Kylian Mbappé: a principal estrela do Mundial 2018.
Kylian Mbappé: a principal estrela do Mundial 2018.Foto: DR/FIFA

História dos Mundiais. Em 2018, no primeiro Mundial com VAR, a França de Mbappé conquistou o mundo

Primeiro Mundial disputado no Leste Europeu ficou marcado pela estreia da nova tecnologia, pelas surpreendentes Rússia e Croácia, e pela explosão definitiva de Kylian Mbappé.
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Quando a bola começou a rolar no Estádio Luzhniki, em Moscovo, a 14 de junho de 2018, o futebol mundial entrava numa nova era: pela primeira vez, a Copa do Mundo era disputada no Leste Europeu, pela primeira vez o VAR seria utilizado em todos os jogos e, sem que quase ninguém percebesse naquele momento, um jovem francês de apenas 19 anos preparava-se para conquistar o planeta.

A cerimónia de abertura contou com a atuação do cantor britânico Robbie Williams e uma participação especial de Ronaldo Nazário, antes da anfitriã Rússia esmagar a Arábia Saudita por 5-0 diante de mais de 78 mil espectadores. Ao longo de 64 partidas foram marcados 169 golos, numa competição que entrou para a história também pela implementação da nova tecnologia - VAR - que teve impacto imediato, contribuindo para um número recorde de grandes penalidades assinaladas durante o torneio.

Um dos maiores choques veio na fase de grupos, quando a Alemanha, campeã mundial em 2014 e apontada como uma das favoritas ao título, protagonizou uma das maiores surpresas da história dos Mundiais. Depois de perder com o México na estreia, os alemães acabaram eliminados após uma derrota por 2-0 diante da Coreia do Sul. Foi a primeira vez que a Alemanha caiu na fase de grupos de uma Copa do Mundo.

Enquanto os alemães regressavam cedo para casa, a Rússia transformava-se na sensação do torneio. Embalada por uma onda de entusiasmo nacional, a seleção anfitriã chegou aos quartos de final pela primeira vez desde os tempos da União Soviética, eliminando a Espanha nos penáltis perante um país em euforia.

Outra história surpreendente foi a da Croácia. Liderada por Luka Modrić, Ivan Rakitić e Mario Mandžukić, a equipa balcânica encantou o mundo com futebol de qualidade e enorme capacidade competitiva. Na fase de grupos, aplicou um expressivo 3-0 à Argentina de Lionel Messi.

O Brasil chegou à Rússia como um dos principais candidatos ao título. Sob comando de Tite, venceu o grupo E após empatar com a Suíça e derrotar Costa Rica e Sérvia. Nas oitavas de final eliminou o México por 2-0, mas voltou a esbarrar numa seleção europeia de elite ao perder por 2-1 para a Bélgica nos quartos de final. O sonho do hexacampeonato terminava mais uma vez longe da final.

Portugal, campeão europeu em título, viveu uma campanha de altos e baixos. Cristiano Ronaldo brilhou logo na estreia com um memorável hat-trick no empate por 3-3 diante da Espanha, marcou o golo da vitória contra Marrocos e terminou a fase de grupos com quatro golos. No entanto, a seleção de Fernando Santos caiu nos oitavos de final frente ao Uruguai, derrotada por 2-1 com dois golos de Edinson Cavani.

À medida que o torneio avançava, uma figura começou a monopolizar as atenções. Kylian Mbappé, ainda adolescente, exibiu uma velocidade e uma maturidade raramente vistas em Mundiais. Contra a Argentina, nos oitavos de final, foi simplesmente imparável, liderando a vitória francesa por 4-3 e anunciando-se definitivamente como o sucessor natural da geração de Cristiano Ronaldo e Messi.

Ainda não era em 2018 a hora de Lionel Messi levar o terceiro troféu para a Argentina.
Ainda não era em 2018 a hora de Lionel Messi levar o terceiro troféu para a Argentina.Foto: DR/FIFA

A final colocou frente a frente França e Croácia no Estádio Luzhniki. Os croatas, que haviam sobrevivido a três eliminatórias consecutivas decididas no prolongamento ou nos penáltis, chegaram desgastados fisicamente. A França aproveitou.

Num jogo vibrante, os franceses venceram por 4-2 e conquistaram o segundo título mundial da sua história, vinte anos depois do triunfo em casa, em 1998. Didier Deschamps tornou-se apenas o terceiro homem a vencer a Copa do Mundo como jogador e treinador.

As distinções individuais refletiram os protagonistas da competição. Luka Modrić recebeu a Bola de Ouro como melhor jogador do torneio. Thibaut Courtois conquistou a Luva de Ouro após as grandes exibições pela Bélgica. Harry Kane terminou como melhor marcador com seis golos e Mbappé recebeu o prémio de Melhor Jovem Jogador.

Este ano, o craque francês tem a chance de já se tornar o maior artilheiro da história dos Mundiais. O avançado do Real Madrid já marcou 12 golos nos dois Mundiais que disputou (2018 e 2022). Num torneio com uma partida a mais, será a oportunidade para já superar Miroslav Klose, que tem 16? Veremos em breve, afinal, faltam 2 dias para o arranque do Mundial de 2026.

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