Um drone atingiu ponte sobre o rio Dnipro em Kiev, na Ucrânia
Um drone atingiu ponte sobre o rio Dnipro em Kiev, na UcrâniaSTRINGER/EPA

UE reforça combate a drones com 130 milhões de euros perante ameaça híbrida nas fronteiras

A verba soma-se aos 250 milhões de euros anunciados em dezembro de 2025 e a outros 169 milhões disponibilizados anteriormente.
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A Comissão Europeia vai disponibilizar mais 130 milhões de euros para os Estados-membros da União Europeia (UE) reforçarem a vigilância e o combate a drones, numa altura de crescentes ameaças híbridas contra o bloco comunitário.

“A Comissão Europeia está a intensificar o seu apoio às capacidades dos Estados-Membros em matéria de sistemas anti drones [aeronaves pilotadas remotamente], disponibilizando mais 130 milhões de euros ao abrigo do Instrumento de Gestão das Fronteiras e dos Vistos”, anunciou esta segunda-feira, 5 de outubro, a instituição em comunicado.

De acordo com Bruxelas, “esta medida faz parte dos esforços da UE para reforçar a vigilância das fronteiras e melhorar a resposta às ameaças emergentes à segurança”.

A verba soma-se aos 250 milhões de euros anunciados em dezembro de 2025 e a outros 169 milhões disponibilizados anteriormente para drones de vigilância e equipamento relacionado destinado à Frontex, a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, e aos Estados-membros.

Ao todo, os fundos europeus destinados a tecnologias de vigilância e sistemas de combate a drones ultrapassam 500 milhões de euros.

“O financiamento ajudará os Estados-membros a reforçar a consciência situacional, a proteger melhor as fronteiras externas e a enfrentar os riscos associados à atividade não autorizada ou hostil de drones”, refere o executivo comunitário.

Acresce que tal medida “reflete o objetivo mais amplo da Comissão de dotar as autoridades nacionais de ferramentas modernas para reforçar as fronteiras externas da UE e aumentar a segurança interna”, é ainda indicado.

A decisão surge num contexto em que Bruxelas tem vindo a considerar os drones não apenas como uma questão de controlo fronteiriço ou de segurança aérea, mas como parte de um cenário mais amplo de guerra híbrida, no qual países terceiros tentam perturbar ou testar as capacidades de resposta europeias.

Atribuído sobretudo à Rússia, o fenómeno ganhou particular relevância no flanco oriental da UE, onde os Estados-membros têm enfrentado uma combinação de pressões sobre as fronteiras, interferência eletrónica, alegadas operações de sabotagem e outras formas de atuação abaixo do limiar de um conflito armado.

Na região do Báltico, Bruxelas tem ainda identificado uma combinação de ameaças que inclui instrumentalização da migração, interferência nos sistemas de navegação por satélite, violações das fronteiras fluviais e riscos para infraestruturas submarinas, classificando-as como ameaças híbridas russas.

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