Rúben Neves apresentou-se confiante no arranque da preparação da seleção nacional para o Campeonato do Mundo, assumindo a ambição de Portugal em lutar pelo título e mostrando-se otimista quanto ao momento vivido pelo grupo orientado por Roberto Martínez. Na primeira conferência de imprensa que decorreu esta segunda-feira, 1 de junho, na Cidade do Futebol, o internacional português deixou claro que a equipa parte para a competição com objetivos bem definidos e sem receio da responsabilidade. “A nossa convicção é só voltar [a Portugal] depois do dia 19, é para isso que aqui estamos. Temos de ter expectativa, mas com alguma responsabilidade também. É uma competição muito difícil, mas o nosso objetivo, sendo uma seleção como somos, é sem dúvida importante”, afirmou.O médio destacou ainda a importância do estágio de preparação, sobretudo numa altura em que entram em vigor novas regras no futebol internacional. “Vamos começar desde hoje a preparar o Campeonato do Mundo da melhor forma possível. Vamos preparar desde o primeiro dia os jogos do Mundial, já a contar com essas regras que vão estar em vigor. Acho que podem ser muito benéficas, principalmente a do tempo que o jogador tem para sair do campo ou para ser assistido. Vai ser importante para aquelas equipas que gostam de empatar um bocadinho mais o tempo”, explicou..Sobre a atual geração da seleção nacional, marcada pela presença de vários estreantes numa fase final de um Mundial, Rúben Neves considera que a mistura entre juventude e experiência pode ser determinante, embora rejeite comparações precipitadas com equipas históricas do futebol português. “Vencemos o Europeu em 2016, portanto é difícil dizer que somos a melhor seleção de sempre. Ganhámos a Liga das Nações, mas não podemos chegar a esse patamar porque ainda falta um bocadinho para lá chegar”, sublinhou. Ainda assim, destacou a importância do papel dos jogadores mais experientes na integração dos mais jovens. “O meu primeiro Mundial foi a competição em que mais nervoso me senti para participar. Nessa altura, os jogadores mais experientes ajudaram-me e é isso que agora vamos fazer com os mais jovens, tentar tranquilizá-los ao máximo para usufruírem desta experiência única”, acrescentou.A nível individual, Rúben Neves chega à competição depois de uma das temporadas mais produtivas da carreira, assumindo a vontade de transportar o bom momento para a seleção. “É sempre bom quando conseguimos ajudar a equipa com golos ou assistências. Esta época correu-me muito bem nesse aspeto. Se puder trazer para a seleção, será benéfico para mim e para todos”, afirmou. O jogador garante sentir-se num momento particularmente positivo da carreira. “Considero sempre que as épocas são positivas. No final, temos de ficar com as coisas positivas. Todas as épocas são de aprendizagem e servem para adquirir experiência. A nível coletivo conseguimos um título e lutámos até ao fim pelo campeonato. A nível individual, sinto-me bastante bem, fiz muitos minutos e fisicamente sinto-me talvez numa das melhores fases da minha carreira. Chego muito confiante naquilo que poderá ser este Mundial”, referiu.Questionado sobre a possibilidade de voltar a desempenhar funções como defesa-central, posição que ocupou com regularidade durante a época devido às lesões no clube, Rúben Neves mostrou-se disponível para ajudar a equipa onde for necessário. “Também acho que é uma mais-valia para qualquer jogador poder jogar em duas ou mais posições. É verdade que este ano fiz muitos minutos como defesa-central, também por causa das lesões que tivemos no clube. Já não era a primeira vez que faria essa posição na seleção, sinto-me confortável. Sou um médio, mas estou disponível para ajudar a seleção, seja em qualquer posição”, garantiu.Quanto aos objetivos pessoais, o médio deixou claro que o foco está no coletivo. “O título é o nosso grande objetivo. Melhor marcador não vou ser de certeza, então o objetivo é mesmo ganhar a competição e é nisso que estamos focados”, rematou.Num registo mais emocional, Rúben Neves abordou ainda a ligação especial com Diogo Jota, admitindo que determinados aspetos emocionais podem funcionar como força extra ao longo da competição. “Já falámos muito sobre isso e dizemos sempre o mesmo. Às vezes é preciso agarrarmo-nos a algo para termos uma força extra. Esse vai ser um dos aspetos que nos pode dar essa força extra em determinados momentos e que nos poderá fazer chegar onde queremos chegar”, concluiu..Roberto Martínez divulga lista convocados da seleção nacional para o Mundial 2026 a 19 de maio.Seleção nacional faz último teste antes do Mundial 2026 com a Nigéria