3822 curados no boletim, mas número é "superior"ao "reportado no relatório"

Nas últimas 24 horas, morreram mais 13 pessoas e foram confirmados mais 227 casos, segundo o boletim da DGS. Foram também dada como curadas 494 pessoas, número que poderá ser superior, admite a ministra da Saúde.

Em Portugal, nas últimas 24 horas, morreram mais 13 pessoas e foram confirmados mais 227 casos de covid-19 (um aumento de 0,8% em relação ao dia anterior). Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), deste sábado (16 de maio), há agora no país 28 810 infetados, 3822 recuperados e 1203 vítimas mortais.

O número de infetados dados como livres da doença continua a aumentar. Mais 494 no último dia (uma das subidas mais acentuados deste indicador), mesmo assim pode ainda ser superior, admitiu a ministra da Saúde, em conferência de imprensa, este sábado. "Haverá um número de casos recuperados superior àquele que diariamente é reportado no relatório de situação através da Direção-Geral da Saúde", indiciou Marta Temido, explicando que na origem estão falhas no reporte e que, durante a próxima semana, pode haver "uma atualização em alta" deste dado.

Também a diretora-geral da Saúde explicou que os dados referentes aos curados de covid "baseiam-se sobretudo em informação dos hospitais" e estão relacionados "com os casos que estiveram internados". Uma vez que há mais de 80% de infetados (com doença ligeira) a serem acompanhados em casa este reporte será um pouco mais lento.

No entanto, "dentro de poucos dias estaremos prontos para fornecer informação relativa aos casos que, tendo sido seguidos em domicílio por apresentarem uma doença ligeira a moderada, não só recuperaram clinicamente como tiveram um teste negativo", referiu Graça Freitas.

Este sábado, estão internados 657 doentes (menos 16 que ontem), destes 115 encontram-se nos cuidados intensivos (mais três). A última vez que o número de hospitalizados esteve mais baixo foi a 31 de março, quando estavam internadas 627 pessoas.

A taxa de letalidade global do país permanece de 4,2%, aumentando para 15,5% na faixa etária acima dos 70 anos - as principais vítimas mortais. Dos 1190 óbitos, 48,6% são homens e 51,4% mulheres.

O boletim da DGS indica ainda que aguardam resultados laboratoriais 2940 pessoas e estão em vigilância pelas autoridades de saúde mais de 25 mil. O sintoma mais comum entre os infetados é a tosse (que afeta 41% dos doentes), seguida da febre (30%) e de dores musculares (21%).

Portugal está prestes a dar mais um passo no plano de desconfinamento, esta segunda-feira (dia 18 de maio), com a reabertura de escolas, creches, restaurantes, lojas. E a menos de dois dias desta nova etapa, a ministra da Saúde, Marta Temido, diz que "os sinais que vemos mantêm-se encorajadores". "Todos os indicadores apresentam uma tendência decrescente ou, pelo menos, estável. Deixámos os tempos em que a incidência teve o seu expoente máximo".

Lisboa sobe 146 casos. Norte tem mais mortes em 24 horas

Dos 227 infetados notificados no último dia, 146 têm residência na região de Lisboa e Vale do Tejo. Nesta zona morreram também cinco das 13 vítimas mortais declaradas hoje. No total, Lisboa tem agora 8097 casos e 267 óbitos.

No entanto foi no Norte (a zona mais afetada pelo vírus desde o início do surto), que se registaram mais mortes das últimas 24 horas: sete. Casos são mais 68 casos. A região tem agora 16282 infetados e 684 vítimas mortais.

A outra vítima mortal pertence à região do Sul, que também notificou mais um infetado. No Alentejo há mais um caso e no Centro mais 11. Açores e Madeira não registam qualquer alteração da situação epidemiológica, nas últimas horas.

A nível municipal Lisboa continua a ser o concelho do país com maior número de casos (1 919, mais 48 que no dia anterior). Seguem-se Vila Nova de Gaia (1 475, mais 13) e o Porto (1 314 mais dois), de acordo com os dados do sistema Sinave, que correspondem a 89% do número total de notificações.

Testes a profissionais de lares e creches estão praticamente concluídos

Apesar de ser um momento isolado e que não garante proteção total, a ministra da Saúde sublinha que testar continua a ser a prioridade, em linha com as orientações da Organização Mundial de Saúde. Em conferência de imprensa, a governante indicou que os rastreios em lares e creches estão a terminar a nível nacional e garante que já foram realizados todos os testes aos profissionais que retomam o seu trabalho na segunda-feira.

"Temos um conjunto de regiões que já terminaram completamente os testes. A título de exemplo, na Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, os testes em lares estão concluídos, faltando apenas concluir os testes num dos agrupamentos de saúde do Alto Minho, o que acontecerá na semana que vem", apontou Marta Temido.

Já na região de Lisboa e Vale do Tejo, o processo nas creches termina este sábado e nos lares no dia 22 de maio. No Alentejo, a situação é a mesma e o Algarve "também já completou o seu programa ou está a completá-lo nos próximos dias".

Sobre o regresso das visitas aos lares, também marcado para segunda, a ministra pediu a "colaboração de todos" para que o "agendamento prévio seja garantido e cumprido". Apesar das vistas regressarem, estas estão sujeitas a regras de segurança: um visitante por semana e por um período limitado de tempo, sujeito a marcação. Apela-se ainda a um cumprimento rigoroso das regras de higiene, de etiqueta respiratória e de distanciamento social.

Mais de 4,6 milhões de casos no mundo

O novo coronavírus já infetou mais de 4,6 milhões de pessoas no mundo inteiro, até este sábado às 11:36, segundo dados oficiais. Há agora 1 770 993 recuperados e 308 985 mortes a registar.

Os Estados Unidos da América são o país com a maior concentração de casos (1 484 287) e de mortes (88 507). Em termos de número de infetados, seguem-se a Rússia (272 043), o Reino Unido (236 711), Espanha (230 698) e Itália (223 885). Portugal surge em 26.º lugar nesta tabela.

Quanto aos óbitos, depois dos Estados Unidos, o Reino Unido é agora a nação com mais mortes declaradas (33 507). Seguem-se Itália (31 610), França (27 529) e Espanha (27 563 - mais 102 vítimas mortais nas últimas 24 horas, o número mais baixo desde o início do estado de emergência).

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