Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel
Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo RangelTIAGO PETINGA/LUSA

Venezuela: MNE sem registo de situações com portugueses que justifiquem alarme

Ministério recomenda que os cidadãos nacionais residentes na Venezuela mantenham os seus contactos atualizados, para “garantir uma comunicação eficaz" caso seja necessário.
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O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) disse, este domingo, 30 de novembro, que não há registo de qualquer situação com portugueses residentes na Venezuela que justifique alarme, um dia depois de o Presidente norte-americano ter anunciado que o espaço aéreo venezuelano estava encerrado.

“Até ao momento não há a registar qualquer situação que justifique alarme”, informou o MNE em comunicado, acrescentando que “quanto a planos de contingência, que o Estado português sempre tem para as diferentes situações, são matéria naturalmente reservada”.

O ministério liderado por Paulo Rangel recomendou ainda que os cidadãos nacionais residentes na Venezuela mantenham os seus contactos atualizados, para “garantir uma comunicação eficaz e atempada com os serviços consulares portugueses sempre que se revele necessário”.

Na nota refere-se que a embaixada e os consulados-gerais estão em contacto permanente com os portugueses residentes na Venezuela, no âmbito da sua missão de apoio permanente à comunidade.

Os consulados-gerais de Portugal nas cidades venezuelanas de Caracas e Valência disponibilizaram canais telefónicos de emergência para os portugueses radicados na Venezuela, com o propósito de garantir proteção e assistência aos compatriotas.

  • O contacto telefónico de Emergência de Portugal em Caracas é +58 414-466 53 50 e o e-mail cgcaracas@mne.pt.

  • Os contactos telefónicos do consulado em Valência são +58 412-0405565 e +58 414-484 35 41, além do e-mail valencia@mne.pt.

  • Os portugueses ainda podem ligar para o Gabinete de Emergência Consular através dos telefones +351 217 929 714 e +351 961 706 472, ou utilizar o e-mail gec@mne.pt.

Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel
Consulados estão a disponibilizar canais de urgência para apoiar portugueses na Venezuela

Sob o pretexto de combater o narcotráfico, Washington mantém desde setembro um destacamento naval e aéreo em águas das Caraíbas próximas da Venezuela, tendo mesmo mobilizado o maior porta-aviões do mundo para a região.

Em 21 de novembro, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) recomendou “extrema cautela” ao sobrevoar a Venezuela e o sul das Caraíbas devido ao que considera “uma situação potencialmente perigosa” na região.

Várias companhias aéreas, incluindo a TAP, suspenderam então os seus voos para aquele país.

Na quinta-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, chegou a admitir ataques terrestres no território venezuelano na luta contra os cartéis de droga.

No sábado, Trump avisou que o espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado “totalmente fechado”, declaração que Caracas condenou e classificou como uma “ameaça colonialista”.

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