Zelensky alerta que ataques russos ameaçam segurança energética da Europa
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Zelensky alerta que ataques russos ameaçam segurança energética da Europa

Presidente ucraniano diz que a Rússia está a lançar novos ataques às infraestruturas de gás. Putin, por seu lado, ofereceu energia barata e vantagens a investidores chineses na Rússia.
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O Presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky, disse esta sexta-feira que os ataques russos contra infraestruturas de gás no oeste da Ucrânia podem constituir uma ameaça à segurança energética da União Europeia. 

Num discurso transmitido na quinta-feira à noite, o chefe de Estado da Ucrânia referiu que a Rússia está a lançar novos ataques às infraestruturas de gás na zona oeste da Ucrânia.

Zelensky falou ao telefone com o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, sobre o assunto na quinta-feira, revelou o chefe de Estado ucraniano no mesmo discurso.

Segundo Volodymir Zelensky os "ataques terroristas russos contra as regiões ocidentais da Ucrânia" ameaçam as "infraestruturas de gás" da Ucrânia e representam uma "ameaça para toda a Europa".

Numa mensagem sobre a conversa com Tusk, publicada anteriormente nas redes sociais, Zelenski afirmou que "um dos alvos russos" é a "infraestrutura de gás da Ucrânia ocidental".

"Se a Rússia for bem-sucedida neste objetivo, pode vir a colocar em risco toda a segurança energética da Europa", acrescentou.

"Temos de encontrar uma forma de enfrentar este desafio em conjunto", afirmou Zelenski, após as conversações com o primeiro-ministro polaco. 

Putin oferece energia barata e vantagens a investidores chineses na Rússia

O Presidente russo, Vladimir Putin, ofereceu esta sexta-feira à China a possibilidade de se abastecer com energia a preços acessíveis e prometeu vantagens para as empresas do país asiático que invistam em território russo.

"A Rússia está pronta e é capaz de fornecer à economia, às empresas, às cidades e às aldeias da China energia, luz e calor a preços acessíveis e respeitadores do ambiente, de forma ininterrupta e fiável", afirmou Putin, no seu discurso de abertura da oitava Expo Rússia-China, na cidade de Harbin, província de Heilongjiang, no nordeste chinês.

O Presidente russo sublinhou que a parceria entre os dois países no setor energético, que considerou um "apoio fiável ao mercado mundial da energia", continuará a crescer no futuro.

Saudando o interesse das empresas chinesas em produzir na Rússia, Putin disse que oferecerá aos investidores "vantagens económicas, assistência e apoio" e a utilização da tecnologia do país e "pessoal altamente qualificado".

O Presidente russo voltou a enaltecer a relação comercial entre Moscovo e Pequim, numa altura em que ambos os países estão sujeitos a sanções económicas e taxas alfandegárias punitivas impostas por terceiros devido à guerra da Ucrânia, no caso do primeiro, e por razões comerciais, no caso do segundo.

"Penso que podemos estar orgulhosos dos resultados dos nossos laços económicos", afirmou Putin.

O comércio entre China e Rússia registou, em 2023, um crescimento homólogo de 26,3%, para 240 mil milhões de dólares (223 mil milhões de euros).

Pequim tornou-se o maior mercado para o petróleo e gás russos e uma importante fonte de importações, incluindo bens de dupla utilização civil e militar, que mantêm a máquina militar russa operacional, apesar de a China ter banido a venda de armamento ao país vizinho.

No seu discurso, Putin invocou a fraternidade entre os dois países face aos inimigos externos, num contexto de crescente pressão do Ocidente sobre ambas as nações.

Ele sublinhou a participação dos soldados soviéticos na libertação da China da invasão japonesa em 1945, um dia depois de ter reunido com o Presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, num encontro frente a frente que frustrou as esperanças ocidentais de que Pequim pressionasse Moscovo a travar a guerra na Ucrânia.

Esta é a segunda visita de Putin à China em menos de um ano, após a sua deslocação em outubro de 2023.

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