10 de Junho. Depois do Luxemburgo a ilha Terceira para “homenagear as autonomias regionais”

Ao escolher a Terceira para as comemorações oficiais, Seguro quis sublinhar a “importância das regiões autónomas na construção de um Portugal mais coeso”.
António José Seguro iniciou no Luxemburgo as comemorações oficiais do 10 de Junho.
António José Seguro iniciou no Luxemburgo as comemorações oficiais do 10 de Junho.Miguel Figueiredo Lopes / Presidência da República
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As comemorações oficiais do 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, seguem esta terça-feira, 9 de junho, para o arquipélago dos Açores, mais especificamente para a ilha Terceira. Em março, quando António José Seguro anunciou a sua escolha para assinalar a data, a primeira enquanto Chefe do Estado, o Presidente da República disse querer “homenagear as autonomias regionais, que este ano assinalam 50 anos desde a sua consagração constitucional”. “Ao celebrar esta data nos Açores, o Presidente da República sublinha a importância histórica, política e cultural das regiões autónomas na construção de um Portugal mais coeso, plural e solidário, reforçando simultaneamente os valores da unidade nacional e da coesão territorial”, acrescentou Seguro numa nota publicada no site da Presidência da República. Nesse sentido, depois dos Açores, o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa em Belém tem também na agenda uma visita à Madeira na próxima sexta-feira, 12 de junho, onde irá participar numa sessão comemorativa dos 50 anos de autonomia e 40 anos de integração europeia.

Ainda em relação aos Açores, António José Seguro designou Miguel Monjardino, professor de Geopolítica e Geoestratégia e residente da ilha Terceira há 63 anos, para presidir às comemorações do 10 de Junho. O Presidente da República também fez saber que irá condecorar a Universidade dos Açores – celebra, em 2026, o seu 50.º aniversário –, destacando o papel desta instituição na “promoção da igualdade de oportunidades, do conhecimento e do desenvolvimento humano num território marcado pela dispersão geográfica e pela condição ultraperiférica”, que projeta “internacionalmente a Região Autónoma dos Açores, através da excelência do seu ensino e da investigação científica em domínios de relevância global, como as ciências do mar, as alterações climáticas, a vulcanologia, a biodiversidade e a sustentabilidade dos oceanos”.

Além da ilha Terceira, António José Seguro escolheu o Luxemburgo para celebrar o Dia de Portugal. Num dos principais destino da emigração portuguesa (uma comunidade de aproximadamente 112 mil portugueses e lusodescendentes), o Presidente da República fez, no último domingo, 7 de junho, um elogio à inclusão: “[O Luxemburgo] É uma demonstração e um feliz exemplo de que sociedades mais fortes se constroem pela inclusão, pelo respeito mútuo e pela capacidade de acolher aqueles que desejam contribuir para o bem comum”.

Por outro lado, falou num Portugal moderno, que já sendo “extraordinário para se viver”, também “deve ser extraordinário para se trabalhar”, acrescentando: “É um país que quer receber de volta os seus. Os que emigraram e os que nasceram fora, mas que sentem Portugal como uma parte de si.”

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