Trump suspende operação de escolta de navios em Ormuz. Irão cria organismo para gerir tráfego no estreito

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra no Irão nesta quarta-feira (6 de maio).
Trump suspende operação de escolta de navios em Ormuz. Irão cria organismo para gerir tráfego no estreito
EPA/DIVYAKANT SOLANKI

Empresa francesa confirmou ataque a cargueiro no estreito de Ormuz

O navio porta-contentores "San Antonio", com pavilhão de Malta e propriedade da companhia francesa CMA CGM, foi atacado na terça-feira no estreito de Ormuz, confirmou hoje a empresa.

Na sequência do ataque, membros da tripulação ficaram feridos tendo sido retirados para receberam tratamento.

Em comunicado enviado à AFP, a empresa indicou ainda que o navio ficou danificado, mas os estragos não foram especificados.

A agência britânica de segurança marítima UKTMO tinha divulgado informações sobre o navio de carga atingido por um projétil na terça-feira.

A autoria do disparo que atingiu o cargueiro não foi apurada.

Lusa

Irão cria novo organismo para gerir tráfego no estreito de Ormuz

O Irão criou um novo organismo para gerir o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma via estratégica por onde passava 20% do petróleo mundial antes de ser bloqueada, em resposta à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel.

A nova entidade, designada por Autoridade do Golfo do Estreito Pérsico (PGSA, na sigla em inglês), vai coordenar o tráfego de navios que pretendam atravessar Ormuz, informou a televisão estatal iraniana Press TV.

"Os navios devem adaptar as suas operações a esta entidade e obter uma autorização de trânsito antes de cruzar o Estreito de Ormuz", indicou o canal estatal.

A Press TV não forneceu detalhes sobre o funcionamento do organismo, além de disponibilizar um endereço de correio eletrónico para contacto.

O anúncio da criação da PGSA surge um dia depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado a suspensão do "Projeto Liberdade", que previa a escolta de navios pela armada dos Estados Unidos, à saída do Golfo Pérsico, para avaliar a possibilidade de um acordo definitivo com o Irão.

A República Islâmica bloqueou o estreito pouco depois do início da guerra desencadeada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, o que provocou a forte subida dos preços dos combustíveis.

Lusa

Pelo menos 11 mortos e 40 feridos em incêndio num centro comercial em Andisheh, a 30 quilómetros de Teerão

 Pelo menos 11 pessoas morreram e outras 40 ficaram feridas num incêndio num centro comercial, com 250 lojas e 50 escritórios, na cidade Andisheh, a 30 quilómetros de Teerão, noticiou hoje a televisão estatal do Irão.

Os órgãos de Comunicação Social do Irão publicaram imagens de vários andares do edifício em chamas e densas colunas de fumo negro.

O Ministério Público abriu uma investigação para determinar a causa do incêndio e emitiu um mandado de detenção para o empreiteiro do prédio.

Em junho de 2020, uma forte explosão causada por cilindros de gás que pegaram fogo a uma clínica, no norte de Teerão, matou pelo menos 19 pessoas.

Em janeiro de 2017, um incêndio num outro centro comercial de 15 andares em Teerão matou pelo menos 22 pessoas, incluindo 16 bombeiros.

Lusa

MNE chinês diz em Pequim ao homólogo iraniano que guerra é “ilegítima”

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, disse hoje, em Pequim, ao seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, que a guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão é “ilegítima”.

Na primeira visita do ministro iraniano à China desde o início do conflito, em fevereiro passado, o diplomata chinês afirmou que a declaração de um cessar-fogo é "necessária e inevitável", indicou a agência iraniana Tasnim.

Wang garantiu ainda que a região se encontra num "ponto de inflexão decisivo", durante o encontro, realizado uma semana antes da visita do Presidente norte‑americano, Donald Trump, à China.

Pequim tem condenado repetidamente os ataques contra o Irão e pedido um cessar‑fogo no Médio Oriente, assim como a livre navegação pelo Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 45% das importações chinesas de petróleo e gás.

O Governo chinês avisou recentemente, através do seu embaixador junto das Nações Unidas, Fu Cong, que a situação em torno do Estreito de Ormuz marcaria a agenda da visita de Trump caso a via permanecesse bloqueada por Washington e Teerão.

"Estamos dispostos a continuar os nossos esforços para reduzir as tensões", explicou agora o chefe da diplomacia chinesa, sublinhando a importância de "reuniões diretas entre ambas as partes".

Aragchi valorizou a "postura firme" da China, "especialmente na condenação aos Estados Unidos e Israel", segundo a agência Tasnim.

O diplomata iraniano afirmou ainda que Pequim é "uma amiga sincera" de Teerão e declarou que, "nas atuais circunstâncias, a cooperação entre os dois países será mais sólida do que nunca".

A visita ocorre após o secretário de Estado norte‑americano, Marco Rubio, ter garantido na terça-feira que a ofensiva lançada a 28 de fevereiro contra o Irão "terminou" e que se abriu uma nova fase com uma operação "defensiva", destinada a facilitar a navegação por Ormuz.

Lusa

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Montenegro e Merz defendem pressão diplomática sobre o Irão e alertam para impacto no estreito de Ormuz

Trump suspende operação de escolta de navios no estreito de Ormuz

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira a suspensão da operação dos EUA para escoltar navios através do estreito de Ormuz, em vigor há apenas um dia, numa iniciativa para chegar a um acordo com o Irão.

"O Projeto Liberdade (a operação norte-americana para permitir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz) será suspenso por um curto período para verificar se o acordo pode ser finalizado e assinado", escreveu o presidente norte-americano na sua rede social, Truth Social.

O republicano indicou que tomou a decisão com base no "pedido do Paquistão e de outros países”, no "enorme sucesso militar” obtido pelos EUA na guerra com o Irão e no "grande progresso alcançado rumo a um acordo completo e definitivo com os representantes do Irão".

Trump acrescentou ainda que o bloqueio norte-americano do estreito permanecerá em vigor.

Lusa

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‘Projeto Liberdade’ é uma “prenda dos EUA para o mundo”, diz Hegseth

Siga aqui os principais desenvolvimentos sobre o conflito no Médio Oriente

Bom dia,

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos da guerra no Irão nesta quarta-feira (6 de maio).

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Presidente do Irão diz que "exigências dos EUA são irrealistas e impossíveis". Rubio explica Projeto Liberdade
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