Seguro fala de "abuso de generosidade" de Montenegro. Marques Mendes espera ter Cavaco na campanha

Candidatos às eleições de domingo continuam nas ruas, numa altura em que, segundo a sondagem DN/Aximage, Ventura e Seguro estão bem posicionados para alcançar a segunda volta das Presidenciais 2026.
António José Seguro visitou visita uma empresa hortofrutícola, em Montemor-o-Novo.
António José Seguro visitou visita uma empresa hortofrutícola, em Montemor-o-Novo.FOTO: JOSÉ COELHO/LUSA

Gouveia e Melo sugere que Montenegro leve ministra da Saúde para a campanha

Henrique Gouveia e Melo numa ação de campanha em Gondomar.
Henrique Gouveia e Melo numa ação de campanha em Gondomar.FOTO: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

 O candidato presidencial Gouveia e Melo sugeriu hoje que o primeiro-ministro leve para a campanha eleitoral de Marques Mendes a ministra da Saúde, dada a situação “caótica” no setor, pois assim poderia responder às queixas da população.

“Queria, já agora, dar uma sugestão ao senhor primeiro-ministro. Acho-lhe eticamente reprovável que assim seja, mas dou-lhe uma sugestão: que meta também na campanha a ministra da Saúde, que o acompanhe nas deslocações do senhor primeiro-ministro para a campanha do doutor Luís Marques Mendes, porque um dos problemas que todas as pessoas com quem eu contacto na rua me colocam é o problema da saúde”, afirmou.

O candidato, que falava aos jornalistas durante uma ação de campanha no Mercado da Afurada, em Gaia, no distrito do Porto, num dia marcado pela chuva intensa, considerou que, se estivesse dentro da campanha, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, podia “começar já a dar respostas que são necessárias”.

Questionado pelos jornalistas sobre se fosse Presidente da República o que é que diria ao primeiro-ministro sobre o que se está a passar no setor da Saúde, Gouveia e Melo respondeu que diria “o que é evidente”, que é que “a saúde parece que não tem remédio”.

E prosseguiu: “O que eu ouço na rua todos os dias é a população muito zangada com o sistema político e, portanto, com a democracia, em que esta coisa da saúde retirou confiança às pessoas no SNS [Serviço Nacional de Saúde]. Isso não pode acontecer. Nós temos de rapidamente restituir essa confiança”, argumentou.

Relativamente à presença de Luís Montenegro na campanha do candidato apoiado pelo PSD, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada defendeu que “há muita gente no partido, no PSD, que poderia dar a cara pela campanha” e que o primeiro-ministro deve governar o país e ter uma posição institucional.

“Eu acho que, quando nós temos posições institucionais, não devemos andar a fazer campanhas. Até porque, muito naturalmente, pode ter de lidar com o futuro Presidente contra quem andou a combater. Isso não faz sentido”, sublinhou.

Questionado sobre, caso passe à segunda volta, se quereria ter líderes partidários a participar na sua campanha, Gouveia e Melo disse querer apenas o apoio dos portugueses.

“O partido pode-me dar o apoio, pode-me dar a indicação de voto, mas eu não quero fazer desse partido a minha bengala para uma segunda volta”, concluiu.

Lusa

Marques Mendes admite ainda contar com Cavaco e Manuela Ferreira Leite na campanha

Marques Mendes em Amarante
Marques Mendes em AmaranteFOTO: MIGUEL A. LOPES/LUSA

O candidato presidencial Luís Marques Mendes admitiu esta quinta-feira que ainda poderá contar com Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite no último dia de campanha e insistiu que “todos os seus adversários”, incluindo Seguro, poderão gerar “ruído e instabilidade”.

Debaixo de chuva, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP manteve o contacto com a população previsto para Amarante, que classificou como “uma das terras mais bonitas de Portugal”.

Num momento de perguntas e respostas à comunicação social, debaixo de um conjunto de guarda-chuvas, Mendes foi questionado se ainda espera contar na sexta-feira com mais figuras do PSD na sua campanha, como o antigo Presidente da República Cavaco Silva e a antiga líder do PSD Manuela Ferreira Leite.

“Admito que sim. Não sei, mas admito que sim, só estou a admitir. Admito que sim, porque não gosto de estar a enganar ninguém”, afirmou.

Questionado se considera António José Seguro um candidato “dos extremos” – como afirmou na quarta-feira o primeiro-ministro -, Mendes escusou-se a responder diretamente, dizendo fazer apenas “a apologia” da sua candidatura.

“A minha candidatura, para além da questão da moderação e da experiência, tem uma outra preocupação, que isso sim não existe em nenhum dos outros candidatos, que é a preocupação da defesa da estabilidade. Todos os outros candidatos, de forma mais direta ou mais indireta, andam sempre ali com algumas ideias e algumas atitudes que criam ruído e que geram instabilidade”, reiterou.

Perante a insistência sobre se essas palavras se aplicam também ao candidato apoiado pelo PS, reiterou que encaixam em “todos os candidatos adversários”.

“Quando saí do último debate até disse isto: são dez candidatos preocupados com a instabilidade”, insistiu.

Já à pergunta se houve algum apoio que gostaria de ter tido e não teve nesta campanha, respondeu negativamente, ressalvando que valoriza todos os que teve, “das pessoas mais conhecidas e menos conhecidas”.

“Mas vou dizer-lhe, aquilo que me dá mais prazer mesmo é ver o apoio das pessoas anónimas na rua. Mesmo com chuva aqui, o apoio das pessoas na rua é de facto aquilo que mais me entusiasma”, afirmou.

Mendes escusou-se a comentar declarações e polémicas relacionadas com os seus adversários Gouveia e Melo e Cotrim Figueiredo, voltando a apelar aos eleitores para que escolham no domingo “quem é mais experiente, quem tem maior capacidade de fazer pontes de entendimento”.

“Eu neste momento estou a trabalhar com um objetivo, com toda a humildade, com toda a serenidade: garantir que o espaço da moderação, da estabilidade e da segurança, representado pela minha candidatura, passe à segunda volta. Este é o objetivo e é este o apelo que eu faço aos indecisos”, vincou.

Sem comentar novas sondagens – repetindo que “está tudo em aberto” -, Mendes considerou que a experiência política e a estabilidade vão ser “as duas questões que mais vão influenciar o voto no domingo”, até pela situação internacional.

“Se a situação internacional é perigosa, e é bastante perigosa, então na Presidência da República convém ter alguém que tenha experiência. E o que é experiência? Experiência é experiência de governo, o parlamento, de lidar com a Constituição. Isso nem todos os candidatos têm, mas os portugueses é que decidem”, afirmou, avisando que se pode estar “na iminência de ter um novo conflito entre os Estados Unidos e o Irão”.

Questionado sobre se sente a responsabilidade de poder pôr em causa a força do Governo PSD/CDS-PP caso não passe à segunda volta, Luís Marques Mendes rejeitou responder “por já não ser comentador” e insistiu só ter “uma preocupação”.

“Passar à segunda volta, representar este espaço que é da moderação, da experiência e da estabilidade”, disse.

Estes cerca de dez minutos de declarações à chuva aconteceram junto à ponte de Amarante e geraram uma pequena fila de trânsito, incluindo um autocarro.

Depois, os contactos de rua prosseguiram mais meia hora, com o candidato a entrar em vários estabelecimentos, já que não encontrou quase ninguém na rua, talvez devido à chuva que não parou de cair.

Lusa

Jorge Pinto percebe quem faz voto útil e diz que não concorre a pensar na liderança do Livre

O candidato presidencial Jorge Pinto disse esta quinta-feira que percebe os anseios e os medos de quem, simpatizando com a sua candidatura, optará por fazer voto útil e garantiu que não concorre a Belém com a ambição de liderar o Livre.

No penúltimo dia de campanha eleitoral, Jorge Pinto, em declarações aos jornalistas na estação de metro de Santo Ovídio, em Vila Nova de Gaia, fez um balanço da sua candidatura e disse que assumirá como uma derrota pessoal se tiver menos votos do que o Livre nas últimas legislativas, frisando que o seu partido assegurou todas as condições e apoio nesta campanha.

Depois de, na quarta-feira, ter sublinhado que os eleitores saberão interpretar o atual cenário político quando forem votar, Jorge Pinto explicou que quis dizer que “respeita e percebe” as reflexões, anseios e medos dos eleitores nestas eleições, dando como exemplo interações com pessoas que lhe dizem que simpatizam consigo, mas que terão de votar noutro candidato com mais hipótese de ganhar.

“Eu respeito isso, percebo. O que compete a esta candidatura é mostrar que há uma visão para o país assente naquilo que tem marcado esta campanha e esta candidatura e que com esses dados em cima da mesa, havendo quem queira defender a Constituição, quem queira defender a República - certamente há várias candidaturas nesse âmbito - então que as pessoas decidam livremente em quem querem votar”, disse, reiterando que é legítimo que haja quem esteja assustado.

O candidato apoiado pelo Livre disse que não seria ele a “julgar quem quer que seja pelo seu sentido de voto” e que lhe importa mais que as pessoas votem em consciência e que as “candidaturas sejam transparentes em relação àquilo que representam e em relação àquilo que irão fazer para defender a Constituição e a República”, garantindo que para si o resultado de domingo é “quase acessório”.

Questionado sobre se teme que este apelo à responsabilidade acabe por prejudicá-lo, Jorge Pinto afirmou que não quer que “nenhum posicionamento de nenhum candidato acabe por se virar contra o país”, sublinhando que não concorre por vaidade nem para concorrer à liderança do Livre, numa crítica a João Cotrim Figueiredo.

Sobre se tem a ambição de liderar o partido que o apoia, Jorge Pinto respondeu negativamente, enaltecendo o trabalho dos atuais líderes Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes.

“Eu não poderia estar em melhores mãos do que nas mãos dos co-porta-vozes atuais do Livre, Isabel Mendes Lopes e Rui Tavares, que, para além de serem políticos das novas gerações do país e que mostram que há mesmo quem venha para mudar a política, são grandes amigos”.

O candidato foi também questionado sobre se pretende voltar a concorrer em 2031, disse que esse é um assunto para depois e gracejou que, se o fizer, voltará provavelmente a ser o concorrente mais novo.

Salientando que não desistirá de lutar pelo país, seja na Presidência, no parlamento ou numa junta de freguesia, Jorge Pinto disse que estão “todos os cenários em aberto” e que está orgulhoso da sua nova forma de fazer política.

“Às vezes, se calhar até é transparente demais, mas não sei estar na política sem dizer sempre exatamente aquilo que penso e aquilo que me vai na alma”, concluiu.

Lusa

Seguro dirige-se a Montenegro: “Alguém tem que contribuir para uma relação institucional positiva”

António José Seguro visitou visita uma empresa hortofrutícola, em Montemor-o-Novo.
António José Seguro visitou visita uma empresa hortofrutícola, em Montemor-o-Novo.FOTO: JOSÉ COELHO/LUSA

António José Seguro defendeu hoje que “alguém tem que contribuir para manter uma relação institucional positiva” e apontou um “abuso de generosidade” ao primeiro-ministro quando Luís Montenegro o conotou com um dos extremos.

Durante a uma visita a empresa hortofrutícola, em Montemor-o-Novo, o candidato presidencial apoiado pelo PS foi questionado sobre o apelo ao eleitorado de centro feito na véspera pelo presidente do PSD, Luís Montenegro, para “não arriscar que os dois extremos” protagonizem a segunda volta, numa referência implícita a André Ventura e António José Seguro.

“Não [me considero um extremo], acho que foi um abuso de generosidade do primeiro-ministro”, começou por responder.

Perante a insistência sobre estas declarações de Luís Montenegro, Seguro escusou-se a responder a esta crítica diretamente.

“Eu sou candidato da Presidente da República, dentro de dois meses espero estar a receber o atual primeiro-ministro em Belém, para trabalharmos em conjunto para resolvermos os problemas dos portugueses, e alguém tem que contribuir para manter uma relação institucional positiva”, atirou.

O ex-líder do PS reiterou os apelos ao voto e pediu para os portugueses "não desperdiçarem o seu voto". 

"O desperdício de voto pode levar a pesadelos no dia 18 à noite e por isso apelo à concentração de votos de todos os moderados, dos progressistas, dos democratas, dos humanistas, na minha candidatura para que eu possa estar na segunda volta", enfatizou.

Sobre os novos desenvolvimentos no caso das acusações de uma ex-assessora da IL a João Cotrim Figueiredo de alegado assédio sexual, Seguro reiterou o que já disse sobre isso e insistiu: "eu só falo sobre factos e é isso que eu manterei sempre na minha vida pública".

Já sobre uma notícia do jornal online "24 horas", de que teria escapado à tropa por, depois de ter feito a recruta, em 1988, ter sido requisitado por um ministro de Cavaco Silva, Seguro respondeu apenas: "Eu fiz Serviço Militar Obrigatório, portanto isso entra dentro daqueles contextos de lama".

Questionado sobre o facto de o seu opositor Gouveia e Melo ter avançado com a possibilidade de criar um movimento cívico, o candidato apoiado pelo PS respondeu: "As pessoas têm de ser confrontadas com o que dizem, com o que reafirmam, com o que mudam de opinião. Enfim. Eu não vou criar absolutamente nada. Eu espero é mesmo ser o Presidente da República de todos os portugueses e todas as portuguesas".

Lusa

Jorge Pinto pede aos partidos que “levem a sério” denúncias de assédio

Jorge Pinto no Metro do Porto.
Jorge Pinto no Metro do Porto.FOTO: FERNANDO VELUDO/LUSA

O candidato presidencial Jorge Pinto pediu hoje aos partidos que “levem a sério” denúncias internas de assédio e argumentou que quando estas questões não são investigadas está a falhar-se com as mulheres.

“[Faço] um alerta a todos os partidos políticos de que levem a sério estas denúncias e tomem medidas, porque se a denúncia foi feita e não houve medidas tomadas, não houve investigação - não sei, desconheço -, mas é também um falhanço que estamos a fazer a esta mulher e a outras”, disse, após ser questionado sobre o comunicado da ex-assessora do grupo parlamentar da IL, Inês Bichão, sobre o caso de alegado assédio sexual visando Cotrim Figueiredo.

O candidato a Belém apoiado pelo Livre falava aos jornalistas à margem de uma ação de contacto com eleitores na estação de metro de Santo Ovídio, em Vila Nova de Gaia.

Jorge Pinto pediu que, de forma a respeitar a vontade de Inês Bichão, não se faça deste episódio um “facto político” e insistiu que a presunção de inocência não deve ser convertida numa “assunção de culpabilidade” de quem faz as denúncias.

“De resto, prefiro não me pronunciar, porque a própria pessoa pede que deixemos o assunto seguir as suas vias, que pelos vistos serão as vias judiciais. A própria, em comunicado, diz que irá defender a sua posição em tribunal. Portanto, deixemos a justiça também seguir o seu curso”, pediu.

Jorge Pinto disse ainda que é “preocupante haver uma denúncia” de uma mulher que se “sentiu desconfortável por mais do que uma vez no seu local de trabalho” sem que, se for verdade o que é dito no comunicado, “tenha havido a devida investigação” interna.

Para o candidato, Inês Bichão “merece muito mais respeito” do que aquilo que tem sido dito por comentadores e nas redes sociais.

Lusa

Catarina Martins: “Temos candidatos com campanhas milionárias. Quem paga?"

Catarina Martins visitou hoje a feira semanal de Barcelos.
Catarina Martins visitou hoje a feira semanal de Barcelos.FOTO: HUGO DELGADO/LUSA

Catarina Martins insinuou hoje que os candidatos às eleições presidenciais com “campanhas milionárias” respondem a grandes interesses económicos, em comparação com a sua que diz responder apenas “a quem vive do seu salário e da sua pensão”.

“Temos candidatos com campanhas milionárias. Quem paga? A minha campanha é uma campanha quase sem orçamento, feita com a vontade das pessoas que se juntam. Porquê? Eu não respondo a nenhum grande interesse”, afirmou Catarina Martins.

Em declarações durante uma visita à feira semanal de Barcelos, Catarina Martins não gostou de ser questionada se acredita num resultado superior ao que as sondagens têm indicado, e que colocam a candidata apoiada pelo BE com uma intenção de voto de cerca de 2%.

Considerando que a insistência nos pedidos de comentário a sondagens, em prejuízo das ideias que os candidatos defendem, representa “uma manipulação da democracia”, a candidata a Belém sugeriu outras perguntas, nomeadamente sobre o financiamento das campanhas eleitorais.

“Houve candidatos que se embrulharam a campanha toda em insultos, em lama, em insinuações e que têm, na verdade, campanhas muito financiadas”, apontou.

Com um orçamento de 50,4 mil euros, Catarina Martins é uma das candidatas que prevê gastar menos na campanha para as eleições presidenciais de 18 de janeiro, à frente apenas de André Pestana, que espera gastar 7.200 euros, e Manuel João Vieira, que orçamentou uma despesa de 860 euros.

De acordo com os dados da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, a campanha mais cara é a de Luís Marques Mendes, que espera gastar 1,32 milhões de euros, seguido de António José Seguro, com uma despesa prevista de 1,13 milhões, Gouveia e Melo, que prevê um gasto de cerca de um milhão de euros, e André Ventura, que fica pelos 900 mil euros.

Ainda assim, a candidatura de Seguro é a que tem uma maior previsão de receita - e a única com uma receita superior à despesa -, uma vez que conta com donativos em espécie no valor de 225 mil euros, que aumentam o valor que terá disponível para a campanha para 1,49 milhões de euros.

Sem mencionar nomes de candidatos, nem concretizar a que interesses económicos se refere, Catarina Martins disse que não é a insinuação que importa, mas acabou por insinuar.

“Há quem possa ter campanhas milionárias e há quem faça campanhas com um vigésimo do orçamento, porque há quem responda seguramente a interesses económicos muito poderosos e há quem responda por quem tem um salário curto e luta todos os meses para pagar a fatura da luz, a fatura do supermercado, a renda da casa”, disse.

Questionada se orçamentou a campanha contando receber subvenção (atribuída apenas aos candidatos com, pelo menos, 5% dos votos), Catarina Martins afirmou que a sua campanha foi pensada em torno “da vontade das pessoas que se juntaram”.

“E tenho muito orgulho de chegar ao fim da campanha a saber que é fácil com a força de cada pessoa que acreditou, que deu o seu tempo, que fez o seu donativo e que quis estar nesta campanha”, acrescentou.

A esse propósito, confirmou que tanto a candidata como todos os membros da equipa que a acompanha desde dia 04 de janeiro, quando arrancou oficialmente, têm pernoitado em casa de familiares e amigos, dispensando sempre a necessidade de pagar alojamento.

“As pessoas desta feira que vêm falar comigo, acham que vivem como? É uma vida dura e a campanha deve ser uma campanha que é a campanha do país, das possibilidades que o país tem, não é nenhum sacrifício”, assegurou.

Lusa

Gouveia e Melo considera “inútil” o voto em Ventura que “faz parte do sistema”

O candidato presidencial Gouveia e Melo defendeu que é “completamente inútil” votar no seu adversário André Ventura e considerou que o líder do Chega também é parte do “sistema” em Portugal, mas tenta baralhar os eleitores.

Ao contrário do que se passou na primeira semana de campanha, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada está agora a aumentar a frequência dos seus ataques ao presidente do Chega.

No final de uma vista à Feira de Gondomar, após ser questionado pelos jornalistas sobre a generalidade das sondagens, o almirante sustentou a tese segundo a qual “o voto no doutor André Ventura, neste momento, é completamente inútil”.

“Neste processo eleitoral, com duas voltas, votar André Ventura é meter um único candidato na segunda volta. André Ventura está a baralhar um conjunto de hipóteses, sabendo que não será Presidente da República. Ele deseja ser primeiro-ministro e combater na Assembleia da República com o seu partido para esse objetivo”, justificou.

A seguir, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada tentou associar o presidente do Chega ao atual sistema político, contrapondo que a sua candidatura é a única independente e fora do sistema partidário.

“Eles é que fazem parte do sistema, incluindo André Ventura. O sistema partidário quer partidarizar esta eleição – e isso está errado. Não há mais nenhum candidato independente” nesta eleição presidencial, acentuou.

Depois, pediu para que se faça “um exercício anti-cinismo”. “Os meus adversários diziam que eram independentes, mas agora estão agarrados às estruturas partidárias. Um [Marques Mendes] até obrigou o primeiro-ministro [Luís Montenegro] a sair do conforto do seu gabinete para o ir ajudar. E há outro partido que, de forma cínica, se une à volta de um candidato, quando a maior parte desse partido, andava a criticar esse mesmo candidato. Isto é o sistema partidário no seu pior e estou aqui para ser uma alternativa a esse sistema”, advogou.

Tal como fez no discurso que proferiu na quarta-feira à noite, durante um jantar comício em Oeiras, Gouveia e Melo voltou a insurgir-se contra a influência das sondagens na evolução desta campanha eleitoral.

“Estou super confiante e vocês vão ter todos uma surpresa. Há uma diferença entre perceção e realidade. E só há uma realidade: a do voto nas urnas no domingo”, declarou.

 Lusa

Gouveia e Melo associa Seguro ao corte de pensões no período da 'troika'

O candidato presidencial Gouveia e Melo associou hoje o seu adversário António José Seguro ao corte do valor das pensões no período da troika e prometeu que, se for eleito, vetará qualquer decreto nesse sentido.

“Comigo não vai passar nenhum decreto-lei, nem nada, que comprometa as pensões das pessoas mais velhas”, declarou o ex-chefe do Estado-Maior da Armada aos jornalistas no final de uma ação de campanha debaixo de chuva e vento forte na Feira de Gondomar.

Numa alusão ao período de assistência financeira a Portugal (2011/2014) – altura em que António José Seguro desempenhou as funções de secretário-geral do PS e em que o Governo PSD/CDS de Passos Coelho tinha maioria absoluta no parlamento -, Gouveia e Melo considerou que “há coisas que os políticos não podem aceitar”, porque “são indignas”, como o corte do valor das pensões.

“Pessoas que já não tinham capacidade de resistir, foram-lhes cortadas pensões. Esse corte foi apoiado por alguém que é da esquerda e não necessitava sequer de apoiar, porque havia uma maioria [PSD/CDS] na Assembleia da República. Comigo isso nunca vai acontecer”, declarou.

O almirante fez então uma promessa: “Não vou trair; comigo nunca mais haverá cortes de pensões para pessoas que não têm capacidade depois para fazer qualquer outra atividade”.

“Isso aconteceu no passado e foi o Tribunal Constitucional que evitou. Mas, antes, houve um alinhamento de pessoas que não tinham sequer que alinhar nisso. Agora, usam uma grande retórica, segundo a qual tinha sido para bem do país”, criticou, numa nova referência ao antigo secretário-geral do PS.

“Não podemos trair o povo que nos elege, não podemos trair os nossos ideais”, acrescentou.

O ex-chefe do Estado-Maior da Armada fez ainda uma alusão à recente estratégia do PS em relação às eleições presidenciais.

“De forma cínica, tenho visto um partido agregar-se à volta desse candidato, quando há dez dias, ou há quatro semanas, os mesmos que o criticavam agora dizem que é um candidato fantástico”, apontou.

Gouveia e Melo afirmou-se depois “farto de pose”. “Eu sou substância. E há uma diferença muito grande entre pose e substância”, rematou.

Lusa

IL nega que tenha havido qualquer queixa interna sobre alegado assédio de Cotrim

A Iniciativa Liberal já veio dizer que "é completamente falso que tenha havido qualquer queixa interna ou reporte, formal ou informal, sobre o candidato presidencial João Cotrim Figueiredo", conforme foi dito com a ex-assessora do partido Inês Bichão.

"A Iniciativa Liberal rejeita visceralmente uma campanha suja que lança acusações muito graves sem qualquer evidência ou prova", sublinharam os liberais.

André Pestana revela que TC remeteu para a CNE a queixa por cortes no tempo de antena

O Tribunal Constitucional (TC) considerou que deve ser a Comissão Nacional de Eleições (CNE) a analisar a queixa por cortes no tempo de antena da candidatura presidencial de André Pestana.

“O Tribunal Constitucional disse que viu com atenção as provas que nós enviámos, não questionou a veracidade destas provas, mas que a entidade competente, nomeadamente para as coimas, que estão associadas a situações como essas, é a Comissão Nacional de Eleições, porque, de facto, é gravíssimo ter sido cortado quando eu estava a concluir a ideia de que os principais partidos do sistema, PS, PSD e Chega, recebem mais de 5 milhões de euros, por ano, dos nossos impostos”, afirmou esta quinta-feira, 15 de janeiro André Pestana, em Coimbra.

A queixa foi apresentada na terça-feira no Tribunal Constitucional, depois de o candidato ter constatado cortes na transmissão do seu vídeo de Direito de Antena, na segunda-feira, em algumas regiões do país, com a operadora MEO e na RTP1.

Segundo o candidato presidencial, a situação verificou-se nas regiões de Lisboa, da Figueira da Foz e no distrito de Braga.

“Até estive a investigar, acho que é inédito na democracia portuguesa”, disse.

No caso da Figueira da Foz, uma das provas que foi enviada, o tempo de antena do candidato “em vez de ter dois minutos e meio, que são 150 segundos, tinha apenas 44 segundos”, referiu André Pestana, que falou em frente ao Palácio da Justiça, em Coimbra.

O candidato apresentou uma queixa também na CNE, aguardando ainda uma resposta.

Sobre a posição do TC, André Pestana disse acreditar que “cada entidade tem as suas competências” e que “legalmente seja previsto que seja a Comissão Nacional de Eleições”.

Relativamente à operadora MEO, o candidato presidencial referiu que aguarda primeiro a resposta das entidades competentes, porque “a lesão já está feita”.

Lusa

Ex-assessora da IL diz que "os factos" de alegado assédio de Cotrim foram reportados no partido em 2023. Candidato vai avançar com queixa-crime

Inês Bichão, ex-assessora da Iniciativa Liberal, disse esta quinta-feira em comunicado que a publicação sobre um alegado assédio sexual visando Cotrim Figueiredo “foi ilicitamente difundida”, sem o seu consentimento, acrescentando que "os factos em causa foram reportados em sede interna no decurso de 2023”.

O partido desmentiu enquanto o candidato garantiu que vai avançar hoje com a queixa-crime e defendeu que os jornalistas "estão a ser instrumentalizados para dinamitar" a sua campanha às presidenciais.  

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Ex-assessora da IL diz que denunciou alegado assédio de Cotrim em 2023. Partido garante que não houve queixa interna

Sondagem DN/Aximage coloca André Ventura e António José Seguro destacados a caminho da segunda volta

A sondagem da Aximage feita para o DN indica que André Ventura e António José Seguro devem ser os protagonistas da segunda volta das eleições presidenciais, marcada para 8 de fevereiro, e que até hoje só se realizou em 1986, quando o socialista Mário Soares derrotou o centrista Freitas do Amaral. 

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Sondagem DN/Aximage: André Ventura e António José Seguro vão destacados a caminho da segunda volta

Bom dia, acompanhe aqui o dia da campanha eleitoral para as Presidenciais 2026 que se realizam no próximo domingo, 18 de janeiro.

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