos os membros, que são doze, para poder começar a funcionar. E dentro de poucos meses temos novamente o verão e uma época potencial de incêndios. Ora, aqui está um exemplo do que não pode acontecer no nosso país".

Para o Presidente da República, não é uma questão de dinheiro, mas "apenas de mudar a maneira como se faz política em Portugal".

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