Hakan Çalhanoglu é uma das estrelas da Turquia.
Hakan Çalhanoglu é uma das estrelas da Turquia.GEORG HOCHMUTH / APA / AFP

A geração mais talentosa da Turquia tem o calculismo italiano no banco

24 anos depois do surpreendente terceiro lugar, a seleção do sudeste europeu volta ao Mundial e aparece renovada com Arda Güler, Can Uzun e Kenan Yıldız apontados ao trono de jovens sensação.
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A Turquia integra o Grupo D do Mundial 2026 e soma a quarta participação no certame. Foi longo o hiato desde o histórico e surpreendente terceiro posto em 2002, mas 24 anos depois a comitiva entra com uma clara ambição de não se ficar pela fase inicial. Até porque é hoje com relativa unanimidade considerada uma das seleções com mais talentos jovens. O equilíbrio destes do meio-campo para a frente será o grande desafio de Vincenzo Montella, ex-histórico da Roma. O treinador italiano tem priorizado os domínios dos momentos do jogo, a posse de bola, mais do que lançar vertiginosos contragolpes com base na irreverência dos 'miúdos maravilha' que tem ao dispor.

Na fase de apuramento, a Turquia venceu os dois jogos com a Bulgária e fez oito golos, derrotando a Geórgia também nas duas ocasiões, celebrando sete tentos. No entanto, a copiosa derrota por 6-0 com a Espanha serviu de alerta e de contenção. No play-off de apuramento, as duas vitórias por 1-0 contra a Roménia e Kosovo até deixaram a ideia de que a Turquia pareceu curta para o seu potencial, mas resumiu a estratégia pragmática de Montella, que comanda desde 2023 o conjunto depois de duas boas épocas no Adana Demirspor.

No Europeu, coincidiu com Portugal, com quem perdeu na fase de grupos. No segundo posto desse emparelhamento, avançou para derrotar a Áustria nos oitavos de final, caindo aos pés dos Países Baixos nos quartos de final.

A lista para o Mundial ainda é apenas provisória. Estão 35 pré-convocados, entre os quais Deniz Gül (FC Porto) e Demir Tiknaz (SC Braga). O ponta de lança portista realizou 47 jogos e marcou oito golos na época, conta já com seis internacionalizações e terá mais chances do que o bracarense que fez 34 jogos e dois golos e que soma um jogo pela Turquia. Os ex-Benfica Orkun Kökçü e Kerem Aktürkoglu também estão entre os eleitos de Vincenzo Montella e certamente com o bilhete para os Estados Unidos da América.

Na defesa, Çelik, Demiral e Soyuncu são importantes, Çalhanoglu, campeão pelo Inter e capitão turco, faz os equilíbrios no meio-campo, Ozcan é outra hipótese para jogos mais apertados. Orkun Kökçü, do Besiktas, tem sido utilizado como médio mais criativo, mas a juventude está a ganhar experiência e a escolha é difícil. Arda Güler, de 21 anos, milita no Real Madrid, Can Uzun, do Eintracht, com 20 anos, é outra pérola do meio-campo ofensivo e nos corredores são inegáveis os talentos: Kenan Yıldız, com 21 anos, na Juventus, Barış Alper Yılmaz, de 25, importante no Galatasaray. Kerem Aktürkoğlu tem o desequilíbrio e a experiência a seu lado. Montella pode bem optar por um falso nove na frente de ataque para juntar todos estes talentos no arranque contra os Estados Unidos.

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