77 casos de covid-19 no Norte. Maior aumento da região desde 10 de maio

O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde de hoje regista mais 443 casos e duas vítimas mortais por causa do novo coronavírus. 74% dos novos casos localizam-se em Lisboa e Vale do Tejo, 17% no Norte.

Em Portugal, nas últimas 24 horas, morreram mais duas pessoas e foram confirmados mais 443 casos de covid-19. Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta quarta-feira (8 de julho), no total, desde que a pandemia começou registaram-se 44859 infetados, 29714 recuperados e​​​​ 1631 vítimas mortais no país.

Há, neste momento, 13 514 doentes portugueses ativos a ser acompanhados pelas autoridades de saúde. Mais 172 que esta terça-feira.

327 dos novos infetados (74%) têm residência na região de Lisboa e Vale do Tejo. Mas é no Norte que o aumento de novos casos mais surpreende. Nas últimas 24 horas registaram-se mais 77 infetados (17% do total), o que significa o maior crescimento de casos da região desde o dia 10 de maio, quando foram confirmados 98 casos na zona.

Os restantes infetados estão distribuídos pelo Centro (mais 21), pelo Algarve (13), pelo Alentejo (sete) e pelos Açores (dois).

Feitas as contas, por região, o boletim da DGS apresenta 447 novos casos, apesar do total nacional apresentar apenas um aumento de 443 infetados.

A localização dos novos casos por região é a análise mais profunda possível de fazer a nível geográfico a partir do documento da DGS desta quarta-feira, uma vez que o relatório de situação "não inclui a atualização da imputação de casos aos concelhos", informa a própria DGS.

"A DGS está a realizar a verificação de todos os dados com as autoridades locais e regionais de saúde que ficará concluída durante os próximos dias", acrescentam no boletim.

Menos dois doentes internados nos cuidados intensivos

Estão internados 512 doentes, (mais um que no dia anterior). Nos cuidados intensivos encontram-se 74 pessoas com covid-19 (menos duas).

Quanto aos dois óbitos registados, um vivia na região de Lisboa e Vale do Tejo (uma mulher entre os 50 e os 59 anos) e outro no Alentejo. Este último trata-se de um homem de 73 anos, utente do lar em Reguengos de Monsaraz onde houve um surto de covid. Segundo informação prestada pela Câmara Municipal, o idoso morreu na terça-feira à tarde, no Hospital do Espírito Santo, em Évora, onde estava internado. Até ao momento, esta cadeia de transmissão já provocou 15 vítimas mortais.

A taxa de letalidade do país é hoje de 3,6%.

O boletim da DGS indica ainda que aguardam resultados laboratoriais 1496 pessoas e estão em vigilância pelas autoridades de saúde mais de 33 mil. O sintoma mais comum entre os infetados é a tosse (que afeta 36% dos doentes), seguida da febre (28%) e de dores musculares (21%).

Marcelo: "Há uma tendência de descida" nos casos

Esta quarta-feira foi dia de mais uma reunião à porta fechada no Infarmed entre especialistas e políticos para um balanço da situação epidemiológica do país. À saída do décimo encontro, o Presidente da Republica falou, em declarações aos jornalistas, numa "tendência de descida" dos casos de covid, em virtude "das medidas tomadas".

Marcelo Rebelo de Sousa anunciou ainda que Portugal vai transitar de modelo na gestão da pandemia: de "macro para o micro". "O tempo mostrou que este modelo tem de ser reajustado", disse, especificando que "as medidas necessárias têm de ser mais de pormenor".

Sobre a região de Lisboa e Vale do Tejo, o chefe de estado afirmou que não existe ligação entre o transporte ferroviário e os surtos e que a transmissão provocada por cada infetado ao longo do tempo (medida pelo RT) está a diminuir. "O R nacional é agora de 0,8 e de 0,7 na região de Lisboa. Olhando para os últimos dias, há uma estabilização e uma tendência, embora ligeira, de aparente descida", afirmou Marcelo, antes de fazer a ressalva: "é cedo para fazer a avaliação definitiva".

11,9 milhões de casos de covid no mundo

O novo coronavírus já infetou mais de 11,9 milhões de pessoas no mundo inteiro até esta quarta-feira e provocou 547 124 mortes, segundo dados oficiais. Há agora 6,9 milhões de recuperados.

No total, os Estados Unidos da América são o país com a maior concentração de casos (3 097 421) e de mortes (133 977). Em termos de número de infetados, seguem-se o Brasil (1 674 655) - onde o presidente, Jair Bolsonaro confirmou ontem estar também infetado -, a Índia (746 139) e a Rússia (700 792). Portugal surge em 39.º lugar nesta tabela.

Quanto aos óbitos no mundo, depois dos Estados Unidos, o Brasil é a nação com mais mortes declaradas (66 868). Seguem-se o Reino Unido (44 391) e a Itália (34 899).

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