Capitão Pulisic enfrenta seca de golos no AC Milan.
Capitão Pulisic enfrenta seca de golos no AC Milan.FIFA

Anfitrião Estados Unidos tem Pulisic a marcar de menos e Pochettino a guardar segredos

Habitual presença em Mundiais, EUA terão ambição de, a jogar em casa, ultrapassar Paraguai, Turquia e Austrália, num dos grupos mais abertos. Treinador não garante vedetas, mas tem meio-campo forte.
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Os Estados Unidos da América surgem no Mundial 2026 como uma das grandes incógnitas depois das derrotas nos particulares com Bélgica e Portugal. Mauricio Pochettino deixou avisos suficientes na Gold Cup, que perdeu na final contra o México em 2025, de que não escolheria jogadores pelo nome. Está previsto o anúncio para terça-feira, mas até o diretor para o futebol, ex-jogador do Sporting, Oniewu, diz que ninguém além dos técnicos que acompanham, de longa data, o treinador principal, saberá, ainda, quem representará os EUA a jogar em casa.

Pochettino chamou mais de 50 jogadores durante o seu trajeto como selecionador e avisou: Pulisic e Mckennie, as maiores figuras, ficaram de fora em certas ocasiões. O final do ano de 2025 foi positivo com vitórias contra Austrália, Uruguai, Japão e Paraguai, este último, justamente, o primeiro rival no Mundial.

Os Estados Unidos foram terceiros classificados no primeiro Mundial da história, em 1930. Desde 1990 até 2014 qualificaram-se sempre, passaram quatro das sete vezes a fase de grupos. Os quartos de final de 2002 são o segundo melhor desempenho de sempre da equipa que falhou, depois, o Mundial da Rússia, voltando no Qatar com a queda logo após passar a fase de grupos.

No Grupo D, um dos mais abertos, os EUA, a jogarem em casa, tentarão mostrar que a evolução da MLS potencia também a seleção, o que se espera que aconteça. McKennie respondeu à exclusão dos particulares de setembro com a melhor temporada da carreira, com nove golos e seis assistências na Juventus. É o motor do meio-campo e tem liberdade para aparecer no ataque. Agora é uma aposta segura. O mesmo se aplica ao avançado Christian Pulisic, apesar da pior fase à frente da baliza na sua carreira no AC Milan. Não marca desde dezembro de 2025, embora esteja a ser associado ao Man. United. Com 27 anos, mais de 80 internacionalizações e 33 golos, assume o protagonismo que Landon Donovan outrora teve, até com algumas similitudes na forma de jogar.

Os médios Tyler Adams, do Bournemouth, Malik Tillman, do Leverkusen, e Reyna, do M´gladbach, provam como o setor intermédio é o mais forte. O lateral Antonee Robinson, conhecido por Jedi, do Fulham, e Freeman, do Villarreal, dão competência nas laterais. Dúvida é o central Chris Richards que, pelo Crystal Palace, teria contraído uma lesão ligamentar no tornozelo.

No ataque, Pochettino tem Pepi, que fez 19 golos na temporada pelo PSV, Balogun fez igual maquia no Mónaco e Agyemang somou dez tentos no Derby County e é aposta pessoal do treinador. Uma das sensações poderá ser Zavier Gozo, de 19 anos, extremo que pelo Real Salt Lake leva seis golos em 13 jogos. Pela idade teve de ser feito um pedido à FIFA (a maioridade nos EUA acontece aos 21 anos) para a sua utilização, como tal poderá integrar os 26.

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