Contar com declarações de apoio na segunda volta que incluem os antigos Presidentes da República Ramalho Eanes e Cavaco Silva, os candidatos presidenciais Gouveia e Melo, Marques Mendes, Catarina Martins, António Filipe e Jorge Pinto, bem como atuais ou antigos líderes partidários tão díspares quanto Paulo Portas, Mariana Leitão, Rui Rio, José Luís Carneiro e Pedro Nuno Santos, não será assim tão relevante para António José Seguro. A sondagem DN/Aximage, com entrevistas entre 29 de janeiro e 2 de fevereiro, quando estes apoios já eram conhecidos - ainda se lhes juntou Leonor Beleza, vice-presidente do PSD, embora Luís Montenegro tenha dito que o partido não se envolveria -, mostra os eleitores muito divididos quanto à sua importância para a escolha.. Entre os inquiridos, 22% consideram que os apoios ao candidato que se lançou na corrida a Belém à revelia do PS são muito importantes e 25% dizem que são importantes. Mas maior é a soma dos 20% que olham para esses pesos-pesados como pouco importantes e dos 29% que os rotulam de nada importantes. Para tão grande equilíbrio contribuem naturalmente aqueles que votaram em André Ventura na primeira volta. Somente 21% dizem que a abrangência do rival é muito importante e 16% que é importante. Mas 23% argumentam ser pouco importante e 39% defendem ser nada importante. Apesar de Marques Mendes ter dito que votará em Seguro, aqueles que lhe deram o voto na primeira volta estão divididos: 23% consideram os apoios muito importantes, enquanto 25% dizem que são importantes, 30% reduzem-os a pouco importantes e 18% a nada importantes. Mais impressionados estão os eleitores de Gouveia e Melo (22% muito importantes, 29% importantes, 17% pouco importantes e 33% nada importantes), ao contrário dos de Cotrim de Figueiredo (8% muito importantes, 29% importantes, 26% pouco importantes e 34% nada importantes).Entre os eleitores de Seguro na primeira volta, 32% dizem que os seus apoios são muito importantes e 31% que são importantes, enquanto 14% afirmam que são pouco importantes e 21% que são nada importantes..Ficha técnica.Objetivo do Estudo: Sondagem de opinião realizada pela Aximage - Comunicação e Imagem Lda. para o DN sobre a segunda volta das eleições presidenciais.Universo: Indivíduos maiores de 18 anos eleitores e residentes em Portugal.Amostra: Amostragem por quotas, obtida a partir de uma matriz cruzando sexo, idade e região (NUTSII), a partir do universo conhecido, reequilibrada por género (2), grupo etário (4) e região (4). A amostra consiste em 607 entrevistas CAWI. 293 homens e 314 mulheres; 135 entre os 18 e os 34 anos, 159 entre os 35 e os 49 anos, 159 entre os 50 e os 64 anos e 154 para os 65 e mais anos; Norte 220, Centro 127, Sul e Ilhas 92, Área Metropolitana de Lisboa 168.Técnica: Aplicação online - CAWI (Computer Assisted Web Interviewing) - de um questionário estruturado a um painel de indivíduos que preenchem as quotas pré-determinadas. O trabalho de campo decorreu entre 29 de janeiro e 2 de fevereiro de 2026. Taxa de resposta: 71,94%.Margem de erro: O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de + ou - 4,0%.Responsabilidade do estudo: Aximage - Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de Ana Carla Basílio. .Presidenciais 2026. Seguro vem reforçar peso da esquerda, Ventura seria caso inédito.Alfredo Barroso e José Ribeiro e Castro: "Não usaríamos o TikTok para semear ‘fake news’”