O primeiro-ministro indiano anunciou este domingo, 31 de agosto, que a Índia e a China vão retomar os voos diretos entre os dois países após mais de cinco anos e comprometeu-se a trabalhar com o Presidente chinês para reconstruir laços políticos.O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, após um encontro com o Presidente chinês Xi Jinping, à margem da cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, em Tianjin, fruto da primeira visita do representante indiano à China em sete anos.Sem especificar a data exata para a reativação do tráfego aéreo entre a Índia e a China, Modi comprometeu-se a trabalhar com Xi Jinping para reconstruir os laços políticos entre os dois países em torno da “confiança mútua, respeito e sensibilidade”.De acordo com declarações recolhidas pelo jornal indiano “Times of Índia”, o primeiro-ministro indiano avaliou muito positivamente “os avanços alcançados em várias frentes para a paz e as relações após a retirada dos postos fronteiriços”.Desde meados deste mês de agosto que havia rumores de que a Índia e a China se preparavam para retomar os voos diretos já em setembro, após terem sido suspensos devido à pandemia de covid-19 e nunca terem sido restabelecidos devido às tensões nas relações diplomáticas entre os dois países. .Xi Jinping, Narendra Modi e Putin voltam a alinhar agendas em cimeira na China."Estamos empenhados em progredir nas nossas relações com base no respeito mútuo, na confiança e na sensibilidade", disse Modi a Xi durante a reunião à margem da cimeira, de acordo com um video publicado na conta oficial do líder indiano no X citado pela Reuters.O primeiro-ministro indiano disse ainda que as relações com a China avançaram numa "direção significativa", acrescentando que "existe um ambiente pacífico nas fronteiras"."Não devemos... deixar que a questão da fronteira defina a relação geral entre a China e a Índia", disse Xi, segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua. Os laços entre a China e a Índia poderiam ser "estáveis e de longo alcance" se ambos os lados se concentrassem em ver-se como parceiros em vez de rivais, acrescentou o presidente chinês.*com Reuters