António José Seguro presta juramento como Presidente da República.
António José Seguro presta juramento como Presidente da República.FOTO: LEONARDO NEGRÃO

António José Seguro promete "estancar frenesim eleitoral" e garante tratar "todos os partidos de forma igual"

António José Seguro já foi empossado como 21.º Presidente da República Portuguesa. Cláudia Ribeiro, a nova secretária do Conselho de Estado, assume transitoriamente a chefia da Casa Civil.
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As promessas de estabilidade no primeiro dia de António José Seguro como Presidente da República

O primeiro dia de António José Seguro como Presidente da República começou bem cedo e terá sido vivido com muitas emoções, afinal este será um sonho concretizado.

No seu primeiro discurso, no Parlamento, o novo chefe de Estado seguiu o guião que iniciou na campanha eleitoral, prometendo estabilidade governativa. Nesse sentido, definiu como prioridade "estancar frenesim eleitoral", assumindo ainda o princípio de tratar "todos os partidos de forma igual".

Cláudia Ribeiro, nova secretária do Conselho de Estado, assume transitoriamente a chefia da Casa Civil

A jurista Cláudia Ribeiro é a nova secretária do Conselho de Estado e vai assumir transitoriamente a chefia da Casa Civil do novo Presidente da República, António José Seguro, anunciou hoje a assessoria do chefe de Estado.

Segundo uma nota biográfica divulgada pela assessoria de comunicação do Presidente da República, Cláudia Ribeiro foi desde 09 de março de 2021 consultora para os Assuntos Políticos do anterior Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Licenciada em Direito, com a parte curricular do mestrado em Gestão e Políticas Públicas, foi assessora parlamentar, diretora do Centro de Formação Parlamentar e Interparlamentar, chefe da Divisão de Apoio às Comissões e diretora de serviços de apoio parlamentar.

Entre 19 de fevereiro de 2019 e 08 de março de 2021, exerceu funções como diretora da Unidade de Publicações Oficiais na Imprensa Nacional – Casa da Moeda e foi consultora principal do Centro de Competências Jurídicas do Estado.

Cláudia Ribeiro tem também "pós-graduações em Corporate Governance, Compliance e Supervisão Pública (2022), em Direito da Defesa Nacional (2024) e realizou um Curso Intensivo em Direito e Prática da Inteligência Artificial (concluído em janeiro de 2026)", lê-se na mesma nota.

Lusa

António José Seguro já está no Palácio de Belém

António José Seguro entrou às 13h35 no Palácio de Belém, a primeira vez como Presidente da República, acompanhado da mulher e dos dois filhos, todos de mãos dadas, e subiu a pé a rampa que dá acesso ao edifício.

Dez anos antes, Marcelo rebelo de Sousa tinha entrado sozinho na residência oficial.

Estava previsto que Seguro chegasse ao Palácio pelas 13h25, mas o horário previsto foi atrasando depois de os cumprimentos após a tomada de posse na Assembleia da República se terem prolongado.

Depois de subir a rampa de acesso, acompanhado pela mulher e filhos, o novo chefe de Estado entrou no Palácio de Belém, dirigindo-se à Sala das Bicas, onde recebeu a insígnia dos Presidentes da República, a Banda das Três Ordens, das mãos da secretária-geral da Presidência da República, Ana Cristina Baptista.

Segue-se o almoço onde vão estar outras personalidades convidadas, entre os quais diversos chefes de Estado, o rei de Espanha e os antigos Presidentes da República Marcelo Rebelo de Sousa e Cavaco Silva.

DN/Lusa

Terminam as cerimónias de tomada de posse do 21.º Presidente da República

Terminaram assim as cerimónias de tomada de posse na Assembleia da República, com António José Seguro a seguir para o Palácio de Belém na companhia da sua família. Antes, no entanto, uma paragem no Mosteiro dos Jerónimos para deposição de uma coroa de flores no túmulo de Luís Vaz de Camões.

No Palácio de Belém realiza-se um almoço no qual estará presente o ex-Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.

Jovens ativistas em protesto gritam “Seguro, vais vender o meu futuro?”

Dezenas de jovens ativistas manifestaram-se hoje em frente à Assembleia da República, em Lisboa, durante a tomada de posse no novo Presidente da República, a quem pediram ação na luta pelo fim do uso de combustíveis fósseis.

 “Seguro escuta, os estudantes estão em luta” e “Seguro, vais vender o meu futuro?” foram algumas das frases de ordem gritadas pelos estudantes que estiveram toda a manhã do lado de fora da Assembleia da República, enquanto decorriam as cerimónias oficiais de tomada de posse de António José Seguro. 

Cerca de meia centena de alunos do Liceu Camões, da Escola Secundária Luísa de Gusmão e da Escola Artística António Arroio concentraram-se às 9:30 no Largo do Rato, tendo depois percorrido algumas ruas de Lisboa em direção ao parlamento, onde chegaram por volta das 10:30, quando lá dentro já discursava o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco.

Sob o lema “A nossa vida não está à venda”, os jovens pediram ao novo Presidente da República para que “coloque na sua agenda o fim dos combustíveis fósseis até 2030”, disse à Lusa José Borges, da Greve Climática, lamentando que o assunto não tenha sido “um tema central durante a campanha eleitoral”.  

Os jovens acusam também o novo chefe de Estado de não ter respondido a uma carta assinada por milhares de estudantes a exigir o fim do uso de combustíveis fósseis até ao final da década.

“Se o novo presidente se preocupa com os jovens e as consequências da crise climática então tem de nos ouvir e colocar o fim dos combustíveis fósseis até 2030 como uma prioridade”, defendeu José Borges.

Convocado pela Greve Climática Estudantil e pelo Climáximo, o dia de protestos começou com a concentração no Largo do Rato, seguiu para o largo da Assembleia da República, terminando o protesto apenas ao final da manhã.

As ações de luta vão continuar durante a tarde com uma nova concentração em frente ao Palácio de Belém, devendo terminar com uma assembleia popular, que está marcada para as 19h30.

A manifestação “A nossa vida não está à venda” está a ser acompanhada por observadores da Amnistia Internacional (AI) no âmbito do projeto “Proteger a Liberdade”, que começou em 2024 e pretende garantir o direito à manifestação e o direito de reunião, que “estão a ser cada vez mais restringidos em todo o mundo”, disse à Lusa uma das voluntárias da AI.

Lusa

Seguro deixa a Assembleia da República

António José Seguro deixa a Assembleia da República, encontrando-se na escadaria nobre, onde recebe a continência da Guarda Honorífica. Ouve-se o hino nacional e em seguida o novo Presidente da República vai fazer a revista à Guarda de Honra, acompanhado pelo Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco.

Seguro na sessão de cumprimentos

António José Seguro está há mais de uma hora na sessão de cumprimentos a todos os convidados desta tomada de posse.

António José Seguro recebe cumprimentos de Manuela Eanes, que representou o ex-Presidente Ramalho Eanes na cerimónia.
António José Seguro recebe cumprimentos de Manuela Eanes, que representou o ex-Presidente Ramalho Eanes na cerimónia.FOTO: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

André Ventura (Chega): "Tudo farei, dentro da razoabilidade política, para garantir a estabilidade"

André Ventura desejou “um mandato positivo” a António José Seguro, uma vez que se assim acontecer será “positivo para Portugal”.

O líder do Chega revelou que na conversa com o novo Presidente da República foi expresso o desejo de “trabalhar em conjunto para assegurar um mínimo de estabilidade que for possível, com o objetivo de fazer as reformas que o país precisa”.

“Deixei o compromisso que tudo farei, dentro da razoabilidade política, para garantir a estabilidade. Temos condições políticas para trabalhar em prol do país”, sublinhou.

Ainda assim lembrou que Chega discorda de “quase tudo” em relação às ideias do novo Presidente da República.

Questionado sobre a promessa de estabilidade Seguro para evitar mais eleições antecipadas, Ventura lembra que esse desejo “tem um limite. “O princípio é bom mas esbarra na realidade parlamentar muitas vezes”, sublinhou.

Paulo Raimundo (PCP): "A estabilidade política só vale se tiver consequências na vida das pessoas"

Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, falou sobre o diagnóstico ao país feito por Seguro no seu discurso dizendo que “o problema é que, mais uma vez, faltam as causas dos problemas”. 

“O Presidente voltou à ideia de compromissos nem de falta de compromissos, o problema é em que se traduz cada um desses compromissos”, alerta, lembrando que é preciso fazer face aos baixos salários.

“A estabilidade política pode ter muita importância no discurso, mas só vale se tiver consequências na vida das pessoas”, advertiu.

Inês Sousa Real (PAN): "Um novo ciclo de estabilidade”

Inês Sousa Real, líder do PAN, considerou o discurso de Seguro o início de “um novo ciclo de estabilidade”, mas alertou para a violência contra mulheres e a economia verde. 

Nesse sentido, acredita confia o novo Presidente irá permitir “maior diálogo do Governo com as forças políticas representadas no Parlamento”. 

A terminar, Inês Sousa Real destacou a “magistratura muito própria” de Marcelo, “com grande proximidade” com a população e “com muito respeito pela Assembleia”.

José Luís Carneiro (PS): "O PS tem apresentado um conjunto de propostas que estão de acordo com as preocupações do Presidente da República"

José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, manifestou hoje total concordância com o teor do discurso de posse do novo Presidente da República e salientou que a ausência de compromissos políticos, até agora, não se deveu à indisponibilidade dos socialistas.

Esta posição foi transmitida por José Luís Carneiro na Assembleia da República, numa primeira reação ao discurso proferido por António José Seguro após ter tomado posse como chefe de Estado.

Interrogado sobre o apelo feito por António José Seguro a favor da estabilidade política e de consensos de regime, o secretário-geral do PS declarou: “Desde julho do ano que o PS tem apresentado um conjunto vasto de propostas que estão precisamente de acordo com as preocupações do senhor Presidente da República”.

“Reconhecerão que se até agora não houve entendimentos em várias áreas, tal não se deve à falta de disponibilidade e de contributos concretos apresentados pela liderança do PS”, sustentou.

Segundo José Luís Carneiro, “o PS teve sempre um diálogo construtivo em função do interesse do país e, naturalmente, a abordagem apresentada pelo Presidente da República representa uma matriz que tem muito em comum com a sua própria abordagem.

Perante os jornalistas, defendeu que entre o Presidente da República e o PS há uma coincidência de posições em defesa de “uma estabilidade política que corresponda a opções que servem as necessidades básicas fundamentais”, designadamente ao nível das funções de soberania, um Estado eficaz na ordem interna e baseado no direito internacional, na Carta das Nações Unidas”.

“Precisamos de um Estado que coloque os compromissos políticos ao serviço das políticas: respostas na saúde, na habitação, nos salários e nas condições de vida, particularmente das mais jovens gerações. Essas são as prioridades políticas desde que assumi funções como secretário-geral do PS”, advogou.

Lusa

José Manuel Pureza (BE); "Que tenha uma posição firme e clara contra o pacote laboral”

José Manuel Pureza, líder do Bloco de Esquerda, espera que Seguro "cumpra e faça cumprir a Constituição" e destacou que tenha dito que irá defender o respeito pela Carta das Nações Unidas, em relação à qual "o país espera que Seguro seja totalmente firme”.

O dirigente do BE enalteceu ainda a mensagem sobre a “luta contra as desigualdades e a pobreza”, deixando a esperança que Seguro tenha “uma posição firme e clara contra o pacote laboral”, que diz ser o seu primeiro “teste”.

Questionado sobre a ideia de estabilidade política defendida pelo novo Presidente, Pureza disse ela “decorre da qualidade da vida das pessoas.

Paulo Núncio (CDS-PP): "Foi um bom primeiro discurso"

Paulo Núncio, líder parlamentar do CDS-PP, disse que Seguro teve “um primeiro bom discurso” como Presidente da República, enaltecendo a “análise realista” à situação internacional e nacional.

Nesse sentido, destacou ainda a noção de “estabilidade política” afirmada pelo novo chefe de Estado, pois diz ser importante que o “Governo tenha três anos e meio para governar e apresentar os seus resultados”.

Hugo Soares (PSD): "Foi uma mensagem muito alinhada com o Governo e com o PSD”

O líder parlamentar do PSD defendeu hoje que o novo Presidente da República teve uma “mensagem muito alinhada” com a do seu partido e do Governo, ao considerar a estabilidade um meio para “transformar a vida das pessoas”.

“O Governo tem repetidamente dito que esta legislatura deve chegar até ao fim, que não temos eleições no horizonte e que a estabilidade política é fundamental para que seja possível haver as transformações de que o país precisa, e precisa de muitas. Muitas delas estão a ser feitas, mas precisam de tempo”, afirmou Hugo Soares, em declarações aos jornalistas no parlamento, após a sessão solene de tomada de posse de António José Seguro como Presidente da República.

No seu discurso perante o parlamento, o novo chefe de Estado afirmou que tudo fará para travar o "frenesim eleitoral" dos últimos anos e pediu aos partidos com representação parlamentar "um compromisso político claro" pela estabilidade.

Questionado se acha possível travar esse frenesim, o dirigente social-democrata considerou que este recado “não há de ter sido nem para o Governo nem para o PSD”, mas para outros grupos parlamentares.

Já sobre o facto de Seguro ter reiterado – como disse na campanha – que o ‘chumbo’ de um Orçamento do Estado não implica uma dissolução automática do parlamento, Hugo Soares referiu que “não há nada lei nem na Constituição” que o obrigue, mas defendeu ser importante que o país conte com esse instrumento.

“Eu não tenho dúvidas: para o país é fundamental, é muito importante, que haja orçamentos aprovados. Nós, quando for a altura, estaremos compenetradíssimos num diálogo interpartidário para que se possa fazer a aprovação do próximo Orçamento do Estado”, assegurou, atirando essa discussão para “depois do verão”.

Hugo Soares quis começar a sua declaração por deixar uma palavra de elogio ao Presidente da República cessante, Marcelo Rebelo de Sousa.

“Em nome do PSD, e sem abusar julgo que em nome de todos os portugueses, essa palavra é de gratidão e de reconhecimento pelo exercício do mandato de Marcelo Rebelo de Sousa. Honrou e dignificou as instituições, mas prestigiou também a Presidência da República e, por essa via, os portugueses”, disse.

Fazendo “votos de sucesso” ao novo Presidente, Hugo Soares repetiu que o Governo suportado por PSD e CDS-PP está concentrado em “resolver os problemas concretos da vida das pessoas de forma estrutural, deixando o país preparado para mais uma década de desenvolvimento”.

“Eu recordo que Portugal, no ano passado, foi considerada a economia do ano por uma das mais prestigiadas revistas económicas do mundo. Ora, quando nós temos dados e indicadores tão positivos, creio que nos compete puxarmos por aquilo que de bom se faz em Portugal: um país onde se baixam impostos, onde a economia cresce, onde o desemprego atinge mínimos históricos e o emprego, máximos históricos”, disse.

Lusa

Rui Tavares (Livre) deseja sorte a Seguro

Rui Tavares, porta-voz do Livre, desejou sorte ao novo Presidente da República, destacando que "a sorte dele será a sorte do país", destacando que se tratou de “um discurso no qual há uma menção explícita a linha vermelha nos valores democráticos”.

“Esperamos que todos os cidadãos estejam conscientes do papel que têm a desempenhar na defesa da democracia”, acrescentou, garantindo que tudo fará "para ser a base de apoio a essa estabilidade desde que defenda democracia e a Constituição”

Mariana Leitão (IL): “Há todas as condições para que haja a estabilidade" 

concorda que "há todas as condições para que haja estabilidade" nos próximos três anos

Mariana Leitão, líder da Iniciativa Liberal admitiu que as preocupações que ouviu do novo Presidente da República são também as do seu partido, elogiando o facto de ter dito no seu discurso que “não quer ser uma força de bloqueio”. “Há todas as condições para que haja a estabilidade", sublinhou.

António José Seguro reafirma que chumbo do Orçamento não será motivo para dissolver Assembleia

FOTO: LEONARDO NEGRÃO

Num discurso de mais de 20 minutos, o novo Presidente da República, António José Seguro, reafirmou que uma eventual rejeição da proposta de lei do Orçamento do Estado não implicará a dissolução da Assembleia da República.

"Tudo farei para incentivar entendimentos entre os partidos", disse António José Seguro, sublinhando que pretende "estancar o frenesim eleitoral dos últimos dois anos, pois "as legislaturas são para cumprir" e "a democracia precisa de tempo para garantir resultados".

Apesar de ter mencionado linhas vermelhas e falado de ameaças à democracia em todo o mundo, o novo Presidente da República garantiu irá "tratar todos os partidos de forma igual". E no final do seu discurso contou com palmas de todo o hemiciclo, incluindo do Chega, cujos deputados destoaram das restantes bancadas em várias passagens do discurso.

Seguro começou a sua primeira intervenção enquanto Chefe de Estado com uma palavra de gratidão para com o antecessor, destacando a "dedicação a Portugal e à defesa do interesse nacional" demonstradas por Marcelo Rebelo de Sousa ao longo de uma década.

No que toca à conjuntura internacional, Seguro destacou a importância do multilateralismo, invocando a presença do rei de Espanha e de homólogos de países lusófonos para falar no papel de Portugal dentro de organizações como a CPLP e a Organização dos Estados Ibero-Americanos, além da NATO e da União Europeia. Algo que, para o Presidente da República, se torna mais relevante quando o mundo vive tempos em que "o homem é o lobo do homem", com a força da lei a ser substituída por um primado do mais forte.

Aguiar-Branco diz que Seguro "passa a representar-nos a todos" e que Marcelo "foi o Presidente de que os portugueses precisavam"

FOTO: LEONARDO NEGRÃO

O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, fez um breve discurso em que descreveu António José Seguro como alguém que "passa a representar-nos a todos" e que se destacou, enquanto candidato presidencial, por "defender abertamente a necessidade de consensos".

Quanto a Marcelo Rebelo de Sousa, Aguiar-Branco disse que "foi o Presidente da República de que os portugueses precisavam, do primeiro ao último momento dos seus mandatos", num elogio a quem "foi sempre de previsível imprevisibilidade" e mostrou "um afeto mais genuíno do que muitos estavam disponíveis para perceber".

"Diz-se, em tom de graça, que todos os portugueses têm uma fotografia com Marcelo Rebelo de Sousa e o mais curioso é que provavelmente é mesmo verdade", disse o presidente da Assembleia da República, acrescentando que essa ideia é "reflexo e consequência perfeita do tipo de relação que soube criar com cada um dos 10 milhões de portugueses", tornando-se "mais amado pelo país real do que pelo país político".

António José Seguro jura cumprir a Constituição e torna-se Presidente da República

António José Seguro presta o juramento que o torna o novo Presidente da República. "Juro por minha desempenhar fielmente as funçõem que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa", diz, sendo aplaudido de pé por todos os presentes, antes de assinar o auto de posse eabraçar o antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa.

FOTO: LEONARDO NEGRÃO

André Ventura na "meia-lua" frente ao Governo

O líder do Chega, André Ventura, que foi derrotado por António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, está sentado na primeira fila da "meia-lua" de cadeiras colocadas entre o hemiciclo e a bancada do Governo.

André Ventura encontra-se nesse local, e não na bancada do Chega, enquanto conselheiro de Estado, tal como o ex-secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos. Pelo contrário, o também candidato presidencial e conselheiro de Estado Marques Mendes não se encontra presente.

Aguiar-Branco pede silêncio e atenção à leitura da ata

O presidente da Assembleia da República, Aguiar-Branco, vê-se forçado a intervir, pedindo "silêncio e atenção" à Sala de Sessões, tendo em conta o burburinho e conversas cruzadas que se vão sobrepondo à leitura da ata da assembleia de apuramento dos resultados da segunda volta das eleições presidenciais, nas quais António José Seguro derrotou André Ventura.

Deputado do Chega lê ata na cerimónia de posse

Marcelo Rebelo de Sousa e António José Seguro entram na Sala de Sessões, tomando os seus lugares na mesa da Assembleia da República, com José Pedro Aguiar-Branco, entre os dois. A leitura da ata do apuramento da eleição cabe ao secretário da mesa José Carvalho, que é um deputado do Chega, eleito pelo círculo do Porto.

Marcelo abraça individualidades no Salão Nobre

O Presidente da República cessante, Marcelo Rebelo de Sousa, entra no Salão Nobre e cumprimenta com um abraço altas individualidades como o rei de Espanha, Filipe VI, e os Chefes de Estado de Angola (João Lourenço), Moçambique (Daniel Chapo), Cabo Verde (José Maria Neves), São Tomé e Príncipe (Carlos Vila Nova) e Timor-Leste (José Ramos-Horta). Mas também os líderes parlamentares e deputados únicos desta legislatura, o antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes - único a estar presente - e os antigos presidentes da Assembleia da República Assunção Esteves e Mota Amaral. Ausentes estão os socialistas Ferro Rodrigues e Augusto Santos Silva.

Cavaco Silva e Manuela Eanes na tribuna presidencial

Cavaco Silva e Manuela Eanes, na tribunal presidencial.
Cavaco Silva e Manuela Eanes, na tribunal presidencial.Leonardo Negrão

Cavaco Silva é o único antigo Presidente da República presente na tribuna presidencial, onde também se encontra Manuela Eanes, em representação do marido, Ramalho Eanes, que foi o primeiro Chefe de Estado eleito. Também na tribuna estão a mulher e os filhos do Presidente da República eleito, António José Seguro.

Hino nacional tocado para Marcelo Rebelo de Sousa

Já ao lado do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, Marcelo Rebelo de Sousa recebe honras militares e ouve o hino nacional tocado pela Banda do Exército. Depois, passa em revista a guarda de honra, pela última vez enquanto comandante supremo das Forças Amardas.

Marcelo vai ao supermercado antes de chegar à Assembleia

Prestes a deixar de ser Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa passa por um supermercado, na Rua de São Bento, antes de se dirigir para a Assembleia da República, a poucas centenas de metros. Mas ainda passa por uma tabacaria, onde compra uma revista.

António José Seguro entra na Assembleia da República

FOTO: LEONARDO NEGRÃO

O Presidente da República eleito, António José Seguro, a sua mulher, Margarida Maldonado Freitas, e os filhos do casal, chegam ao Palácio de São Bento, sendo recebidos pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco. Dirigem-se de imediato para o Salão Nobre.

Ministros ocupam lugares na bancada do Governo

Enquanto Luís Montenegro se dirige para o Salão Nobre, os seus ministros ocupam lugares na bancada do Governo. O novo titular da pasta da Administração Interna, Luís Neves, vai cumprimentar os convidados. Ainda ausente está o ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.

Luís Montenegro chega à Assembleia da República

Primeiro-ministro Luís Montenegro, com a sua mulher, Carla Montenegro.
Primeiro-ministro Luís Montenegro, com a sua mulher, Carla Montenegro.Reinaldo Rodrigues

O primeiro-ministro Luís Montenegro chegou à Assembleia da República às 09h25, acompanhado pela mulher, Carla Montenegro. Foi recebido pelos vice-presidentes da Assembleia da República, Teresa Morais, Diogo Pacheco de Amorim e Rodrigo Saraiva, cruzando-se no caminho para o Salão Nobre com o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que se prepara para receber o Presidente da República eleito, António José Seguro.

Carlos Moedas e presidentes dos governos regionais já estão na Sala das Sessões

Miguel Albuquerque foi um dos primeiros convidados a chegar.
Miguel Albuquerque foi um dos primeiros convidados a chegar.Leonardo Negrão

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, e o presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, encontram-se já na "meia-lua" frente à bancada do Governo.

Também na Sala das Sessões, entre os convidados, encontra-se o novo coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, que é um dos dois líderes de partidos com representação parlamentar que não tem mandato de deputado, sendo o outro Élvio Sousa, do Juntos pelo Povo.

Outra figura notada é a do antigo secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, que ainda é conselheiro de Estado eleito pela Assembleia da República, devido aos sucessivos atrasos na eleição de órgãos externos, agora remarcada para 1 de abril.

Marcelo Rebelo de Sousa desce rampa do Palácio de Belém

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, acaba de descer a pé a rampa de acesso ao Palácio de Belém, acompanhado por alguns daqueles que o acompanharam ao longo de dois mandatos.

Trata-se da despedida do professor universitário que foi Presidente da República entre 2016 e 2026, sucedendo ao também social-democrata Cavaco Silva.

Aguiar-Branco declara aberta e suspensa a sessão

O Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, declara aberta e suspensa a sessão parlamentar de tomada de posse do Presidente da República. O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, entrou no hemiclo no preciso momento em que a sessão era suspensa, ao contrário dos líderes dos dois maiores partidos da oposição, pois André Ventura (Chega) e José Luís Carneiro (PS) estiveram ausentes do hemiciclo.

Deputados começam a ocupar lugares no hemiciclo

Com a sessão prestes a começar, mesmo que seja para ser interrompida logo a seguir pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, alguns deputados ocupam os seus lugares no hemiciclo. É o caso da social-democrata Teresa Morais, que é uma das vice-presidentes, e dos seus colegas de bancada Alexandre Poço e Hugo Carneiro, mas também do líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, e da líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão.

António José Seguro vem das Caldas da Rainha

O Presidente da República eleito, António José Seguro, vem a caminho da Assembleia da República, depois de dormir na sua casa, nas Caldas da Rainha, onde continuará a viver.

O antigo secretário-geral do PS, que se afastou da política ativa ao longo de uma década, fez questão de fazer a apresentação da candidatura presidencial e as noites eleitorais vitoriosas, na primeira e na segunda volta das eleições, nas Caldas da Rainha.

Rei de Espanha e Presidente de Angola entre os presentes na cerimónia

Rei de Espanha e chefes de Estado de todos os países lusófonos, tirando o Brasil e a Guiné-Bissau, marcam presença na cerimónia de posse.
Rei de Espanha e chefes de Estado de todos os países lusófonos, tirando o Brasil e a Guiné-Bissau, marcam presença na cerimónia de posse.Leonardo Negrão

Entre as altas individualidades que vão assistir à tomada de posse de António José Seguro destacam-se o rei de Espanha, Filipe VI, e o Presidente de Angola, João Lourenço.

Ao contrário do Presidente do Brasil, Lula da Silva, que recebe no seu país o homólogo sul-africano, estarão também na Assembleia da República os presidentes de Moçambique (Daniel Chapo) Cabo Verde (José Maria Neves), de São Tomé e Príncipe (Carlos Vila Nova) e de Timor-Leste (José Ramos-Horta).

O que irá acontecer na Assembleia da República

O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, irá abrir a sessão às 09h00, suspendendo-a de imediato para ir receber o ainda Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente da República eleito, António José Seguro, e outros convidados. Esperam-se antigos Chefes de Estado, sendo que apenas Ramalho Eanes e Cavaco Silva estão vivos (e apenas o segundo deverá estar presente), antigos primeiros-ministros, antigos presidentes da Assembleia da República (como Mota Amaral e Assunção Esteves), os presidentes do Supremo Tribunal de Justiça e do Tribunal Constitucional.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, e a sua mulher, chegarão às 09h25, dirigindo-se para o Salão Nobre, enquanto o Presidente da República eleito, e sua mulher, são esperados cinco minutos mais tarde. António José Seguro será saudado pela Guarda de Honra e entrará na Assembleia da República, passando pelos Passos Perdidos para se dirigir ao Salão Nobre.

Marcelo Rebelo de Sousa tem hora marcada de chegada ao Palácio de São Bento às 09h45, recebendo honras militares, ouvindo-se o hino nacional antes de o ainda Presidente da República se juntar aos restantes no Salão Nobre.

Pelas 10h00, o cortejo com todas as individualidades vai dirigir-se para a Sala das Sessões, onde serão ouvidos os discursos de José Pedro Aguiar-Branco e de António José Seguro, já Presidente da República, após ter jurado fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa.

Já se fazem testes de som e de luz na Sala das Sessões

Funcionários parlamentares preparam tudo para a cerimónia de tomada de posse.
Funcionários parlamentares preparam tudo para a cerimónia de tomada de posse.

Cerca de duas horas antes da hora marcada para a cerimónia de tomada de posse do Presidente da República eleito, António José Seguro, os funcionários da Assembleia da República começam a fazer testes de iluminação e de som numa Sala de Sessões ainda deserta.

Sessão de tomada de posse arranca às 10h00

As cerimónias de tomada de posse de António José Seguro como 21.º Presidente da República Portuguesa, o sexto em democracia, inicia-se às 10h00 na Assembleia da República.

António José Seguro presta juramento como Presidente da República.
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