Mais 8 mortes por covid-19 em 24 horas, valor mais baixo desde 15 de maio

O boletim da Direção-Geral da Saúde regista também mais 331 caso de infeção pelo novo coronavírus. 93% destes localizam-se na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Em Portugal, nas últimas 24 horas, morreram mais oito pessoas - o número mais baixo desde 15 de maio, quando foram registadas seis óbitos. Foram também confirmados mais 331 casos de covid-19 (um crescimento de 1% em relação ao dia anterior). Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), desta quinta-feira (4 de junho), no total, desde que a pandemia começou registaram-se 33 592 infetados, 20 323 recuperados (mais 244) e 1 455 vítimas mortais no país.

Ou seja, há, neste momento, 11 814 doentes portugueses ativos (valor encontrado quando se subtrai o número de curados e mortes ao total nacional). Destes, 96% encontram-se a recuperar no domicilio.

93% dos novos casos dizem respeito à região de Lisboa e Vale do Tejo. Apenas 22 dos 331 infetados não residem nesta zona e estão distribuídos pelo Norte (mais 15 infeções), pelo Centro (cinco) e pelo Alentejo (duas).

Quanto aos oito óbitos declarados nas últimas 24 horas, cinco tinham local de residência na região Norte e três na Grande Lisboa.

​​​​A taxa de letalidade global do país é hoje de 4,3%, aumentando para 17,3% no caso das pessoas acima dos 70 anos - as principais vítimas mortais.

O boletim da DGS indica ainda que aguardam resultados laboratoriais 1741 pessoas e estão em vigilância pelas autoridades de saúde mais de 28 mil. O sintoma mais comum entre os infetados é a tosse (que afeta 40% dos doentes), seguida da febre (29%) e de dores musculares (21%).

445 doentes internados, a maioria na Grande Lisboa

Esta quinta-feira, estão internados 445 doentes (mais 17 que ontem), sendo que destes 58 encontram-se nos cuidados intensivos (mais dois).

O indicador tem apresentado uma tendência decrescente, apesar do aumento verificado hoje. No entanto, na região de Lisboa e Vale do Tejo, que se tornou o foco mais preocupante da pandemia em duas semanas, os hospitais admitiram ao DN ter agora mais doentes do que no pico da pandemia nacional. Garantem que a resposta não está em causa, existem meios, mas manifestam-se "preocupados".

O DN sabe que o Hospital Amadora-Sintra teve inclusivamente de reativar, esta quarta, uma enfermaria dedicada a doentes covid, que tinha sido encerrada.

Durante a conferência de imprensa diária, questionada sobre a possibilidade do regresso das visitas a enfermarias não covid, a diretora-geral da Saúde afirmou que será preciso "esperar mais uns dias para ver como está a situação de Lisboa e Vale do Tejo".

Reserva nacional de equipamentos "está estável"

O secretário de estado da Saúde garantiu, esta quinta-feira, que a reserva nacional de equipamentos "está estável", precisando que estão disponíveis mais de 30 milhões de máscaras cirúrgicas e mais de seis milhões de máscaras FFP2.

"Nesta fase, concentramos esforços nos rastreios das empresas da Grande Lisboa", continuou, especificando que desde sábado até quarta-feira já foram feitos cerca de nove mil teste de despiste em empresas na região, no âmbito do plano traçado para a zona com mais surtos ativos de covid, no país. O que significa quase metade do universo dos 18 100 trabalhadores identificados. "Hoje, faremos cinco mil colheitas", acrescentou António Lacreda Sales.

Atualmente, "cerca de 50% dos testes do Serviço Nacional de Saúde foram feitos na região de Lisboa e Vale do Tejo", 28% a Norte, 14% no Centro, 4% no Alentejo e 2% no Algarve, segundo dados do dia 2 de junho, referiu o governante.

Espanha quer reabrir fronteiras com Portugal a 22 de junho

A ministra da Indústria, Comércio e do Turismo espanhola, Reyes Maroto, anunciou, esta quinta-feira, a decisão de reabrir as fronteiras terrestres com Portugal e França a 22 de junho, encerradas para conter a pandemia de covid-19.

Apesar da clara intenção do país vizinho, Portugal ainda não admitiu avançar no mesmo sentido. Fonte do Ministério da Administração Interna português garante ao DN que ainda não há uma decisão tomada sobre a reabertura das fronteiras com Espanha. O que estava acordado entre os dois países era manter esse encerramento até 15 de junho e reavaliar a situação epidemiológica das duas nações para decidir o que fazer além dessa data.

A decisão terá de ser conjunta e as conversações entre o ministro Eduardo Cabrita e o seu homólogo espanhol, Fernando Grande-Marlaska, deverão decorrer em breve.

Também o secretário de estado da Saúde, António Lacerda Sales, reafirmou as palavras do ministério da Administração Interna: "a questão não está definida. Sei que esse tipo de decisões dependem de articulação entre ministros portugueses e espanhóis. Com certeza não haverá decisão sem acordo de ambas as partes", disse durante o briefing diário da saúde.

388 mil mortes por covid em todo o mundo

O novo coronavírus já infetou mais de 6,5 milhões de pessoas no mundo inteiro, até esta quinta-feira às 09:57, segundo dados oficiais. Há agora 3,1 milhões de recuperados e 388 353 mortes a registar.

Os Estados Unidos da América são o país com a maior concentração de casos (1 902 031) e de mortes (109 146). Em termos de número de infetados, seguem-se o Brasil (584 562) e a Rússia (441 108). Portugal surge em 30.º lugar nesta tabela.

Quanto aos óbitos, depois dos Estados Unidos, o Reino Unido é a nação com mais mortes declaradas (39 728). Seguem-se Itália (33 601) e o Brasil (32 568).

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