O presidente do Chega, André Ventura, disse que o chumbo do Pacote Laboral pela UGT, em sede de concertação social, significa que "hoje começa a negociação entre o Governo e o Chega no Parlamento". Mas acrescentou que o seu partido coloca à partida condições como a reposição dos 25 dias de férias, a valorização do trabalho por turnos e a descida da idade da reforma.Considerando que "neste momento esta legislação laboral não é boa para o país", Ventura insistiu em que deve "pensar gradualmente na descida da idade da reforma", desvalorizando críticas generalizadas à sua proposta, nomeadamente do "amigo" Pedro Passos Coelho. "Respeito que ele seja contra a descida da idade da reforma, tal como não concordei com a descida das pensões", disse o líder do Chega, recordando a atuação do então primeiro-ministro, que governou entre 2011 e 2015, com o país intervencionado pela troika.Apesar da disponibilidade para negociar a aprovação do pacote negociado ao longo dos últimos meses pela ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, Ventura disse que a prioridade do Chega é a proposta de revisão constitucional, comentando que "se não for aprovada a legislação laboral continuará a haver inverno, primavera e verão".Numa intervenção feita minutos mais tarde, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, considerou ser mau sinal iniciar uma negociação com "linhas vermelhas", referindo-se às condições enunciadas por líder do Chega, e garantiu que a maioria tentará negociar com os diversos grupos parlamentares. Incluindo o do PS, que se excluiu das alterações na legislação laboral, tendo o deputado Miguel Cabrita dito nesta quinta-feira que os socialistas não estão dispostos a aprovar propostas "que piorem as condições de vida dos trabalhadores"..“Todas as negociações têm um fim. O fim foi hoje”. Pacote laboral avança para o Parlamento sem acordo.Ventura diz que consenso na lei laboral depende mais do Governo que do Chega