O deputado e candidato a porta-voz do Livre, Jorge Pinto, defendeu este sábado, 11 de julho, que o partido “é o futuro da esquerda” e acusou o PS de “passar cheques em branco” ao Governo, avisando que não o fará.Jorge Pinto e Isabel Mendes Lopes, que lideram uma das listas candidatas ao Grupo de Contacto, apresentaram hoje, perante o 17.º Congresso do Livre, a sua visão para o futuro do partido.O dirigente considerou que o Livre é “o principal partido de esquerda à esquerda do PS”: “É graças a cada uma e a cada um de vocês que provou que o Livre é o partido que Portugal precisa, que o Livre é o futuro da esquerda, quer queiram, quer não queiram”, defendeu.No seu primeiro discurso perante o congresso, o candidato à liderança acusou o PS de “passar cheques em braço” ao Governo e de pré-aprovar orçamentos de Estado "independentemente do que lá está”. “Não é esta a nossa política, não é esta a maneira de nós vermos a política. Uma esquerda que esteja na oposição tem de ser uma esquerda muito mais forte, muito mais ágil e muito mais clara em relação àquilo que defende. E connosco vos garanto, amigas e amigos, não haverá nunca nenhum cheque em branco, seja a quem seja”, assegurou.Pela mesma lista, a atual porta-voz e recandidata, traçou como objetivo fazer o Livre crescer e defendeu que “está aqui a refundação da esquerda”.“Está aqui a refundação da esquerda, da esquerda que quer crescer e quer crescer mais para ter o poder de mudar as coisas, da esquerda que não tem medo de dizer que quer ser governo, quer ser governo nas freguesias, nas câmaras municipais, nas regiões autónomas e no Governo da República, porque é no poder executivo que nós mudamos mais diretamente a vida das pessoas e o rumo do país”, afirmou Isabel Mendes Lopes.A líder parlamentar deixou também um aviso: “Nestes próximos dois anos não podemos correr o risco de nos fecharmos nos processos do Livre e por isso temos de crescer por dentro, com cada e cada uma de vós, e de crescer para fora”. O 17.º Congresso do Livre decorre entre hoje e domingo no Hockey Club de Sintra (distrito de Lisboa). .Rui Tavares diz que ser porta-voz do Livre foi “enorme privilégio” e critica “ideias desumanas” do Governo.Rui Tavares: "Dizer que somos muleta do Partido Socialista é usar retórica de direita"