Exclusivo Xi e Putin. O inimigo da América de Biden é meu amigo

Os líderes da China e da Rússia, pressionados pelo presidente norte-americano e também pelos aliados, encontram-se hoje virtualmente para discutir os temas quentes.

Ambos lideram com poderes cada vez mais reforçados países que não primam na defesa dos valores do Estado de direito das democracias liberais e que nos últimos tempos multiplicam sinais de que poderão invadir territórios sobre os quais não escondem pretensões. Xi Jinping e Vladimir Putin reúnem-se hoje em videoconferência, uma semana depois de Joe Biden ter confrontado o homólogo russo, e um dia depois de o secretário de Estado norte-americano ter instado Pequim a deixar as "ações agressivas" no Indo-Pacífico. O porta-voz do presidente russo confirmou que entre os temas internacionais a discutir, irá estar "a retórica extremamente agressiva da NATO e dos Estados Unidos".

A reunião virtual é a segunda este ano, depois da ocorrida em junho, quando os países da Aliança Atlântica comprometeram-se em enfrentar as ameaças não só da Rússia mas também da China. De então para cá a retórica inflamou-se e culminou na recente bofetada de luva de pelica do presidente dos Estados Unidos Joe Biden a líderes autocratas, com a realização da cimeira da democracia. No domingo, os chefes da diplomacia do G7 condenaram "a escalada militar da Rússia e a retórica agressiva em relação à Ucrânia", o mais recente de vários avisos a Moscovo.

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