Campeã Argentina vence Inglaterra em mais uma aula de sobrevivência e repete final de 2022
CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH

Campeã Argentina vence Inglaterra em mais uma aula de sobrevivência e repete final de 2022

Enzo Fernández e Lautaro Martínez marcaram os golos do triunfo (2-1), que permite aos argentinos repetir a final de 2022. Adversário será a Espanha.
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É uma das rivalidades mais antigas e vibrantes do futebol e por isso nunca um duelo entre ingleses e argentinos será só mais um jogo. Nem o malogrado Diego Armando Maradona o permitiria, depois daquela "mão de Deus" em 1986. Hoje, 40 anos depois, a Argentina de outro Deus, Lionel Messi, voltou a eliminar a seleção inglesa (2-1), desta vez para garantir um lugar na final do Campeonato do Mundo de 2026. No dia 19 de junho, a atual campeã mundial vai enfrentar a Espanha, que eliminou a França. Já a Inglaterra vai continuar a procurar a final que não consegue desde 1966.

O duelo das meias finais no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, esta quarta-feira, dia 15 de junho, mostrou uma Argentina igual ao que tem sido desde o primeiro momento neste mundial: joga com uma certa aura de campeão mundial que lhe permite a audácia de apenas reagir quando se sente acossada. Depois, o jogo pastelão que cansa os olhos de quem assiste transforma-se num vibrante jogo ofensivo que termina sempre numa missão difícil, mas bem sucedida. Foi assim até com o estreante Cabo Verde, depois com o Egito, com a Suíça...

O árbitro quem mais foi chamado a jogo numa primeira parte sem oportunidades de golo e com muita luta e quezília individual. E se Thomas Tuchel conseguiu aprisionar o talento de Lionel Messi - ficou em branco pela primeira vez neste mundial, mas foi determinante ao fazer duas assistência para golo - Lionel Scaloni conseguiu secar os caminho da bola até Harry Kane e deu corda para os ingleses acreditarem que poderiam chegar à baliza de outra forma. Pura ilusão. Nem Jude Bellingham o ajudou.

Também a Inglaterra chegou às meias finais com um percurso sofrido, mas consistente na maneira de jogar imposta pelo técnico alemão. E não foi diferente ontem, tendo-se colocado em vantagem ao minuto 55, com um golo de Anthony Gordon e depois agradecido a Stones, Spence e sobretudo a Pickford o adiar do desfecho final. O guarda-redes inglês evitou o empate por três vezes, com destaque para a enorme estirada em cima da linha de golo que fez Nicolás González levar as mãos à cabeça tal a oportunidade criada aos 69 minutos.

Aos 85 minutos, Enzo Fernández vingou as oportunidades não concretizadas de Julián Alvarez, Giuliano Simeone, Nicolás González e ele próprio com um golaço de levantar o estádio. Pickford nada podia fazer para travar o remate do ex-Benfica.

Com Inglaterra completamente encostada às cordas, leia-se obrigada a defender, adivinha-se uma eliminação estrondosa, quase tanto como apoteótico foi o apuramento Argentino. Depois de Mac Allister acertar no poste, Messi teve a calma e o engenho para servir Lautaro Martínez, que fez o 2-1, já depois dos 90 minutos de jogo, e apurou a Argentina para a segunda final consecutiva, a terceira nas quatro últimas edições da prova.

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