A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) diz que lhe continuam a chegar testemunhos de professores que "revelam um cenário profundamente preocupante na organização dos exames nacionais". "Há relatos de professores convocados por escolas onde já não exercem funções, docentes aposentados chamados à classificação, professores designados para disciplinas que nunca lecionaram", acusa a Fenprof em comunicado.As "anomalias" não se ficam por aqui, aponta a Fenprof, que fala em "atrasos no envio das provas digitalizadas, respostas incompletas, páginas em falta e um conjunto de problemas técnicos que, segundo diversos classificadores, se repetem de forma generalizada".No centro de digitalização de exames, "trabalhadores terão sido recrutados por mensagem para executar tarefas manuais de separação das folhas de resposta, recorrendo inclusivamente à realização de horas extraordinárias para responder à pressão do processo". A Fenprof diz que o Governo tem o dever de garantir "rigor, transparência e equidade para todos os alunos, sem exceções", e diz que "não pode esconder-se atrás de organismos intermédios nem diluir responsabilidades. A desresponsabilização política do Ministério da Educação, Ciência e Inovação perante o que está a acontecer é inaceitável".A reorganização encetada pelo Ministério da Educação, diz esta estrutura sindical, "ameaça a credibilidade dos exames nacionais" e é "um falhanço político que exige explicações, responsabilização e correção imediata", lê-se no comunicado. ."Não é uma reforma, é um desmantelamento". Fenprof revela preocupação com mudanças no Ministério da Educação.PS pede ao ministro da Educação “palavra de tranquilidade” e garantias sobre exames nacionais