Igreja Católica congratula-se com medidas que permitem celebrar o Natal

Igreja apela às famílias para que "tenham todo o cuidado e sejam responsáveis", para que "às festividades não suceda nova vaga de contágios com os consequentes sofrimentos e lutos".

A Igreja Católica congratulou-se hoje com as medidas anunciadas pelo Governo que permitem a celebração do Natal, mas apelou para que o reencontro de famílias seja acompanhado de todas as cautelas.

"É, naturalmente, uma satisfação aliada à responsabilidade e à prudência", afirmou o porta-voz e secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), padre Manuel Barbosa, em Fátima, distrito de Santarém, apelando às famílias que "tenham todo o cuidado e sejam responsáveis"

O sacerdote falava aos jornalistas após mais uma reunião do Conselho Permanente da CEP, referindo ser "uma satisfação" poder haver "esses tempos de celebração".

"Dentro das orientações, faremos as devidas celebrações, com responsabilidade, com todos os cuidados, para que seja uma celebração de alegria, de festa, de paz", declarou Manuel Barbosa, manifestando o desejo de que "isso contribua, com todos os cuidados, para que haja segurança e não haja contágios nem haja um agravar da situação".

Referindo não haver indicações para os horários das celebrações natalícias nas igrejas, Manuel Barbosa remeteu ainda para uma nota do Conselho Permanente da CEP, intitulada "Celebrar o Natal em tempo de pandemia".

Na nota, os bispos dizem acolher "as orientações anunciadas pelas autoridades civis e sanitárias", que passa por "permitir às famílias algum reencontro e celebração comum das próximas festas do Natal".

"E fazemos nossa a recomendação que as acompanha, que a alegria da festa e dos encontros familiares seja acompanhada de todas as cautelas, de modo que às festividades não suceda nova vaga de contágios com os consequentes sofrimentos e lutos", refere o documento.

Para a Igreja Católica, "o anúncio é auspicioso não apenas para as famílias", mas também "para a grande família eclesial que vê, assim, ampliadas as possibilidades de celebrar em comunidade festas tão marcantes na vida da fé".

"Congratulamo-nos porque as orientações anunciadas nos permitem celebrar em assembleia não apenas nas manhãs dos dias de Natal, do Domingo da Sagrada Família (27 de dezembro) e da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus (1 de janeiro), mas também na véspera desses dias festivos e na tarde dos dias de Natal e de Ano Novo", adianta a nota do Conselho Permanente.

Aos sacerdotes, a nota do Conselho Permanente da CEP agradece "a disponibilidade generosa" para "proporcionarem aos fiéis ocasiões ampliadas de participação na liturgia festiva desta quadra", exortando, contudo, que mantenham "todos os cuidados" e que se abstenham "da prática tradicional de dar a imagem do Menino a beijar, substituindo esse gesto de veneração afetuosa por qualquer outro que não implique contacto físico e previna aglomerações".

Na nota, os bispos pedem também "a todos os que se enquadram nas chamadas 'situações de risco' e a quantos estão de facto impedidos de participar presencialmente" na missa para que santifiquem "estes dias pela oração e pela caridade".

O primeiro-ministro anunciou no sábado que a circulação entre concelhos será permitida entre 23 e 26 de dezembro, e na véspera e no dia de Natal poderá circular-se na via pública até às 02:00.

De acordo com António Costa, estas medidas serão, contudo, sujeitas a avaliação no dia 18 de dezembro para confirmar a tendência de melhoria da pandemia de covid-19.

Na véspera de Natal e no dia de Natal (dias 24 e 25 de dezembro) o recolher obrigatório só acontecerá a partir das 02:00.

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