O GARC tem 4,8 metros de comprido por 1,5 metros de largura e pode atingir velocidades de mais de 70 quilómetros por hora.
O GARC tem 4,8 metros de comprido por 1,5 metros de largura e pode atingir velocidades de mais de 70 quilómetros por hora. MCSN Jasmin L. Aquino

Vigilância ou ataques kamikazes: EUA estão a usar drones marítimos no Irão

Pentágono confirmou recurso a embarcações não tripuladas construídas pela BlackSea, sediada no estado do Maryland, e conhecidas como Global Autonomous Reconnaissance Craft (GARC).
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Se no uso de drones aéreos a guerra da Ucrânia serviu como uma espécie de balão de ensaio para o atual conflito no Irão - tanto os russos como os próprios americanos copiaram os drones Shahed iranianos usados na Ucrânia e que agora voltam a causar estragos em vários países do Golfo - também os drones marítimos provaram a sua eficácia ao serviço de Kiev para destruir navios da frota russa no Mar Negro.

Agora, passado um mês sobre os primeiros ataques israelo-americanos contra o Irão, os EUA confirmaram pela primeira estar a usar veículos marítimos não tripulados nas suas operações neste cenário de guerra. O Pentágono confirmou isto mesmo à Reuters, explicando que estes drones marítimos tanto podem ser usados para operações de vigilância como um ataques kamikazes.

Do outro lado, o Irão também já recorreu a estes veículos para atacar petroleiros no Golfo pelo menos duas vezes desde o início do conflito.

Questionado pela Reuters, o porta-voz do Comando Central do Pentágono, Tim Hawkins afirmou que as embarcações não tripuladas construídas pela BlackSea, sediada no estado do Maryland, e conhecidas como Global Autonomous Reconnaissance Craft (GARC), foram usadas no âmbito da Operação Fúria Épica.

O GARC tem 4,8 metros de comprido por 1,5 metros de largura e pode atingir velocidades de mais de 70 quilómetros por hora.

A decisão do Pentágono surge depois de estes drones marítimos terem sofrido uma série de reveses. Há anos que a marinha dos EUA tem tentado construir uma frota de embarcações autónomas não tripuladas, tanto de superfície como subaquáticas.

Estas são vistas pelas autoridades americanas como uma alternativa mais económica e rápida aos navios e submarinos tripulados, nomeadamente para fazer face ao crescente poder naval da China no Pacífico. Mas problemas técnicos e atrasos vários acabaram por aduar a sua entrada ao serviço, como explica a Reuters.

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