Comandante da PSP do Porto elogia agentes pela detenção dos três assaltantes que fugiram do tribunal

Superintendente Paulo Lucas considera ser "da mais elementar justiça enaltecer o esforço, a dedicação e o profissionalismo demonstrados por todos os elementos policiais" que detiveram os três assaltantes que chegaram a fugir do tribunal

O comandante do PSP do Porto, o superintendente Paulo Lucas, considera ser da "mais elementar justiça enaltecer o esforço, a dedicação e o profissionalismo demonstrados por todos os elementos policiais que, direta ou indiretamente, contribuíram para o objetivo final" da detenção dos três suspeitos de assaltos violentos a idosos que chegaram a fugir do Tribunal de Instrução Criminal do Porto, sendo depois recapturados no dia seguinte. O responsável fez este elogio através de uma mensagem publicada no Facebook oficial do Comando Metropolitano do Porto da PSP.

"A complexidade da investigação, o grau de violência empregue sobre as vítimas, na sua maioria de idade bastante avançada, e o elevado alarme social gerado pelas circunstâncias descritas, exigiu por parte de todos os elementos policiais envolvidos uma grande dinâmica, elevado empenho e sério compromisso sem o qual não seria possível alcançar o objetivo final de toda a operação, no caso, devolver a tranquilidade pública à comunidade que servimos", escreveu Paulo Lucas, numa postagem que uma hora depois tinha mais de 75 comentários, a grande maioria de apoio, e 125 partilhas.

O comandante, que tomou posse no final de agosto, enquadra a situação, com a detenção inicial e a recaptura, sem nunca abordar as imagens que foram difundidas com os arguidos algemados. "Como é do conhecimento público, no passado dia 16 de outubro, este Comando Metropolitano, através da sua Divisão de Investigação Criminal, desencadeou uma operação policial no âmbito de uma investigação delegada pelo DIAP do Porto, que permitiu desmantelar uma organização criminal que visava o roubo de residências. Na sequência da apresentação judicial a primeiro interrogatório dos arguidos detidos e da subsequente aplicação da medida de coação de prisão preventiva a três dos suspeitos, os mesmos lograram uma fuga das instalações do Tribunal, sendo novamente recapturados num hiato temporal inferior a 24 horas."

Com este contexto, Paulo Lucas chega à conclusão que "por tudo o atrás aludido considero da mais elementar justiça enaltecer o esforço, a dedicação e o profissionalismo demonstrados por todos os elementos policiais que, direta ou indiretamente, contribuíram para o objetivo final".

A PSP abriu um inquérito interno para apurar as circunstâncias em que os arguidos escaparam do tribunal, quando estavam sob vigilância de dois agentes, e outro para averiguar como foram difundidas as imagens dos detidos algemados após a sua recaptura em Gondomar. Mas depois o Ministério da Administração Interna concentrou todas as investigações na Inspeção-Geral da Administração Interna, a quem pediu que averiguasse a fuga e a divulgação das imagens. Hoje, a ministra da Justiça Francisca Van Dunem pediu "calma e paciência" até que sejam apuradas as circunstâncias em que ocorreu a fuga do tribunal, e garantiu que o tribunal tem a segurança adequada, o que é contestado pelo juiz-presidente da Comarca do Porto, Rodrigues da Cunha, para quem o edifício não se adequa a funções de tribunal.

Os três suspeitos de dezenas de furtos a idosos no Grande Porto fugiram do TIC na quinta-feira, à tarde, depois de um juiz de instrução lhes decretar prisão preventiva. Após a fuga, as autoridades policiais desencadearam uma operação de captura, alertando então que os foragidos eram considerados perigosos e estavam "potencialmente" armados. Os três homens acabaram por ser detidos na sexta-feira pela PSP, em Gondomar.

Os arguidos são dois irmãos gémeos, de 35 anos, mais um cúmplice, de 20, com antecedentes criminais, que foram presentes ao juiz de instrução depois de terem sido detidos em flagrante delito há uma semana em Baguim do Monte, concelho de Gondomar.

São-lhes imputados pelo menos 30 assaltos violentos, que terão rendido meio milhão de euros em dinheiro e bens, em residências de idosos na zona mais oriental do Porto e em concelhos periféricos, como Gondomar, Valongo ou Maia. Os alvos do grupo eram pessoas com idades entre os 65 e os 95 anos.

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