O presidente dos EUA afirmou esta quarta-feira ao site Axios que rejeitou a proposta do Irão que pretendia reabrir o estreito de Ormuz, acabar com o bloqueio naval norte-americano, adiando para uma fase posterior as negociações para um acordo nuclear. Donald Trump disse querer manter o bloqueio naval aos portos iranianos até que o regime de Teerão "concorde com um acordo que vá ao encontro das preocupações dos EUA sobre o seu programa nuclear", escreve o Axios. "O bloqueio é um pouco mais eficaz do que os bombardeamentos", considerou Trump. "(...) E a situação vai piorar para eles. Não podem ter uma arma nuclear", vincou durante a entrevista telefónica. Afirmou ainda: "Eles querem chegar a um acordo. Não querem que eu mantenha o bloqueio. Eu não quero [levantar o bloqueio], porque não quero que eles tenham uma arma nuclear". .O pedido do presidente dos EUA de 1,5 biliões de dólares para o orçamento da Defesa em 2027 “reflete a urgência do momento”, considerou Pete Hegset perante a Comissão de Serviços Armados da Câmara dos Representantes.Para o secretário da Defesa, trata-se de um orçamento "histórico", depois te ter acusado a administração de Joe Biden de anos de falta de investimento neste setor.O chefe do Estado-Maior norte-americano, Dan Caine, que também está na audição da Câmara dos Representantes, considerou que o pedido feito ao Congresso referente ao orçamento da Defesa é "um investimento inicial histórico para a segurança futura". "O risco global está a aumentar", sustentou..Até agora, a guerra contra o Irão custou aos Estados Unidos cerca de 25 mil milhões de dólares, afirmou esta quarta-feira Jules Hurst, do Departamento de Defesa, durante uma audição na Comissão de Serviços Armados da Câmara dos Representantes.Esta é a primeira estimativa oficial do custo da operação Fúria Épica, desencadeada a 28 de fevereiro contra o Irão."A maior parte" dos custos referem-se a "munições", mas há também uma parte deste montante "destinada à operação, manutenção e à substituição de equipamentos”, disse o responsável do Pentágono em resposta a uma pergunta do democrata Adam Smith. "Fico contente por ter respondido a essa pergunta, porque há muito tempo que a colocamos e ninguém nos deu a resposta", afirmou Smith. De referir que o presidente norte-americano Donald Trump pediu ao Congresso um aumento do orçamento de defesa de quase 50% para 2027, passando para 1,5 biliões de dólares (1,3 biliões de euros), de acordo com documentos divulgados no início deste mês pela Casa Branca. .A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) destacou hoje o "ritmo frenético" com que muda o mercado energético mundial, apesar dos seus esforços para mantê-lo estável com a sua política de controlo da produção dos países membros.A indústria petrolífera "é complexa, frequentemente afetada por uma ampla gama de acontecimentos, e evolui a um ritmo frenético, frequentemente minuto a minuto", disse o secretário-geral da OPEP, o kuwaitiano Haitham Al Ghais, na introdução ao Boletim Estatístico Anual da organização publicado hoje, um dia depois de os Emirados Árabes Unidos anunciarem a sua retirada do grupo a partir de 01 de maio.Esta é a única alusão às turbulências que afetam atualmente o setor devido à guerra do Irão e ao encerramento do estreito de Ormuz que se encontram no documento, já que este abrange os dados até 31 de dezembro, antes do início da guerra em 28 de fevereiro passado com bombardeamentos dos Estados Unidos e Israel contra a república islâmica..O presidente dos Estados voltou hoje a enviar uma mensagem ao Irão atrávés de uma publicação na rede social Truth Social, acompanhada de uma imagem gerada por Inteligência Artificial em que surge com ar ameaçador, de arma em punho, e com a legenda: "No More Mr. Nice Guy!" (que se pode traduzir como "Acabou-se o senhor simpático"). “O Irão não consegue organizar-se. Não sabem como assinar um acordo não nuclear. É bom que ganhem juízo rapidamente!”, escreveu Trump..A União Europeia (UE) gastou, em dois meses de conflito no Irão, mais de 27 mil milhões de euros a importar combustíveis fósseis, perdendo “quase 500 milhões por dia”, disse hoje a presidente da Comissão Europeia, num debate no Parlamento Europeu sobre o Médio Oriente e os preços dos combustíveis e fertilizantes.“Em apenas 60 dias, a nossa conta de importações de energia fóssil aumentou em mais de 27 mil milhões de euros, sem que tenha sido comprada mais uma molécula adicional de energia”, disse. "A União Europeia (UE) está a perder “quase quinhentos milhões [de euros] por dia”, referiu, acrescentando que a lição a aprender com a crise é clara: “num mundo turbulento como o nosso, não podemos ficar dependentes de energia importada”.. As consequências do conflito no Médio Oriente “poderão durar durante meses ou mesmo anos”, alertou ainda, defendendo a aposta na produção de uma energia acessível e limpa na UE, “desde as renováveis ao nuclear”.A presidente da Comissão Europeia defendeu ainda a necessidade de eletrificar a Europa.“Este é o momento de eletrificar a Europa”, desafiou Ursula von der Leyen, adiantando que até ao verão o executivo que lidera irá apresentar um Plano de Ação para a Eletrificação, “com uma meta ambiciosa”.A presidente da Comissão referiu que os 95 mil milhões de euros ainda disponíveis no orçamento da União Europeia (UE) para a energia serão destinados “a fazer a transição para a eletricidade – não apenas nos transportes, mas também na indústria e no aquecimento”, salientando que se trata de segurança económica."Em 2022, o gás determinou os nossos preços de eletricidade durante 70% do tempo, hoje, este valor desceu para os 30%, disse também, alertando, por outro lado, para que “a eletricidade ainda representa menos de um quarto do consumo de energia final".Von der Leyen referiu ainda que as medidas de apoio a cidadãos e empresas “devem ser direcionadas exclusivamente para os agregados familiares e os setores mais vulneráveis – e evitar aumentar a procura de gás e petróleo”, apelando para uma concentração das ajudas “onde é mais importante”.DN/Lusa.EUA e Irão mantêm impasse. Na terça-feira, Donald Trump alegou que o Irão admitiu estar em “estado de colapso”,enquanto Teerão disse que a Casa Branca “deve abandonar as suas exigências ilegais”. Os Emirados Árabes Unidos anunciaram saída da OPEP, após criticarem Conselho do Golfo..EUA e Irão mantêm impasse no dia em que os Emirados disseram adeus à OPEP