Ministro da Educação destaca o "maior número de colocados da última década" no ensino superior
O ministro da Educação destacou o facto de o número de colocados no ensino superior em 2026-27 ser o "maior" da última década, cerca de 50 mil (49.991). Fernando Alexandre disse, em entrevista à CNN Portugal, que esse valor mostra que os erros na primeira fase dos exames nacionais foram corrigidos "a tempo" e que "globalmente o processo estava bem concebido".
"Estamos a transformar profundamente o nosso ministério e digitalização ocupa lugar central nessa transformação. exames nacionais. Mostrámos que a digitalização na avaliação externa pode funcionar. Não tivemos qualquer problema na segunda fase", afirmou o governante.
Fernando Alexandre garante que os alunos que tiveram problemas na primeira fase não foram prejudicados em termos de acesso ao ensino superior, uma vez que "os alunos que vão à fase especial em setembro são alunos que não puderam ir à segunda fase em julho", e recordou que as vagas da segunda fase rondam quase sempre "cerca de 10 por cento do total das vagas".
O ministro deu conta de que há "80 mil bolseiros no sistema" e "um novo sistema de ação social", com um "incentivo de 1175 euros à entrada" para os estudantes provenientes de famílias mais carenciadas. "Vamos ter o dobro das camas das residências e os alunos que não conseguirem lugares nas residências terão acesso a um custo estimado ao equivalente custo de um quarto nas respetivas localidades", explicou.
Sobre o alojamento, Fernando Alexandre frisou que no final de agosto vai haver mais 10 mil camas e que, das 135 residências previstas, há sete que não vão conseguir ter as camas prontas até ao final deste ano. Mais ressaltou que qualquer aluno que tenha lugar na residência recebe 170 euros. Contas feitas, o investimento do Estado em custos de ação social vai aumentar dos 180 milhões de euros do ano letivo passado para 210 milhões em 2026-27.
Sobre o arranque do ensino obrigatório em 2026-27, a única alteração diz respeito ao curso cientifico-humanístico, do ensino secundário, que vai começar uma semana mais tarde "para proteger os professores classificadores". Os restantes cursos e graus de ensino vão iniciar entre 11 a 15 de setembro, sendo que o ministro garante que vão haver "mais alunos com professor", até porque o Governo conseguiu captar "mais professores para a carreira".
