Mais 814 curados em 24 horas. Número mais elevado desde o início da pandemia em Portugal
Em Portugal, nas últimas 24 horas, morreram mais 15 pessoas e foram confirmados mais 226 casos de covid-19 (um aumento de 0,8% em relação ao dia anterior). Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), deste domingo (17 de maio), no total, há agora no país 29 036 infetados, 4636 recuperados e 1218 vítimas mortais.
Entre os números conhecidos hoje destaca-se a quantidade de curados: mais 814 nas últimas 24 horas - o valor mais elevado do indicador desde o início da pandemia. Resultado em linha com as declarações da ministra da Saúde, este sábado, quando a governante disse que, durante os próximos dias, este número deveria subir, por ser "superior àquele que diariamente é reportado no relatório de situação através da Direção-Geral da Saúde".
Este domingo, estão internados 649 doentes (menos 8 que ontem), destes 108 encontram-se nos cuidados intensivos (menos sete).
A taxa de letalidade global do país permanece de 4,2%, aumentando para 15,6% na faixa etária acima dos 70 anos - as principais vítimas mortais. Dos 1218 óbitos, 48,8% são homens e 51,2% mulheres.
O boletim da DGS indica ainda que aguardam resultados laboratoriais 2704 pessoas e estão em vigilância pelas autoridades de saúde mais de 25 mil. O sintoma mais comum entre os infetados é a tosse (que afeta 41% dos doentes), seguida da febre (29%) e de dores musculares (21%).
Em véspera de o país entrar numa nova fase de desconfinamento, o secretário de estado da Saúde aconselhou os portugueses, durante a conferência de imprensa diária no ministério, a não terem medo de sair à rua. António Lacerda Sales acredita que a covid-19 "não deve paralisar" as pessoas, mas sim torná-las cidadãos "mais atentos e vigilantes".
A segunda fase de desconfinamento começa esta segunda-feira, mantendo-se o dever cívico de recolhimento, com uma prorrogação do estado de calamidade pública.
Dos 226 infetados notificados no último dia, 138 têm residência na região de Lisboa e Vale do Tejo. Nesta zona morreram também seis das 15 vítimas mortais declaradas hoje. No total, Lisboa tem agora 8235 casos e 273 óbitos.
No entanto foi no Norte (a zona mais afetada pelo vírus desde o início do surto), que se registaram mais mortes das últimas 24 horas: nove. Casos são mais 70 casos. A região tem agora 16352 infetados e 693 vítimas mortais.
Os restantes 18 casos notificado no último dia distribuem-se entre o Centro (mais 17) e o Alentejo (um). Algarve, Açores e Madeira não registam qualquer alteração da situação epidemiológica, nas últimas horas.
A nível municipal Lisboa continua a ser o concelho do país com maior número de casos (1 938, mais 19 que no dia anterior). Seguem-se Vila Nova de Gaia (1 479, mais 4) e o Porto (1 317 mais três), de acordo com os dados do sistema Sinave, que correspondem a 89% do número total de notificações.
A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, considerou, ainda durante a conferência de imprensa, ser melhor que os cidadãos se preparem para continuarem a conviver com o novo coronavírus. "É melhor estarmos preparados para que este vírus se venha a tornar habitual nas nossas vidas", disse.
Com o passar do tempo, "quer exista vacina, quer não", é expectável que "os seres humanos ganhem imunidade e o vírus se torne menos agressivo", reconheceu a responsável pela DGS. "Se tivermos vacina, melhor. Se não, teremos de conviver com o vírus até termos imunidade natural".
Em resposta a outra pergunta dos jornalistas, a diretora-geral da Saúde reforçou que não são recomendas pulverizações com desinfetante nas ruas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu este sábado uma nota sobre a inutilidade e os riscos sanitários da pulverização dos espaços exteriores com desinfetante e a DGS reafirma a indicação. "Diferente é a desinfeção de superfícies no interior dos edifícios", sublinhou Graça Freitas.
O novo coronavírus já infetou mais de 4,7 milhões de pessoas no mundo inteiro, até este domingo às 10:45, segundo dados oficiais. Há agora 1,8 milhões recuperados e 313 641 mortes a registar.
Os Estados Unidos da América são o país com a maior concentração de casos (1 507 798) e de mortes (90 113). Em termos de número de infetados, seguem-se a Rússia (281 752), o Reino Unido (240 161) e Espanha (231 350). Portugal surge em 26.º lugar nesta tabela.
Quanto aos óbitos, depois dos Estados Unidos, o Reino Unido é agora a nação com mais mortes declaradas (34 466). Seguem-se Itália (34 466), e Espanha (27 650 - mais 87 vítimas mortais nas últimas 24 horas, o número mais baixo desde o dia 12 de março).
O levantar de restrições, impostas pela quase totalidade dos governos para travar a pandemia de covid-19, acelera esta segunda-feira com a reabertura de vários serviços em muitos países europeus, incluindo em Portugal.
Grécia, Itália, Dinamarca, Bélgica, Irlanda, Polónia e Macedónia são alguns dos países que ou dão início ou continuam com o desconfinamento. Agora com a reabertura de escolas, comércio, restauração, cafés e salões de beleza, entre outros setores de atividade.

