Putin e Macron apelam a "negociações diretas" com Coreia do Norte

Os dois presidentes falaram ao telefone e "condenam firmemente as ações provocatórias da Coreia do Norte"

Os presidentes russo, Vladimir Putin, e francês, Emmanuel Macron, apelaram a "negociações diretas" com a Coreia do Norte para diminuir as tensões na região após o último disparo de um míssil por Pyongyang, anunciou hoje o Kremlin.

No decurso de um contacto telefónico, os dois chefes de Estado "estiveram de acordo em relação ao caráter inadmissível do prosseguimento de uma escalada" na península coreana, explicou o Kremlin em comunicado.

O texto acrescenta que Macron e Putin também manifestaram "a necessidade de resolver esta situação extremamente complicada exclusivamente por meios políticos e diplomáticos, através do reinício das negociações diretas".

Em paralelo, os dois presidentes "condenaram firmemente as ações provocatórias da Coreia do Norte, que violam de forma grosseira as resoluções do Conselho de Segurança da ONU".

Ao reagir ao novo disparo de um míssil norte-coreano, o Quai d'Orsay, sede da diplomacia francesa, também de pronunciou por um reforço das sanções dirigidas à Coreia do Norte.

"A França está pronta a trabalhar, designadamente no Conselho de Segurança das Nações Unidas e da União Europeia, no reforço das medidas destinadas a convencer o regime de Pyongyang que não tem qualquer interesse numa escalada, e conduzi-lo à mesa das negociações", referiu a porta-voz Agnès Romanet-Espagne.

"Este programa implica uma resposta intransigente da comunidade internacional para preservar o regime de não-proliferação, a norma do direito e ainda a paz e a segurança internacionais", acrescentou.

Estas reações surgem após um novo disparo de míssil norte-coreano que sobrevoou o Japão, menos de uma semana após a adoção pelo Conselho de Segurança da ONU de uma oitava série de sanções para tentar convencer o país a renunciar aos seus programas balístico e nuclear.

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