Tancos. Catarina Martins diz que será muito grave concluir que "responsáveis políticos mentiram"

O ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes foi acusado pelo Ministério Público de abuso de poder, denegação de justiça e prevaricação no caso de Tancos e proibido do exercício de funções.

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, considerou esta quinta-feira que é muito grave, caso o Ministério Público tenha razão, concluir que "responsáveis políticos mentiram numa comissão de inquérito" sobre o caso de Tancos.

A dirigente do BE já tinha falado de manhã sobre o caso de Tancos, mas na altura das declarações a acusação do Ministério Público ainda não tinha sido conhecida oficialmente.

"Parece-nos muito grave chegar à conclusão, se o Ministério Público tiver razão - o processo, a justiça o fará - que responsáveis políticos mentiram numa comissão de inquérito", defendeu Catarina Martins, no final de uma ação de campanha no centro de saúde da Moita, distrito de Setúbal.

O ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes foi esta quinta-feira acusado pelo Ministério Público de abuso de poder, denegação de justiça e prevaricação no caso de Tancos e proibido do exercício de funções.

O Ministério Público acusou no total 23 arguidos no caso do furto e da recuperação das armas do paiol da base militar de Tancos.

Os arguidos foram acusados de crimes como terrorismo, associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, abuso de poder, recetação e detenção de arma proibida.

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