Trump fala em "eleição estranha" no Brasil e diz que não "se vai meter" no que diz respeito a Flávio Bolsonaro
Donald Trump garantiu que não se "vai meter" no que diz respeito ao senador brasileiro Flávio Bolsonaro, que fugiu para os Estados Unidos e que esta quarta-feira, 28 de outubro, chegou a afirmar ser o "verdadeiro presidente do Brasil" para depois corrigir e declarar ser o "líder do Brasil".
"Não vou me meter", afirmou o presidente americano, questionado sobre essas declarações, acrescentando: "Foi uma eleição estranha, com certeza", referindo-se à votação vencida pelo presidente brasileiro em exercício, Luiz Inácio Lula da Silva.
"Acho que ele e a sua família foram tratados de forma muito injusta", acrescentou o presidente republicano, que respondeu a algumas perguntas antes de partir para um comício de campanha no Ohio (centro), nos EUA.
Após uma viagem via Argentina e Equador, aquele que se via a percorrer os mesmos passos que o seu pai, Jair Bolsonaro, chegou hoje de avião aos EUA com membros da sua família, por volta das 13h30 GMT, aterrando no aeroporto de Opa-Locka, perto de Miami, na Flórida.
O Departamento de Segurança Interna dos EUA afirmou, num comunicado, que Flávio Bolsonaro e a família foram sujeitos a controlo e admitidos "de acordo com as leis e procedimentos de imigração em vigor".
Flávio Bolsonaro tinha obtido vistos da administração de Donald Trump, aliado do antigo presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro, e está a ser investigado em várias frentes no Brasil, nomeadamente por alegada corrupção e branqueamento de capitais.

