António José Seguro chamará para a Casa Civil Manuela Teixeira Pinto, entregando-lhe funções na assessoria diplomática. Com funções em diplomacia desde 1996, exerceu funções desde 2022 como Representante Permanente Adjunta de Portugal junto da União Europeia (REPER), em Bruxelas.O nome, avançado pela Rádio Renascença, foi confirmado ao DN esta segunda-feira à tarde. A presença de Manuela Teixeira Pinto na equipa de Seguro terá também uma missão de ver aconselhamento específico no cenário internacional no âmbito das recentes intervenções dos Estados Unidos da América em vários países, desde a Venezuela à ação militar no Irão.Manuela Teixeira Pinto tem experiência no funcionamento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), militou na Delegação Permanente de Portugal junto da NATO entre 2018 e 2022 e serviu também na Missão de Portugal junto das Nações Unidas. Já tinha sido representante de Portugal junto à UE entre 2001 e 2005. Nos Governos de Sócrates, exerceu funções de chefe de gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Europeus, tendo também integrado o gabinete do Ministério dos Negócios Estrangeiros.É licenciada em Relações Internacionais pela Universidade do Minho e tem uma pós-graduação em Estudos Europeus pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. É mais uma figura influente no aconselhamento internacional do futuro Presidente, sendo que, tal como o DN noticiou, há um respeito muito grande pelo trabalho de campo feito em universidades. Nesta área, a Defesa, o Instituto Português de Relações Internacionais tem três vultos maiores entre o círculo mais próximo do Presidente eleito. Carlos Gaspar é diretor no IPRI, professor catedrático convidado na Autónoma e figura central, dando sequência à assessoria que já fizera com Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio. Aconselhou na Casa Civil de 1976 a 2006.Tal como Gaspar, que investiga Trump e a realidade norte-americana, também com funções de coordenação está Nuno Severiano Teixeira, com trabalho recente, por exemplo, na questão da Gronelândia, identificando interesses e orientações globais de Trump sobre a matéria. É professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa, foi vice-reitor da mesma Instituição e preside à direção do Instituto Português de Relações Internacionais, tendo experiência como ministro da Defesa (governo de José Sócrates) e Administração Interna (com Guterres). As valências na Defesa, mas também na resposta às crises no território, têm feito com que seja um dos inegociáveis nesta caminhada.Sónia Sénica é também investigadora no IPRI, professora auxiliar no departamento de Relações Internacionais da Universidade Autónoma de Lisboa e professora convidada na Universidade Nova de Lisboa, fazendo, até aqui, carreira em política externa e estudo da Federação russa. A compreensão global do fenómeno geopolítico, sabe o DN, foi uma das matérias de maior estudo para Seguro, visivelmente alarmado com a situação internacional, não só pelo período de conflito entre Rússia e Ucrânia, mas também pelo risco de a NATO ser ameaçada e, consequentemente, forçar a acordos europeus na Defesa. A estratégia discursiva de Seguro tem sido comedida neste capítulo, o que não significa que não tenha já apurado muitas das posições que entende vir a defender em termos de soberania. Os trabalhos de Ana Santos Pinto sobre investimento em Defesa e a lógica da aplicação dual na economia não passam, também, despercebidos.Seguro quer autonomia estratégica António José Seguro, tal como a maioria dos candidatos, nunca priorizou o tema Defesa durante a campanha, até quando as ameaças à Gronelândia foram públicas. Valorizando as vias "diplomáticas", defendeu sempre que Portugal deveria caminhar para uma "visão europeísta" e procurar alguma "autonomia estratégica." Isso implica, naturalmente, investimento em Defesa, que compreende, apesar de considerar que o número de 5% do PIB só pode acontecer se representar um investimento dual e científico, ou seja, abrangendo outras áreas, nomeadamente a Proteção Civil e Forças de Segurança.Dada a importância do tema, Seguro convocou a Defesa para o primeiro Conselho de Estado, no qual já espera ter os cinco nomes nomeados pelo Parlamento, para ouvir contributos dos principais partidos. Quer matéria de consenso nesse capítulo e já disse, anteriormente, que "Portugal tem de ter voz na Europa."Seguro toma posse como Presidente da República daqui a uma semana, a 9 de março. Estenderá o programa a outras regiões do país, passando pelo concelho de Arganil, por Guimarães, terminando no Porto, onde será recebido na câmara municipal..Quem são os conselheiros de Seguro: Saúde e diplomacia em destaque.Costa afirma que Seguro é “europeísta de sempre” e irá preservar relações com UE