Mantém-se a incógnita sobre a participação de representantes do Irão numa possível segunda ronda negocial com os EUA no Paquistão. De acordo com a televisão estatal iraniana, "até ao momento, nenhuma delegação do Irão viajou para Islamabad", noticia a Associated Press. Recorde-se que Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, alertou que o seu país não aceitará "negociações sob a sombra de ameaças"..Preço do petróleo Brent cai 1,55% à espera de negociações entre EUA e Irão .O vice-presidente dos EUA deverá viajar esta terça-feira para Islamabad, no Paquistão, para novas negociações com o Irão, segundo avançou o site Axios, que cita fontes norte-americanas. JD Vance, recorde-se, liderou a delegação dos Estados Unidos na última ronda negocial no Paquistão. O enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Donald Trump, também deverão viajar hoje para Islamabad. .Sinais contraditórios horas antes do fim do cessar-fogo entre EUA e Irão.O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), o turco Fatih Birol, alertou hoje que levará "muito tempo" para retomar a normalidade, mesmo que o estreito de Ormuz fosse reaberto imediatamente, com riscos de inflação e desaceleração económica."Mesmo que o estreito de Ormuz fosse reaberto amanhã, levaria muito tempo até que voltássemos ao normal, porque há instalações de energia, petróleo e outras que foram gravemente danificadas", no golfo Pérsico, disse, em entrevista à rádio France Inter.Questionado sobre o período de dois anos estimado como o tempo necessário para restaurar os níveis de atividade comercial pré-guerra nas instalações de energia daquela região, Birol reiterou a previsão, mas esclareceu que seria um processo gradual.O líder da AIE – organização criada em 1974, em resposta à primeira crise do petróleo e que reúne a maioria dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) – insistiu que a crise atual é "a maior da história" em termos de energia porque afeta não só o fornecimento de petróleo, mas também de gás, fertilizantes e outros produtos petroquímicos."Isto vai desacelerar o crescimento económico e, quanto mais tempo durar, mais difícil será", continuou, antes de frisar que a crise vai afetar particularmente os países em desenvolvimento, que, em muitos casos, enfrentarão "uma espiral de dívidas" a pesar sobre as gerações futuras.Lusa.AIE avisa que normalidade levará muito tempo mesmo que estreito de Ormuz abra já .A presidência do Conselho da União Europeia (UE), assumida este semestre por Chipre, disse hoje querer evitar filas nas bombas de gasolina caso o bloco comunitário tenha problemas de abastecimento de combustível devido ao conflito no Médio Oriente.“Temos diante de nós a possibilidade - e sublinho a palavra possibilidade - de uma escassez de combustível para transporte. Esta crise geopolítica em evolução no Médio Oriente destacou que a Europa pode enfrentar problemas de abastecimento de combustível a curto prazo e isto é algo que precisamos discutir”, disse o ministro dos Transportes, Comunicações e Obras de Chipre, Alexis Vafeades, em Bruxelas.Em declarações à imprensa antes de uma reunião informal dos ministros dos Transportes da UE centrada nos impactos conflito no Irão, causado pelos ataques norte-americanos e israelitas, o governante cipriota defendeu que a União deve “estar consciente da situação”.“Mas também temos, a médio e longo prazo, uma questão de procura que precisa de ser neutralizada. Para ser claro, o que quero dizer é que precisamos de estar preparados para evitar filas nos postos de combustível caso isto venha a acontecer, mas também precisamos de eliminar de forma permanente a possibilidade de existirem filas nos postos - e isso faz parte da discussão que espero que tenhamos hoje”, acrescentou Alexis Vafeades.Questionado sobre eventual escassez de combustível para a aviação, dados os alertas do setor, o ministro de Chipre rejeitou que a UE esteja “numa situação perigosa”.“Não chegámos a esse ponto, estamos apenas perante uma possibilidade, mas se isso vier a acontecer afetará a conectividade e todos os cidadãos e, portanto, temos de estar atentos e preparados, esse é o ponto principal”, adiantou.Os ministros dos Transportes da UE vão debater hoje, numa videoconferência informal, os impactos do conflito no Médio Oriente para o setor, nomeadamente a pressão sobre o combustível para a aviação, quando já se assiste a aumentos de custos e subidas de preços.Lusa.Os membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenaram o ataque que matou um soldado francês e feriu outros três no Líbano, dois em estado grave, no sábado.Expressando as "mais profundas condolências" às famílias das vítimas, os 15 membros do Conselho reiteraram, em comunicado divulgado na segunda-feira, que "os soldados da paz nunca devem ser alvo de ataques" e pediram que os responsáveis sejam "levados à justiça sem demora".No sábado, o presidente francês anunciou a morte do militar francês Florian Montorio, da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL, na sigla em inglês). Emmanuel Macron disse na rede social X que “tudo aponta para que a responsabilidade do ataque seja do Hezbollah”.“França exige às autoridades libanesas que detenham imediatamente os culpados e assumam as suas responsabilidades juntamente com a UNIFIL", afirmou Macron.Horas depois, o grupo xiita libanês Hezbollah negou ter estado envolvido no ataque.Lusa.O líder da delegação de Teerão nas negociações com os Estados Unidos alertou na segunda-feira que o seu país não aceitará "negociações sob a sombra de ameaças", sobre a possibilidade de novos encontros com Washington no Paquistão.Mohammad Bagher Qalibaf, que é também presidente do Parlamento iraniano, reiterou a sua condenação pelas violações norte-americanas do cessar-fogo vigente e pelo bloqueio naval imposto aos portos iranianos, acrescentando que o Irão está a preparar novas estratégias para retomar o conflito armado."Ao impor um bloqueio e violar o cessar-fogo, Trump quer transformar a mesa das negociações numa mesa de rendição e justificar o retomar das hostilidades a seu bel-prazer", sublinhou o principal negociador iraniano numa mensagem na rede social X.Qalibaf afirmou que o Irão não aceita "negociações sob a sombra de ameaças" e que, durante o cessar-fogo, Teerão "se preparou para mostrar novas cartas no campo de batalha".Lusa.Bom dia,Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra no Médio Oriente. A horas do fim do cessar-fogo entre os EUA e o Irão, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, é esperado em Islamabad, no Paquistão, para uma segunda ronda negocial entre Washington e Teerão. .Trump diz ser "altamente improvável" extensão do prazo de cessar-fogo que termina esta quarta-feira