O Ministério da Educação anunciou esta sexta-feira, 3 de julho, alterações no calendário dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário devido a "dificuldades informáticas no processo de classificação eletrónica". Tanto a divulgação dos resultados como a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas. Recorde-se que o DN já tinha avançado, esta semana, a possibilidade deste adiamento.Assim, o Governo decidiu que a classificação das provas decorrerá até 14 de julho, em vez de até 10 de julho, e a afixação das pautas irá ocorrer a 17 de julho, em vez de a 14 de julho, como estava marcado.Ficou ainda decidido adiar a segunda fase das provas, que terá início a 20 de julho, em vez de a 16 de julho, e irá terminar a 24 de julho, em vez de 22 de julho como estava incialmente previsto. "O EduQA publicará durante o dia de hoje o novo calendário da 2ª fase dos Exames", esclarece o Governo.As falhas informáticas "pressionaram o cumprimento do calendário inicialmente previsto", explica o Ministério da Educação para justificar as alterações agora anunciadas. Um atraso que "gerou uma indesejável imprevisibilidade num processo inovador e complexo, mas essencial para a qualidade e modernização do sistema educativo português", refere o ministério tutelado por Fernando Alexandre."Embora seja tecnicamente ainda possível assegurar o cumprimento dos prazos para a entrega das classificações, a 10 de julho, e para a afixação das pautas, a 14 de julho, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) entende que devem ser igualmente ponderadas as condições de trabalho dos professores classificadores, garantindo sempre o rigor e a qualidade do processo de classificação, dimensões das quais o MECI não abdica", lê-se no comunicado do ministério.Referindo que não está ainda concluída a distribuição dos itens para classificação, indica que "o cumprimento dos prazos inicialmente definidos implicaria uma redução do tempo previsto para cada professor classificar os itens das provas". "Essa pressão temporal representa um risco para a fiabilidade do processo e poderia comprometer a qualidade e o rigor da classificação, condições indispensáveis no processo de avaliação externa das aprendizagens dos alunos" ,justifica.Desta forma, o Ministério da Educação "decidiu ajustar o calendário da avaliação externa, de modo a garantir aos alunos a qualidade e o rigor do processo e a assegurar aos professores o tempo necessário e adequado para a classificação dos itens das provas".O Ministério da Educação "lamenta eventuais transtornos que as alterações agora anunciadas possam provocar na vida dos alunos, das suas famílias, dos professores classificadores e das escolas", indicando que, apesar das alterações, mantém-se o calendário do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior 2026, cujas candidaturas têm início a 20 de julho. .Professores pediram interrupção do processo de classificação de exames. A possibilidade de existir alterações no calendário dos exames nacionais já tinha sido avançada pelo DN esta semana, tendo a Missão Escola Pública (MEP) alertado para a falta de condições "para os professores realizarem o seu trabalho de forma responsável e segura". "O processo de classificação tem de ser imediatamente interrompido”, declarou, na quinta-feira (2 de julho), o movimento apartidário de professores, relatando a persistência de problemas graves na correção digital dos exames nacionais de 11.º e 12.º anos.Antes, o ministro da Educação garantia, na quarta-feira (1), condições para a correção digital, afirmando que a maioria das falhas relatadas no processo de classificação dos exames nacionais era falsa."Do ponto de vista logístico, da distribuição dos exames e da digitalização, não houve nenhum percalço. Obviamente, houve um caso ou outro, mas não são erros que ponham em causa o rigor do sistema”, afirmou Fernando Alexandre durante a audição regimental na comissão parlamentar de Educação e Ciência, numa altura em que movimentos e sindicatos de professores descreviam um cenário de “caos generalizado”...Realização da 2.ª fase dos exames nacionais está em risco.Exames nacionais. Ministro da Educação diz que maioria das falhas relatadas são falsas e garante condições para a correção digital.Professores pedem interrupção do processo de classificação de exames.Fenprof acusa Governo de "falhanço público que exige explicações" na organização dos exames nacionais