Protestos pela habitação. Luís Neves diz que PSP vai atuar “por antecipação”
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou esta quarta-feira, 21 de outubro, que a PSP vai atuar “por antecipação” nas manifestações pela habitação, salientando que nenhum membro do Governo fica satisfeito com qualquer ato de violência.
“A PSP, as forças de segurança, têm toda a autonomia operacional para agirem da melhor forma possível, no sentido de anteciparem”, disse o governante.
Perante a insistência dos jornalistas sobre como é que a PSP vai atuar nos próximos dias perante as concentrações em várias cidades do país em defesa de habitação para todos e a preços justos e dignos, Luís Neves insistiu que foi “muito claro” e que agir por antecipação é não deixar crescer.
“Quero dizer o seguinte: ninguém, eu próprio, nenhum membro do Governo fica satisfeito com qualquer ato de violência”, garantiu.
À margem de uma reunião com a presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, Luís Neves afirmou que o tema da falta de habitação "toca a todos" e que "o Governo está muito motivado para encontrar soluções para toda a população, sobretudo para as camadas mais jovens", já que este "é um direito legítimo e humano".
O governante realçou querer dizer aos manifestantes que o Governo está ciente de que a questão da habitação "é uma necessidade absoluta" e que "manifestar-se é um direito legítimo, constitucional, livre, reconquistado há mais de 50 anos, com a democracia". Contudo, acrescentou: "Há aqui uma aproximação entre quem faz a gestão da ordem pública e os manifestantes. Tem de ser feito de uma forma em que haja respeito mútuo, da parte do Estado e das polícias tem de haver o cumprimento da lei. E acho que é globalmente reconhecido a forma positiva como as coisas decorreram em Lisboa e no Porto".
Luís Neves recusou ter passado a mensagem de que será "implacável" por ter dito na terça-feira que se acabaram as acampadas. "Foi no sentido de que a lei é para cumprir, apenas isso", garantiu. "Acho que tenho tido discurso de respeito e amigável, naquilo que as pessoas ou não podem fazer", acrescentou.
O ministro voltou a apelar aos manifestantes para que "não se deixem infiltrar por elementos extremistas que venham trazer outras formas de violência extremada".
*Com Lusa
