Convocada vigília para o Campus da Justiça para apoiar os detidos da acampada de Lisboa
As 55 pessoas que foram detidas na madrugada de terça-feira, 20, na acampanda do Rossio, em Lisboa, começarão a ser ouvidas por um juiz no Campus da Justiça esta quarta-feira. A partir das 10h00, está prevista a realização de uma vigília de apoio.
"Chamamos todas as pessoas e coletivos solidários a virem apoiar quem foi atacado pela polícia", diz a organização nas redes sociais. "Perante a repressão contra quem luta, respondemos com solidariedade, união e presença coletiva. Nenhuma pessoa deve enfrentar sozinha a perseguição por participar na luta social pela habitação", acrescenta.
Os 55 manifestantes - 29 homens e 26 mulheres - detidos na madrugada de terça-feira foram constituídos arguidos e libertados mediante termo de identidade e residência.
Paralelamente, esta quarta-feira o Rossio deverá começar de novo a ser ocupado com tendas, segundo ficou definido na noite de terça-feira em assembleia popular. Largas centenas de pessoas - entre as quais a ex-vereadora pela Habitação na Câmara de Lisboa Helena Roseta, o ex-líder do Bloco de Esquerda (BE) Francisco Louçã, o atual coordenador do BE, José Manuel Pureza, o historiador e deputado do Livre, Rui Tavares, e o dirigente do Livre Jorge Pinto - marcaram presença naquela praça da baixa de Lisboa para exigir mais habitação e melhores condições de vida.
“Luís, não sejas egoísta, partilha as tuas casas que a crise está à vista”, “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais” e “Abaixo o capital que vai cair, vai cair e viva o povo unido a resistir, a resistir” foram algumas das palavras de ordem entoadas.
No Porto, a Praça D. João I, os manifestantes desmobilizaram durante a madrugada, estando previsto o seu regresso àquele local no sábado.
Em Braga, Coimbra e Évora realizaram-se na terça-feira concentrações em solidariedade com os protestos de Lisboa e Porto e a exigir direito a "teto e chão".
