Vitinha foi o jogador escolhido para falar aos jornalistas na primeira conferência de imprensa da Seleção Nacional em solo norte-americano. O camisola 17 assumiu a ambição de Portugal em realizar um Mundial forte, sem esconder o sonho de conquistar um título inédito para a equipa das quinas.Já instalado em Miami com o restante grupo, o médio do Paris Saint-Germain garantiu que a adaptação da equipa está a correr de forma positiva. “Temo-nos sentido muito bem. Miami é um sítio inacreditável, estamos a desfrutar e a adaptar-nos bem”, afirmou.Depois de uma temporada positiva ao serviço do clube francês, o internacional português revelou sentir-se em boas condições físicas e mentais para enfrentar a competição. Apesar de não querer atribuir uma nota à época, reconheceu que foi “muito boa” e mostrou vontade de terminar da melhor forma. “Quero fechar a época com chave de ouro”, disse.Sobre as ambições de Portugal no Mundial’2026, Vitinha reconheceu a qualidade do grupo, mas recusou assumir a Seleção como favorita absoluta. “Somos candidatos, sem dúvida. Temos uma Seleção muito forte, mas favoritos não diria”, explicou, reforçando a necessidade de demonstrar qualidade dentro de campo.O médio insistiu ainda na importância de manter o foco no imediato e defendeu uma abordagem prudente à competição. “As competições ganham-se pensando no futuro próximo. É cliché, mas funciona”, afirmou, sublinhando que o pensamento do grupo está centrado no encontro com a RD Congo.Questionado sobre uma eventual conquista do Mundial e a possibilidade de isso influenciar uma candidatura à Bola de Ouro, Vitinha preferiu não alimentar cenários. “Nem sequer jogámos o primeiro jogo. O que podemos garantir é muita dedicação, compromisso e trabalho”, referiu.Um dos temas abordados foi também a pulseira usada pelos jogadores da Seleção. Vitinha revelou que o acessório foi oferecido pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante um encontro com a equipa, incluindo os nomes dos jogadores convocados e uma referência especial a Diogo Jota. “Recebemo-la com muito carinho e escolhemos usá-la todos”, explicou.O internacional português falou ainda sobre Cristiano Ronaldo e destacou a dedicação do capitão da Seleção. “Tudo o que faz na preparação física e mental é incrível. É um exemplo para todos”, afirmou, considerando um privilégio partilhar balneário com o avançado.Sobre a composição do grupo orientado por Roberto Martínez, Vitinha considera que a combinação entre juventude e experiência pode beneficiar Portugal. “É a melhor mistura que podes ter. Ter jovens e muita experiência no mesmo grupo só pode dar bom resultado”, disse. No plano individual, o médio admitiu que gostaria de marcar o primeiro golo pela Seleção Nacional, embora tenha deixado claro que o objetivo coletivo está acima de qualquer meta pessoal. “Gostava muito de marcar o meu primeiro golo pela Seleção, mas nunca à frente do que é melhor para a equipa”, garantiu..Ronaldo diz estar bem fisicamente e acredita que esta geração "vai dar muitas alegrias aos portugueses".Rúben Neves aponta ao Mundial: “A nossa convicção é voltar só depois do dia 19 e com a taça na mão”