Guerra na Ucrânia começou em 2021
Guerra na Ucrânia começou em 2021EPA/ATEF SAFADI

Ucrânia: UE sanciona 16 cidadãos e sete entidades russas por sequestro de crianças

A UE impôs sanções a 16 cidadãos e sete entidades russas pelo sequestro de crianças ucranianas, acusando-os de violarem o direito internacional.
Publicado a
Atualizado a

As sanções foram aprovadas durante a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 da UE, em Bruxelas, no mesmo dia em que se realiza na capital belga uma reunião da Coligação Internacional para o Regresso das Crianças Ucranianas.

Em comunicado, o Conselho da UE referiu que estas sanções visam responsáveis “por ações que minam ou ameaçam a integridade territorial, a soberania e a independência da Ucrânia”.

“A decisão visa os responsáveis por deportações sistemáticas e ilegais, transferência e assimilação forçada – incluindo doutrinação e educação militarizada – de menores ucranianos, bem como pela sua adoção ilegal e transferência para a Federação Russa”, indicou a mesma nota informativa.

O Conselho da UE destacou que, desde o início da guerra na Ucrânia em fevereiro de 2022, se estima que a Rússia deportou “quase 20.500 crianças ucranianas”, salientando que isso constitui uma “violação grave do direito internacional” e “dos direitos fundamentais das crianças”.

Essas deportações visam também “apagar a identidade ucraniana e comprometer a preservação das gerações futuras”, acrescentou a instituição.

Entre as entidades visadas nestas sanções, estão instituições ligadas ao Ministério da Educação russo, como a Scarlet Sails, Smena ou o centro Orlyonok.

Estas instituições “organizam, em coordenação com as autoridades ocupantes, programas para as crianças ucranianas nos quais são sujeitas a doutrinação pró-russa, incluindo através de eventos patrióticos, educação ideológica e atividades com orientação militar”, especificou o Conselho da UE.

A lista de sancionados inclui ainda “oficiais e políticos de territórios ilegalmente ocupados pela Rússia, assim como vários chefes de acampamentos juvenis e de clubes e organizações patrióticas e militares”.

“Todos eles são responsáveis por promover a educação patriótica e militar entre os jovens através da doutrinação ideológica, exposição à cultura militar russa, treino paramilitar e participação em eventos que glorificam a guerra de agressão da Rússia”, afirmou ainda o Conselho da UE.

Diário de Notícias
www.dn.pt