Samú Costa assumiu esta sexta-feira (5 de junho) um discurso de compromisso total com a seleção nacional, defendendo que Portugal deve encarar o encontro de preparação frente ao Chile com a mesma exigência de uma partida oficial. Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo, o médio português insistiu na necessidade de intensidade máxima, concentração competitiva e construção de rotinas coletivas a poucos meses do Campeonato do Mundo.“É importante amanhã metermos na cabeça que é um jogo oficial”, afirmou o jogador, recusando qualquer distinção de atitude entre particulares e competições oficiais. Para Samú Costa, a intensidade de um jogo depende sobretudo da mentalidade da equipa. “A intensidade somos nós quem a coloca. Para mim é tudo igual. Temos de dar o máximo, para preparar o primeiro jogo”, reforçou.O internacional português antecipou uma partida exigente diante de um Chile em reconstrução, mas que, acredita, poderá criar várias dificuldades à equipa das quinas. “Sabemos que é uma seleção que está a reconstruir-se”, explicou, apontando para uma equipa rejuvenescida, motivada e fisicamente intensa. “Tem jogadores novos, que têm energia, vontade de merecer estar na seleção. Esperamos uma equipa intensa e atrevida”, acrescentou, sublinhando a necessidade de Portugal se apresentar no máximo das suas capacidades.Apesar do caráter amigável da partida, Samú Costa afastou qualquer ideia de gestão de esforço ou desconcentração. “Compromisso tem de estar presente. Não nos vamos guardar”, garantiu, insistindo que a equipa precisa de manter níveis elevados de exigência competitiva. “Se relaxas, não podes habituar-te a isso. Tens de ter seriedade, intensidade e impor o nosso jogo”, vincou.Num estágio marcado pela concorrência interna e pela procura de equilíbrios antes do Mundial, o médio do Maiorca admitiu não saber se será titular frente ao Chile, mas mostrou-se preparado para qualquer cenário. “Se for para jogar um minuto, se for para jogar 90, o mais importante é a equipa”, afirmou, definindo de forma clara o seu papel dentro do grupo orientado por Roberto Martínez.Mais do que minutos de utilização, Samú Costa considera fundamental o trabalho de relacionamento dentro do plantel, sobretudo numa fase de preparação para uma competição curta e exigente como o Mundial. “É importante criar ligações com os colegas”, explicou, revelando que tem procurado fortalecer entendimentos com jogadores de diferentes setores do campo. O objetivo, disse, passa por chegar ao Mundial com automatismos criados: “Para jogar sem pensar muito, para sair tudo mais fluído.”Questionado sobre a sua evolução tática, o médio assumiu uma transformação no perfil de jogo ao longo das últimas épocas. Depois de começar como médio mais posicional, considera-se hoje um jogador mais versátil. “Melhorei o meu jogo para fazer posições diferentes. Passei a ser box to box”, explicou, destacando a capacidade de adaptação às necessidades da equipa. Ainda assim, identificou as funções de médio defensivo ou interior como as posições onde se sente mais confortável. “A posição mais cómoda é a 6 ou 8”, referiu, embora tenha garantido disponibilidade total para cumprir qualquer papel solicitado. “Se tiver de jogar a lateral, estou ao serviço da Seleção.”Perante as dúvidas sobre o papel que Roberto Martínez poderá reservar-lhe no futuro próximo, Samú Costa explicou que as conversas têm privilegiado o plano coletivo e não questões individuais. “O míster não falou comigo sobre isso. O mais importante é a equipa”, assegurou.Também houve espaço para falar sobre a pressão associada às expectativas em torno da seleção portuguesa no Mundial. O médio recusou dramatismos e interpretou a exigência como sinal positivo. “Se tens pressão é porque esperam boas coisas de ti”, afirmou, evitando assumir Portugal como candidato, mas defendendo um caminho de crescimento sustentado. “O mais importante é o dia a dia”, insistiu.Questionado sobre o alegado interesse do Benfica e sobre o futuro após a descida de divisão do Maiorca, Samú Costa recusou alimentar especulações. “Só estou focado na Seleção. Nada mais”, respondeu em ambas as ocasiões, reforçando que toda a atenção está centrada no trabalho com a equipa nacional.Já sobre as críticas aos relvados e infraestruturas previstas para o Mundial, o médio mostrou tranquilidade. “A nossa preocupação não é o campo ou estádio, mas nós mesmos”, afirmou, manifestando confiança de que tudo estará preparado quando a competição arrancar..Roberto Martínez fala em flexibilidade e abre porta a mudanças no onze para o teste com o Chile.Samu Costa, o pitbull da liga espanhola que faz horas extra quando sente que errou.Roberto Martínez tem novidades antes do Mundial e convoca Samu Costa, Mateus Fernandes, Gonçalo Guedes e Mora