Conheça as recomendações da DGS. "Não é obrigatório que o Natal se comemore na ceia"

Rui Portugal, subdiretor-geral da Saúde, apelou ao cumprimento de um conjunto de regras para evitar o aumento de novos casos de covid-19.

Rui Portugal, subdiretor-geral da Saúde, detalhou nesta terça-feira um conjunto de regras fundamentais para serem cumpridas pelas famílias durante a celebração do Natal, deixando desde logo um apelo para que haja alguma contenção.

"Não é obrigatório que o Natal se comemore na ceia. Deve repensar-se se devemos juntar as pessoas no Natal para uma refeição", afirmou, reforçando a ideia de que "o distanciamento físico é fundamental" e, como tal, defende que é importante não juntar muitos familiares que não sejam os coabitantes, apelando a que, em algumas situações, os encontros se restrinjam "a uma curta visita, devidamente distanciada". Mas, se ainda assim, se as pessoas optarem por uma refeição, "porque não fazê-la em várias divisões da casa?".

"Se alguém estiver doente, com sintomas ou em isolamento profilático obrigatório, essas pessoas devem cumprir as regras que lhes forem determinadas, e como tal devem estar isoladas de todos os outros. Um isolamento que não deve ser completo, afinal há outras formas de comunicar que não presencialmente."

"Devem reduzir os contactos antes e durante a quadra festiva. Além dos coabitantes, manter contactos com apenas outras quatro ou cinco pessoas para reduzir o risco de contágio."

- "Deve ainda reduzir-se o tempo de exposição. E como tal é fundamental saber usar os espaços exteriores para encontros."

"Deve considerar-se como família apenas os coabitantes. Como tal, devem reduzir-se os contactos com outros membros da família menos próximos."

"Devem ser privilegiados contactos por via digital, telefonemas, visitas rápidas no exterior e sempre com distanciamento físico."

"Na preparação das refeições, as cozinhas são locais de alto risco porque são espaços de convívio entre familiares. Como tal, nesses espaços, a distância física de um a dois metros é fundamental. É preciso ainda evitar os cumprimentos tradicionais.

"O arejamento de espaços fechados é uma forma de proteção, pois implica um risco menor e as pessoas ficam um pouco mais protegidas. As superfícies desses espaços comuns devem ser frequentemente desinfetadas."

"É fundamental lavar e desinfetar as mãos, respeitar a etiqueta respiratória, utilizar máscara de forma adequada em espaços fechados e quando não há um distanciamento seguro."

"Se estivermos juntos com não coabitantes, é preciso ter em atenção a partilha de objetos."

"Além disso, é importante a limitação de consumo de substâncias que impliquem maior afetividade entre as pessoas."

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