Trump quer mais países a enviar navios para proteger o estreito de Ormuz
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Trump quer mais países a enviar navios para proteger o estreito de Ormuz

Presidente dos EUA espera que a China, França, Reino Unido e outros países ajudem a manter o estreito aberto. Tensão com o Irão escala.
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O Presidente norte-americano, Donald Trump, instou outros países a enviarem navios de guerra para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do abastecimento mundial de petróleo e sob ameaça militar do Irão.

"Muitos países enviarão navios de guerra, em cooperação com os Estados Unidos, para manter o estreito aberto e seguro", escreveu este sábado, 14 de março, o líder norte-americano na sua rede social Truth Social, na qual disse esperar que a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, o Reino Unido e outros o fizessem.

"Espero que a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, o Reino Unido e outros países afetados por esta restrição artificial enviem navios para a região, para que o Estreito de Ormuz deixe de ser uma ameaça de uma nação que foi completamente decapitada", declarou Trump.

Na sexta-feira, Donald Trump anunciou que a Marinha norte-americana vai começar a escoltar petroleiros através do estreito de Ormuz "muito em breve".

Na sua mensagem de hoje, o político republicano avisou que os Estados Unidos “bombardearão implacavelmente a costa” do Irão e continuarão a afundar navios iranianos.

“De uma forma ou de outra, em breve tornaremos o Estreito de Ormuz aberto, seguro e livre", afirmou, numa fase em que a guerra desencadeada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão desde 28 de fevereiro fez o preço do petróleo disparar 37% em apenas duas semanas, com o valor do barril a rondar os 100 dólares.

O líder da Casa Branca observou que o Irão está "completamente derrotado" e que Teerão "quer um acordo" quando se cumprem hoje duas semanas desde o início da operação israelo-americana.

"Os meios de comunicação social de notícias falsas odeiam noticiar o quão bem os militares dos Estados Unidos se saíram contra o Irão, que está totalmente derrotado e quer um acordo, mas não um acordo que eu aceitaria!", escreveu na Truth Social.

Esta declaração surge pouco depois de os Estados Unidos terem lançado um ataque na noite de sexta-feira à ilha iraniana de Kharg, o centro da indústria petrolífera da República Islâmica.

Na mesma rede social, Donald Trump afirmou que foi "um dos bombardeamentos mais poderosos" da história do Médio Oriente, que diz ter aniquilado por completo todos os alvos militares na ilha, onde estão armazenados 90% das exportações de petróleo iraniano.

Em sentido contrário, a agência de notícias iraniana Fars deu conta de que nenhuma infraestrutura petrolífera da ilha foi danificada.

Ao mesmo tempo, o Irão ameaçou hoje destruir "toda a infraestrutura petrolífera, económica e energética relacionada com os Estados unidos" no Médio Oriente, no seguimento do ataque a Kharg.

O comandante da Força Naval da Guarda Revolucionária Iraniana, Alireza Tangsiri, disse que as suas forças atacaram "alvos-chave" em três bases aéreas norte-americanas nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Qatar em várias vagas de bombardeamentos.

Apesar dos relatos em Teerão de que ficou ferido no ataque que matou o líder supremo iraniano e seu pai, Ali Khamenei, o novo guia da República Islâmica, Mojtaba Khamenei, pediu na passada semana à Guarda Revolucionária para manter o Estreito de Ormuz fechado, durante o seu primeiro discurso à nação, que foi lido por uma apresentadora na televisão nacional.

A força ideológica do Irão reafirmou posteriormente que qualquer embarcação que procure transitar pelo estreito deverá solicitar permissão sob ameaça de ser atacado.

Hoje, dois navios-tanque indianos com gás liquefeito (GPL) usaram o Estreito de Ormuz graças a esforços diplomáticos entre Nova Deli e Teerão.

Até à data, Trump indicou vários prazos e objetivos para o fim da ofensiva militar.

Dois dias depois do início dos ataques, afirmou que poderia durar "quatro ou cinco semanas", na semana passada reduziu o prazo e disse que estava "prestes a terminar" e na sexta-feira respondeu que vai durar “o tempo que for preciso”.

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